"O certo é que a solução não está num próximo deita-abaixo e em mais planos manhosos. A solução passa por respeitarmos o essencial do antigo Martim Moniz: as velhas e as recém-chegadas suas gentes.
O Centro Comercial da Mouraria e o Centro Comercial do Martim Moniz são feios e grossos, como é sempre o mau gosto, mas as suas gentes são enérgicas, mexidas, grossistas e por atacado, como era a Ribeira quando chegavam as naus.
(...)
Pessoas, eis o que é a medida de todas as praças, largos e lugares. Pessoas, é o que temos de trazer para a discussão sobre o que fazer ao Martim Moniz."
Páginas 69 e 70