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O céu para os bastardos

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A história de uma trabalhadora doméstica brasileira que, vivendo na periferia, ocupa o centro da vida social graças à sua sensibilidade, simpatia e humanidade. É um romance sobreo sentido da emoção e da inteligência na realidade mais cotidiana. Num tom de crônica sobre a periferia, trazendo muito mais do que as questões graves que assolam esse espaço social, dando lugar para a delicadeza e o registro cômico, Lilia Guerra constrói aqui um riquíssimo painel da vida brasileira.

176 pages, Paperback

First published September 1, 2023

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About the author

Lilia Guerra

9 books9 followers
Lilia Guerra nasceu em São Paulo em 1976. É autora de PERIFOBIA, RUA DO LARGUINHO e AMOR AVENIDA, entre outros livros. Trabalha como auxiliar de enfermagem na capital paulista.

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Community Reviews

5 stars
95 (33%)
4 stars
112 (39%)
3 stars
68 (23%)
2 stars
9 (3%)
1 star
2 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 50 reviews
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,737 reviews
October 2, 2024
Quando escrevem que O céu para os bastardos é uma espécie de Macondo descrita pela Carolina Maria de Jesus não estão brincando, pois é essa é a sensação que a escrita da Lília Guerra dá.
Ao mesmo tempo que é uma estória muito trágica, é também um livro muito bonito sobre como as perdas vão moldando a nossa resiliência e como encarar o inevitável.

Melhor trecho:

"O coração da bananeira está inchado, tingido de um tom roxo estonteante. Também acompanha a música do vento, ligado ao cordão fibroso que o balança. Minha avó arrancava os corações logo que os cachos se formavam. Dizia que eles roubam o vigor da fruta, e que, se não fossem retirados, as bananas morriam verdes, encruadas no cacho. Pois isso deve ocorrer igualmente com as pessoas. O coração da gente, muitas vezes, suga o entendimento. O que nos enfraquece."
Profile Image for Andrea Phillips.
116 reviews21 followers
October 7, 2023
Esse foi o meu primeiro contato com a literatura de Lilia Guerra e nao será o último. Acho importante essa literatura que dá voz a um grupo de pessoas a quem sem visibilidade. Acho que a temática desse livro é exatamente isso, a invisibilidade dos que vivem à margem. Dos que nao são computados, consultados para nada.
O livro é um retrato da periferia no Brasil, são todas iguais as periferias ? Uma leitura necessária.
Profile Image for Andre Aguiar.
476 reviews114 followers
Read
January 14, 2024
agrupa felicidadezinhas da vida inteira, como fotografias espalhadas sobre uma bancada, e as multiplica. observa a vida da rua. vem à boca um gosto brando de ternura.
Profile Image for bruna domingos.
87 reviews8 followers
October 31, 2024
“Para muita gente, felicidade é recolher os meninos de tardezinha, para banhar e esperar a janta. É ver qualquer coisinha na televisão. Nem todo mundo vai ser o artista que está na TV. Mas todo mundo devia poder escolher sua verdura. Comer seu peixinho, uma vez ou outra. Sua carne ou o que preferir. Ter sossego para ouvir música, apreciar seu esporte favorito. Tocar um instrumento no dia de folga.”
Profile Image for Bia Assad.
131 reviews71 followers
April 7, 2024
Diálogos em ônibus, em hospitais, em vendinhas, na descida do morro.

O céu para bastardos representa a realidade pobre e trabalhadora, a brasileira.
Representando o título, temos uma personagem que dialoga entre todas as pauta sensíveis: religião, pobreza, violência, maternidade e preconceito. Indo do céu, ao inferno.

Lilia Guerra apresenta, além de Nara (conhecida como Sá Narinha e Xispe) diversos outros personagens que dividem relações durante a vida dela.
Nara é empregada doméstica e viveu uma vida sofrida, assim como sua irmã e outras pessoas que vivem no Fim-do-Mundo. Dentro das histórias, desde dentro dos ônibus até nas compras em vendinha, conhecemos esse universo real.

As histórias são reais, cruas e muito bem desenvolvidas, envolvendo a pobreza, a doença e a violência. As meninas que viram mães pela paixão desenfreada, as expectativas, as perdas e os sonhos que não cabem dentro deles.

É um livro muito importante para entendermos a nossa história como brasileros. Admito que me aqueceu o coração muitos trechos que envolviam o Betinho, filho da patroa de Nara, principalmente o trecho sobre escravidão. Onde moro, para algumas pessoas, é "bobagem" ou apenas "tirar vantagem", me dá um abraço enorme ler verdades e achar cada vez mais absurdo quem fala isso!

Veja a resenha em meu perfil literário: https://www.instagram.com/leituramista/
Profile Image for Giovana Cristina.
40 reviews
July 29, 2025
é o primeiro livro que dialoga com minhas memórias afetivas de verdade (a família que batiza os filhos com nomes iniciando na mesma letra, o samba no funeral, fim-do-mundo que poderia ser capão, são mateus, perus, qualquer quebrada) e traduz maravilhosamente a beleza cotidiana de personagens que nem sempre são colocados nesse lugar de foco e destaque.

a didática da lília é generosa, ela consegue desenhar de boa vontade o que dona ivone lara lá um dia colocou em “sorriso negro”, dando uma nova pincelada digna nessa negritude tão diversa: o direito à beleza, assim como à controvérsia, modos gentis de coexistir com a tragédia.
Profile Image for Luísa Peconick.
10 reviews
January 25, 2024
“Tristeza, nem que seja um pouco, a gente já nasce carregando. Para usar em alguma parte da trajetória que nos é imposta.”

Livraço, traduz com propriedade a realidade de muitos brasileiros de maneira envolvente.
Profile Image for Henrique.
1,029 reviews26 followers
August 10, 2025
Boa narrativa em primeira pessoa sobre a vida de uma mulher que vive na periferia e que, em meio a um velório, rememora certas passagens da sua vida, sobretudo a terrível tragédia que havia se abatido sobre a sua família quando o filho dela fez aquilo que os homens fazem frequentemente por aí. É interessante que, ao relembrar da própria trajetória, a personagem também evoca as memórias de toda aquela comunidade, reforçando a ideia de que, apesar dos conflitos e dos embates, há um certo senso coletivo, afinal todos estão no mesmo barco de exclusão das políticas públicas tradicionais. De certo modo, esse livro também dialoga com "Solitária", da Eliane Alves Cruz, já que também se trata de uma empregada doméstica sujeita ao cativeiro do quartinho, guardado por uma patroa asquerosa.
Profile Image for Bruno.
32 reviews3 followers
April 26, 2025
A fome dói mais que a saudade.
Profile Image for Lucca Henrique.
75 reviews5 followers
December 31, 2025
senti falta de construçoes mais densas do personagens que nao fossem eles sao pobres
Profile Image for Raquel Bello  Vázquez.
101 reviews1 follower
December 30, 2025
Lilia Guerra começou a ser um dos nomes mais citados da literatura brasileira contemporânea nos últimos dois anos. O meu primeiro contato com a sua literatura foi através da agenda de 2025 da Todavia, que a selecionou como a autora dos trechos que acompanham as folhas do planner. Para ter uma ideia do perfil, na agenda de 2024 a autora foi Natália Timerman e em 2026 é Mariana Salomão Carrara.

O céu para os bastardos insere-se deliberada e explicitamente na tradição literária de Carolina Maria de Jesus e de Conceição Evaristo. A narradora protagonista é uma trabalhadora doméstica, moradora da periferia Fim-do-Mundo, que coleta no seu caderno as vidas dos seus vizinhos e vizinhas. Como Carolina, Maria Expedicionária, Maria, D. Nara, Narinha, Xispê (com todos esses nomes ela é conhecida) alterna na sua escrita os ecos da oralidade com o registro formal da língua padronizada. Como Conceição Evaristo, sobretudo em Becos da memória, Lilia Guerra traz um retrato coletivo da vida em uma favela.

O fio condutor do romance é o velório de um dos mais velhos da comunidade, seu Genu. Por esse motivo, a comunidade inteira vai se encontrando no local, o que serve para D. Nara evocar as relações às vezes amorosas e às vezes conflituosas dos seus moradores.

O melhor do livro, para mim, é a forma em que Guerra consegue organizar sem se perder uma narração que abre inúmeros caminhos,  incorporando a oralidade tanto na estratégia de contação de histórias-rio que se bifurcam,  quanto nas escolhas linguísticas.

Não gostei tanto de um certo didatismo e maniqueísmo que parece ser comum a vários autores da literatura contemporânea. D. Nara, a sua irmã, Betinho e várias outras personagens estão a um passo da santificação. Consequência desse didatismo é a acumulação de temas que são tratados, às vezes de forma rápida, como se respondessem a uma lista em que todos os itens precisam ser marcados.

Essa acumulação acaba não deixando espaço nem fôlego para se aprofundar em linhas abertas no livro e que contribuiriam para adensar as personagens. Penso, por exemplo, na trajetória de D. Nara, nas suas leituras e no seu caderno que é mencionado algumas vezes, mas sobre o qual pouco sabemos.
Profile Image for Barbara  Silva.
4 reviews
January 11, 2024
A escrita de Lilia Guerra é potente. São histórias que se cruzam e se encaixam perfeitamente. O começo do livro pra mim foi um pouco lento, mas depois fui arrebatada. Achei a história um pouco triste, mas a vida real é assim mesmo, tem sua porção de tristeza. Lerei outros livros dela.
Profile Image for Will Oliveira.
47 reviews2 followers
March 12, 2024
O céu para os bastardos é um romance que exige dedicação do leitor. Primeiro, porque não é uma narrativa de ações. Sua condução, centrada basicamente na duração de um velório, preocupa-se muito mais em criar digressões e rememorações do que numa sequência de fatos e ações. Segundo, porque são tantos personagens que circundam Sá Narinha - a protagonista -, dos moradores do seu bairro aos que habitam suas lembranças, que chega uma hora em que é difícil lembrar quem é quem. Não que isso importe. A delícia do romance está justamente nesse mosaico de pessoas e vidas, nessa crônica sobre o coletivo.
Profile Image for Um mar de fogueirinhas.
2,197 reviews22 followers
July 15, 2024
Correndo o risco de ser altamente impopular, direi que embora tenha amado profundamente a história, a vida de Xispê/Maria, os personagens bem construídos, a tristeza inerente, etc, a cada par de páginas tinha a sensação de que ela é tão articulada, tão editada, tão machadiana em seu vocabulário e construções de frase que eu pensava se tinha perdido alguma parte da personagem - é uma leitora voraz? convive com intelectuais? lê dicionários no tempo livre? acessa canais de filosofia? - sem sacanagem, não é só o uso de palavras como soberba, que (infelizmente) não são comuns no cotidiano, mas a própria narrativa, excepcionalmente bem escrita, na voz dela. Talvez porque recentemente eu tenha lido Via ápia e tenham me chamado a atenção para o uso da voz das ruas do autor, aqui eu tive a impressão diametralmente oposta, a ponto de de fato ficar um pouco incomodada.
Isso dito, é um livro tão bonito, tão profundo, e aquele gosto de 'não volto não viu dona Gerda' no final, tão bom... vale super.
Profile Image for Gustavo Krieger.
145 reviews5 followers
July 26, 2024
É tão raro encontrar um romance brasileiro contemporâneo de qualidade que, quando acontece, sou tomado por uma euforia, tenho vontade de abraçar desconhecidos na rua, estourar fogos de artifício, abrir um champanhe.

É raro, mas acontece!

Grande livro, narrativa controlada, domínio da técnica... se eu fosse listar os erros usuais que Lilia Guerra NÂO cometeu, ficaria o dia inteiro escrevendo. Uma autora para acompanhar. Está em uma excelente editora, torço muito por ainda mais sucesso para ela.
Profile Image for Kamilla Silva.
6 reviews
November 10, 2025
Para as elites paulistanas, a distância da periferia não é só física e esse é o tipo de livro que deveria ser leitura obrigatória, estudado nas classes de aula ricas em que se pensa que há um “brasil profundo” cheio de estereótipos.
Eu sinto que conhecia já todos esses personagens, que eram meus vizinhos na Vila Cisper - e isso é o mais precioso desse livro, o registro das delicadezas que existem msm na vida dura, sem precisar adoçar o que é ruim mas sem reduzir o que é humano ao esperado no imaginário de privilegiados.
Profile Image for Alexandre Boide.
27 reviews
Read
December 30, 2024
O cenário é o fim do mundo, mas não aquele que nos acostumamos a imaginar, com catástrofes cataclísmicas e a extinção da vida. É uma questão de localização mesmo. Dentro da geografia urbana, aquele bairro tão distante da infraestrutura central da cidade que às vezes até a própria pessoa diz que não mora, se esconde. Aqui é Fim-do-Mundo, mas poderia ter o nome de qualquer bairro periférico de um grande centro. E a geografia aqui não é mera questão de coordenadas e distâncias ― é o que determina o tipo de convivência possível.

O céu para os bastardos, de Lilia Guerra, é um romance construído de fora para dentro: parte do bairro para acessar a casa, e da casa para os pensamentos dos moradores, e dos pensamentos para os sentimentos que não transparecem. E é dessa intersecção entre o social e o pessoal e privado que a narrativa extrai sua maior força, depois de instalada uma fissura que faz surgir uma ameaça de rejeição e ostracismo para as vítimas colaterais de uma explosão de violência.

É nesse terreno pantanoso que se encontra a protagonista de uma narrativa de múltiplos saltos temporais, mas que tem quase todo seu tempo presente centrado em uma única noite, no velório de uma pessoa popular e respeitada no bairro. E é a partir da análise dos espaços por onde circula que ela começa a análise de seu acerto de contas consigo mesma e com o mundo: “no bairro dos bacanas [...] mais uma Maria vestindo o uniforme azul-marinho”; no seu pedaço, “conhecedora das plantas, procurada para receitar banhos e garrafadas”, alguém que compreende como poucos “Fim-do-Mundo e a gente que vive aqui” e que conhece “ao menos de vista, quase todos os moradores dos entornos. Os comerciantes. Cães e gatos vadios. Até mesmo algumas aves”.

Seu olhar arguto serve como guia para ir desbravando o ajuntamento humano que se forma no velório. Sua memória prodigiosa atravessa gerações, destacando as relações de parentesco de amizade. Sua visão de mundo lhe permite analisar a fundo as precariedades do lugar onde vive, mas também apreciar, sem romantizar, o tipo de sociabilidade estabelecido naquele espaço periférico. Seus sentimentos, porém, parecem sempre fugidios. Suas confissões são sempre interrompidas pela culpa, que a lançou numa longa noite de sua existência, da qual ela não sabe como vai emergir.
Profile Image for Dulcinea Silva.
195 reviews
June 25, 2024
Nesse livro de Lilia Guerra, Sá Narinha desenvolve sua vida em Fim do Mundo, um local periférico como muitos existentes no Brasil. É dentro dessa comunidade que acompanhamos os dilemas e as amizades de Sá Narinha, uma senhora desilundida com a maternidade, mas cheia de pensamentos.

A autora costura nessa trama diversas histórias entrelaçadas com a própria história da protagonista, entrando e saindo de diversas histórias. A trama começa num enterro, e personagens saem e entram e serão desenvolvidos - outros mais e outros menos - durante a história. A narrativa carrega a oralidade dos subúrbios periféricos e desenvolve diversos pensamentos sobre vida social, humanidade, racismo, religião, feminicídio, tudo sob a perspectiva de Sá Narinha, uma empregada doméstica que tem um filho sozinha que mora com a irmã que acaba criando esse seu filho enquanto ela trabalha em várias casas de classe média na região central.

O livro tem um bom desenvolvimento dos temas, mas muitas vezes as diversas histórias recortadas confundem quem não grava muito nome de personagens - e eles são muitos - e sobre suas situações. Entretanto, se não houver esse tipo de preocupação, vai se encantar com a linguagem poética usada, mesmo falando sobre problemas clichês de quem vive na periferia, suas dificuldades diárias, como essas pessoas são vistas pela sociedade e principalmente as relações dessas pessoas com os objetos.

Achei o final uma tentativa agridoce de finalizar a história. Não é necessariamente uma crítica, mas pareceu meio do nada, mas gostei da história e me emocionei com algumas reflexões sobre como é difícil morar em um local periférico.
Profile Image for luquinhas.
46 reviews
Read
October 16, 2025
não sei muito bem o que escrever aqui.
essa foi uma leitura demorada, que ia e voltava. iniciei e retomei a leitura algumas vezes. foram tentativas. aí dessa vez investi junto com o tempo, junto da intuição, e foi fluindo. é um livro que carrega uma miríade de nomes, cada um com suas filiações, trajetos e cantos marcados em Fim-do-Mundo. que escrita bonita essa de Lilia Guerra, de empenhar as palavras formando uma delicadeza na linguagem, no manejo com as coisas e pessoas; as palavras ganham forma na personagem Sá Narinha, em sua forma de relatar o que registra no seu caderninho, como se estivesse tecendo uma gama de peças de roupa, apesar de não ser essa uma atividade pela qual emprega esforço. são tantos nomes, caminhos, sensações. senti a vista umedecer em algumas páginas. li muito desse livro dentro do ônibus e agora fico pensando no aperto comum que os personagens passam no coletivo, que é o mesmo que passamos aqui em Natal, indo pra lá e pra cá.
a comida aqui é de uma felicidade, os amores são dolorosos e expressivos. ausências, perdas, presenças fortes. muitas plantas.
achei lindo esse trecho, entre tantos outros: "Eu preferia assistir as mãos de vovó, envolvidas na terra preta. Consolando-a quando a sentia esgotada, retirando os pedregulhos, as daninhas. As mãos tinham a mesma cor da terra. Como se fossem parentes."
teimei em ir seguindo assíduo nessa leitura, mas teimei ainda mais em permanecer, e valeu.
Profile Image for Gabriella Gardin.
76 reviews1 follower
June 4, 2025
É sempre rico quando a narradora é uma senhorinha né, há aquelas senhoras que tem poderes por si só, poderes da idade, poderes do feminino, poderes que vieram através das dificuldades e das dores da vida. Sá Narinha tem todos esses e ainda tem o conhecimento sobre as plantas. Impossível não pensar nas senhorinhas que você conhece, na vida que elas levaram e quantas vezes elas tiveram que pagar por erros dos homens que saíram de dentro delas e não reconheceram todo o poder que poderiam ter acessado, ou, no mínimo, honrado. Além da história dessa querida, conhecemos uma parte da história de várias outras pessoas que também moram no Fim do Mundo, o que me deu a sensação que haviam vários contos dentro de um romance. Lindo, forte e real!
Profile Image for Patrick.
115 reviews17 followers
January 1, 2024
Este é um livro que me dividiu. Quero ler mais da autora. Eu teria algumas críticas se partisse daquela perspectiva egoísta do leitor que quer dar os rumos ao livro que lê, que sugere "um jeito melhor" de escrever as histórias que acompanha. Desfiz-me disso depois de lançar meu próprio texto e entender a leitura como outra parada, outra coisa. Quero dizer, eu queria que o livro fosse diferente em algumas coisas. Mas, nem de longe, isso torna esta uma leitura que não é boa.
A história do plano de fundo é poderosa e Lilia Guerra é de fato brilhante. Curti muito o livro. Senti falta de poesia, de floreios, mas aí sou eu, aí é a autora. Brilhante! Sou fã de Lilia!
Profile Image for Danielle Gomes.
699 reviews4 followers
Read
December 17, 2024
Esse é o primeiro livro que leio da autora e gostei. No início achei difícil me situar pq tem bastante personagem para lembrar o que está acontecendo com cada um. A história não tem nenhum plot twist porém tem uma cadência crescente no desenvolvimento que vem com a realidade e as porradas que a gente leva da vida. AS histórias e os personagens vão se cruzando entre si e essa sacada da autora é mto boa. Ele foi lido pelo clube e tivemos a presença da autora e a construção e montagem da autora é natural, com isso só aumentou minha admiração.
Profile Image for Monique.
114 reviews
October 25, 2025
4.5 ⭐️
Escrita belíssima. A autora consegue mostrar as lutas da periferia de forma tragicômica, recheada de expressões que marcam um registro bastante oral da obra como um todo, mas que também fazem o livro despertar emoções e nostalgia bastante profundas.

Meia estrela ficou pra trás em algumas partes que me perdi nas confusões de personagens, mais por falha minha devido a uma pausa na leitura, do que do livro em si.

Uma voz contemporânea da qual precisávamos/precisamos com urgência! Um livro gostoso de ler e reler.
Profile Image for Juliana Castro.
57 reviews
December 17, 2023
Achei a narrativa muito boa, tratando as pessoas com uma humanidade incrível. Trata de assuntos tabu como crime nas favelas e uso de drogas com naturalidade, porque para uma parte da população é uma coisa natural. São pessoas reais, vivendo vidas reais. Dei 4 estrelas só pelo final. Não gostei muito do final.
Profile Image for Fayne.
271 reviews14 followers
October 29, 2024
Livro nacional com uma narrativa que, a princípio, pode parecer simples, mas se mostra muito potente, tocando em diversos assuntos a respeito das periferias e os seus habitantes.
Fim do mundo e os seus muitos moradores são muito cativantes, tudo é narrado por Sá Narinha, a mais cativante de todos. A sua história e de todos ao seu redor vale a pena ser lida.
Profile Image for Aline Tolotti.
10 reviews
January 16, 2025
"Continuei observando a vida da rua. Me veio à boca um gosto brando de ternura. Um recomeçar de Quarta-Feira de Cinzas. Tranquilidade discreta de Sábado de Aleluia. Me vesti de carinho por toda aquela gente. Minha gente"

Sá Naninha, sentirei saudade da sua sabedoria e do Fim-do-Mundo.

O único defeito desse livro é que ele acaba.
Profile Image for Ludmila Ramos Carvalho.
4 reviews
December 21, 2023
Lília Guerra é a melhor escritora brasileira contemporânea
Um livro maravilhoso, sensível, cativante que conta não apenas uma, mas várias histórias de diferentes pessoas, brasileiras, histórias de todas nós
45 reviews
May 14, 2024
Une série de portrait de personnes dont on ne fait normalement pas le portrait. J'ai trouvé un peu difficile d'accompagner tous les nom, surnom et apelido. Malgré la fin j'ai trouvé le livre triste de réalité et des fois lire est justement fait pour s'échapper de la réalité.
Profile Image for Lucille.
1,358 reviews20 followers
May 21, 2024
uma leitura melancólica, que já começa em um velório, desenvolvendo a história através de 3 personagens que são os pilares para a construção da obra, se fugindo do habitual, por raramente se ver pessoas idosas como protagonistas
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