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Cidadania Cultural: O Direito à Cultura

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Em 'Cidadania cultural - O direito à cultura', a filósofa Marilena Chaui trata de questões centrais do debate político e intelectual da atualidade. Retomando as discussões sobre o nacional e o popular na cultura e apresentando um balanço de sua atuação na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo no início dos anos 1990, Chaui interliga a questão do direito à cultura e à memória, democracia e socialismo, propondo um olhar instigante e revelador sobre a cultura e suas condições de produção e difusão, sempre a partir de um ponto de vista de esquerda. No livro, Chaui critica três tipos de visão de cultura - aquelas que a concebem como saber de especialistas, como o campo das belas-artes, e como instrumento de agitação política. Nos três casos, a cultura ora é vista como um domínio de uma parte da sociedade que sabe sobre aquela que não sabe, ou seja, a parte que sabe manda, e a que não sabe, obedece; ora é vista como meio de lazer e diversão, ou seja, é entretenimento oferecido por pessoas talentosas. E, por fim, a cultura também é vista como uma reunião dos dois pontos de vista anteriores, mediante a produção de 'mensagens' para atrair e persuadir a consciência da massa. A partir desses pressupostos, Chaui conclui que em lugar de tomar a cultura como uma das chaves da prática social, deixa-se de lado a dimensão crítica e reflexiva do pensamento e das artes e simplesmente adere-se à concepção instrumental da cultura, própria da sociedade capitalista.

224 pages, Paperback

First published January 1, 2006

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About the author

Marilena Chauí

66 books39 followers
Formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), da qual é professora aposentada e onde coordena o Grupo de Pesquisa de Estudos Espinosanos. Dedicou seus estudos à História da Filosofia Moderna e à Filosofia Política, produzindo importantes obras sobre as filosofias de Espinosa e de Merleau-Ponty e sobre as questões da democracia e da crítica da ideologia. Ministrou cursos nas universidades de Paris, Pisa, Bolonha, Córdoba (Argentina), Stanford e Columbia. Foi Secretária Municipal de Cultura de São Paulo (1989-1992) e membro do Conselho Nacional de Educação (2002-2006). Recebeu o prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) pelo livro Cultura e democracia; o prêmio Jabuti por Convite à Filosofia (que já vendeu mais de 60 mil exemplares) e por A nervura do real. Imanência e liberdade em Espinosa, obra pela qual também recebeu o prêmio Sérgio Buarque de Holanda (Biblioteca Nacional). Um de seus livros mais influentes é O que é ideologia? (Brasiliense), que já vendeu mais de 100 mil exemplares.

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Profile Image for Guilherme Smee.
Author 27 books191 followers
October 14, 2023
Este livro, Cidadania Cultural: O Direito à Cultura, é um apanhado de textos e palestras da filósofa brasileira Marilena Chauí, sobre o tema da cultura e do direito à cultura, que compõe a cidadania cultural. O livro chamou minha tenção pela primeira vez quando foi citado em um vídeo da professora drag queen Rita Von Hunty, falando sobre as diferenças entre o pensamento e o discurso da direita, que compõem sua cultura, que nada mais é do que o senso comum, do que está por aí, e que o contrário disso, vindo da esquerda é um esforço maior, porque exige crítica e desconstrução do que está dado. Só por essa citação já valeu a leitura e que vai enriquecer a minha tese de doutorado. Mas o livro contém outros texto, como por exemplo as utilizações de ferramentas educacionais nos programas culturais de São Paulo, a diferença entre o nacional e o popular na cultura (ótimas definições), o direito à memória e ao patrimônio, e também as associações entre cultura, democracia e socialismo . O livro traz duas reflexões inéditas da autora sobre o impacto do digital em nosso mundo que, na minha opinião, como o livro é de 2007, ficou bastante no passado. De toda forma, com a leitura deste livro se aproveita muito das reflexões e pensamentos de Chauí sobre a participação cultural.
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