Poderoso é uma grande sátira a Donald Trump, ex-presidente de extrema direita dos EUA. Na HQ somos apresentados a um megalomaníaco em conflito com sua rica família. Mas... o que aconteceria se ele decidisse seguir suas inclinações artísticas ao invés de um projeto de poder? Hilária, passional e imprevisível como só Box Brown, um dos mais aclamados quadrinistas da atualidade, sabe ser.
Então, eu achava que Box Brown era sinônimo de boas história. Mas a gente não pode incorrer nesse erro achando que determinado autor vai fazer sempre histórias (em quadrinhos) ótimas. Todo Super-Homem tem seu dia de Clark Kent. Achava que em Poderoso viria mais um ácido baita documentário em quadrinhos sobre como Donald Trump exerce seu machismo e privilégio de homem branco velho e rico para humilhar as pessoas e se colocar num pedestal que só ele acha intocável. E até que ele faz isso. Mas sabe quando uma comida tem a textura certa, a temperatura certa, o tempero certo, mas falta o mais importante: o sabor? Quando o cozinheiro coloca uns ingredientes que não fazem sentido com o prato que quer que seus clientes comam? E quando parece mais uma gororoba que um produto da alta gastronomia, apesar de no menu estar sendo vendido como isso? É o caso deste quadrinho. Ele falha porque Brown ficcionaliza demais a história de alguém que parece Trump, cheira como Trump, soa como Trump, mas não é Trump por alguma razão insondável. Acredito que nesta HQ a mera coincidência com os fatos apresentados na obra, prejudicaram muito a narrativa.
Amusing send-up of Trump that feels like it had a very specific origin (not specifically cited in the book)--a quote from Deborah Friedell in the London Review of Books that criticized him as a businessperson. Given his inherited wealth, if he had simply invested in an index fund he would currently be more than twice as wealthy as he is. Or in other words, he could have been richer by "spending his life fingerpainting." Well, what if Trump had read that quote and actually re-evaluated his life? Brown's character "Gary Beesh" lives a parallel life with Trump until he eventually branches off and creates an alternate Trumpian timeline.