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História de Portugal de Cor e Salteada

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“O que faziam os nossos antepassados? Andavam, basicamente, à paulada. E faziam-no sobretudo entre eles. De resto, fizeram-no em datas tantas que o melhor é esquecermos aqui as que não nos brindaram com feriados. Não que lhes faltassem inimigos externos e ameaças naturais, mas a preferência pela pequena intriga caseira, pela pancadaria de proximidade, parece acompanhar?nos desde os primórdios.” Assim começa esta História de Portugal de Cor e a toque de caixa. Só termina a 25 de Novembro de 1975, quando um general sisudo, de “cabelo bem lambido”, decide pôr ordem na casa. Entre um momento e outro, Maria João Lopo de Carvalho brinda-nos com os acontecimentos-chave que fizeram de Portugal o país com as fronteiras mais antigas da Europa. A autora passa célere da pré-história aos árabes, leva-nos de caravela à descoberta do mundo, relembra Alcácer Quibir, narra o fim do império. E ela própria se junta à festa, e não poupa um ou outro açoite, sobretudo aos espanhóis. Versão plena de humor e ironia, mas rigorosa também, não perde tempo com datas maçudas ou dinastias completas. Fica-nos o crème de la crème, estrangeirismo “franciú” aqui regado com picante nacional. É ler, saborear, e chorar por mais.

330 pages, Kindle Edition

Published September 1, 2023

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About the author

Maria João Lopo de Carvalho

55 books66 followers
Maria João Lopo de Carvalho nasceu em 1962 e licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa. Professora de Português e de Inglês no ensino público e privado, representante em Portugal dos colégios ingleses Pilgrims, fundou e dirigiu a Know How, Sociedade de Ensino de Línguas e a Know How, Edições Produções e Publicidade destinada à tradução e à criação de livros personalizados para crianças e à conceção anual do Guia da Criança.
Publicou o primeiro romance, o best-seller Virada do Avesso, em 2000 e Acidentes de Percurso, em 2001.
Divorciada, mãe de dois filhos, fala e escreve pelos cotovelos e tem sempre tempo para tudo, sobretudo para os amigos.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Celeste   C .
381 reviews340 followers
October 15, 2024
Nota: Esta resenha contém humor e ironia, reflectindo o estilo da autora, Maria João Lopo de Carvalho. Os termos e comparações utilizados são extraídos directamente do livro e têm a intenção de capturar o tom leve e divertido da obra. Agradeço a compreensão.

Com um humor refinado, ironia afiada, um spoiler ou outro , em jeito de teaser e coincidências deliciosas, Maria João Lopo de Carvalho transforma a História de Portugal numa celebração única.

Um banquete onde não faltam convidados indesejados: nuestros hermanos, os bifes, os franciús, os novos-ricos dos holandeses, Alcácer-Quibir, o Flipanço (que tomou conta do quiosque durante 60 anos mas saiu pela janela), Junot et sons compagnes(que ficaram a ver navios e Lisboa por um canudo) mas apenas uma data nos fez tremer: 1775.

Demos exit a muitos e a Batalha de Aljubarrota é uma das mais in de sempre.

Neste rectângulo à beira mar plantado ao qual chamamos casa há 900 anos, imensos factos aconteceram, hoje celebrados com bastantes feriados que, para nossa satisfação, alguns se transformam em pontes e, algumas cidades podem até escrever quadras em decassílabos.

Uma verdadeira mistura de povos moldaram o nosso país em algo único e irrepetível, cheio de surpresas que nos arrancam risos e reflexões inesperadas.

Gostei especialmente do modo como a autora aborda dois factos, destacando a habilidade portuguesa de transformar desafios em histórias fascinantes:

Tratado de Tordesilhas :

«Porém, D. João II veio salvar o dia, exigindo que a linha fosse levemente deslocada (sabia de fonte segura que alguém entreouvira um "Ôi!" naquele exacto paralelo, indiciando que talvez ali se encontrasse um maravilhoso naco de novo mundo, cheio de encantos mil).»

Independência do Brasil :

«D. Pedro, o primeiro imperador do Brasil, tornava-se assim um Beto em negação a tempo inteiro, repartindo a Casa de Bragança por dois continentes [...] Mas atenção: D. Pedro repartiu reinos e lencóis até as suas forças e vigor lho permitirem (...)»
D. Pedro e D. Leopoldina eram como o Harry e a Megham daquela época.


Uma ditadura de 50 anos, 25 SEMPRE, o Império Português chega ao fim, 0 11 de Março, o Verão Quente, os americanos achando que Portugal estava perdido para o Bloco Soviético e Mário Soares chamando à direcção do PC «uma cúpula de paranóicos», eis o 25 de Novembro de 1975.

Pascoaes sabiamente escreveu, «Deus e o demónio são incompatíveis em toda a parte, excepto em Portugal». Este pensamento reflecte-se na forma como Maria João Lopo de Carvalho aborda o 25 de Novembro de 1975, data em que unidos Mário Soares, Sá Carneiro, Feitas do Amaral e....Álvaro Cunhal validaram o estribilho do poeta e «O comunismo foice». Para Álvaro Cunhal, que impedira a guerra civil travando os seus, seria também um grande «A luta continua».

Vivemos numa adorável choldra, única e irrepetível, a que chamamos casa,e estamos no Guiness como o país com as fronteiras mais antigas da Europa.

Maria João Lopo de Carvalho conseguiu transformar a História de Portugal numa narrativa envolvente e cheia de vida com dates e matches por esse mundo sulcando «oceanos de amor» e «laços de ternura» como em 1990 cantavam os Da Vinci por pistas e mares já há muito navegados.

CARREGA, PORTUGAL!
6 reviews
January 6, 2026
Não é um livro particularmente inspirador mas adorei a escrita da Maria João Lopo de Carvalho. O sentido de humor, a leveza da escrita tornou a leitura simples, informativa e muito divertida.
Este livro prova que a História é bem mais divertida do que o que nos contaram na escola.
Profile Image for Belem.
183 reviews3 followers
April 6, 2026
Não é fácil classificar a experiência com este livro. Trata-se de um resumo da história de Portugal, contada num formato entre a sátira e a anedota, com algum calão à mistura. Julgo que cumpre alguns objetivos, porque nos proporciona uma visão geral do nosso passado comum, com os momentos mais relevantes e muitas curiosidades. O tom jocoso varia entre fixar atenção e gerar perplexidade. Mas, provavelmente, eu estou muito para além do público-alvo principal deste livro (adolescentes? estudantes do terceiro ciclo e secundário?)

Balanço final: é divertido, sim. Fiquei a saber um pouco mais de história de Portugal (talvez não fosse difícil, até porque há muitas "curiosidades" à mistura). Mas duvido que tenha contribuído para a minha compreensão da história. Talvez tal não fizesse parte dos objetivos?

Optei pela versão audiolivro, narrada pelo ator Miguel Guilherme — recomendo vivamente; a narração acrescenta muito em vivacidade e emoção. E, no meu caso, poderá ter explicado a "leitura integral".
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