A Praça Martim Moniz, em Lisboa, foi como que amaldiçoada ao longo dos séculos, com remodelações, destruições e reconstruções, desde o colorido das noras e laranjais ao atravancado urbanístico. Agora que é retomada para discussão pública, renasce uma dúvida: o que fazer com este sítio, vítima de sucessivos faz e desfaz?
Este retrato é uma viagem a esta praça confusa e fascinante da capital, do ribeiro de Arroios a lugar do fado e do cinema português, dos marialvas, artistas e migrantes. Um relato de pérolas perdidas e trambolhos urbanos. Da população antiga e, sempre, de recém-chegados. Entre sucessivas mudanças e prudentes ambições, uma certeza: o Martim Moniz saberá, mais uma vez, reinventar-se.
"O certo é que a solução não está num próximo deita-abaixo e em mais planos manhosos. A solução passa por respeitarmos o essencial do antigo Martim Moniz: as velhas e as recém-chegadas suas gentes. O Centro Comercial da Mouraria e o Centro Comercial do Martim Moniz são feios e grossos, como é sempre o mau gosto, mas as suas gentes são enérgicas, mexidas, grossistas e por atacado, como era a Ribeira quando chegavam as naus. (...) Pessoas, eis o que é a medida de todas as praças, largos e lugares. Pessoas, é o que temos de trazer para a discussão sobre o que fazer ao Martim Moniz."
A identidade do Martim Moniz é a identidade de quem lá vive, de quem faz por ele, de quem lhe dá vida. Ao contrário do que alguns, de braço em riste, nos querem fazer acreditar, a chegada de gente de todo o mundo a esta praça não lhe tira identidade nenhuma, só acrescenta.
Quando penso em Martim Moniz, lembro-me do cheiro a especiarias que invade a estação de metro assim que as portas da carruagem se abrem. Na praça, gosto da vista e da localização, mas sei que a zona não tem a melhor fama. Por isso, tinha curiosidade em ler (ou neste caso, ouvir) este livro. No entanto, acabou por não corresponder às minhas expectativas, pois não saciou a minha curiosidade.
Livro em formato áudio ouvido através da BiblioLED, plataforma electrónica das bibliotecas portuguesas que disponibiliza livros gratuitamente.
Tinha tantas espectativas para este livro, tantas, mas tantas... Não encontrei aquilo que eu tinha previsto para este livro e, como se isso não bastasse, detestei a escrita do autor. Procurava um olhar e reflexão sobre o Martim Moniz do presente/passado recente e o que encontrei foi uma história da praça - que tem valor e interesse, claro, mas não era isto procurava.
Interessante, mais história do que um retrato social da Praça lisboeta, escrito com a qualidade costumeira de Ferreira Fernandes.
Para o meu gosto, o português demasiado floreado perde-se um pouco e torna a leitura entediante. Contudo, é notório o trabalho de investigação que o autor e jornalista fez a respiração da Praça do Martim Moniz
Sinceramente, não fiquei muito entusiasmado com este livro. Achei a leitura um tanto difícil e esperava que o foco estivesse mais no presente do que no passado. Talvez tenha sido um erro meu, já que a capa me levou a esperar algo diferente. Embora reconheça o valor da parte histórica, que é sem dúvida bastante interessante, a combinação de história com uma escrita complexa simplesmente não me cativou.
Escrita difícil mas muito humorosa. Como outros, pensei que seria uma análise mais moderna. O recado a que se dedica está certamente bem feito, só não foi o que eu pensei erroneamente que ia encontrar.
um relato curioso e interessante do que foi e do que é o martim moniz, as suas gentes, a sua história. confesso que foi um tanto abstrato para mim, não conhecendo muito de lisboa (ainda), mas fica a vontade de conhecer melhor e mais profundamente esta cidade que se vai fazendo casa.