Guilherme Petreca znany z wydanych w dwóch wersjach komiksów YE tym razem wraca z Shamisenem. Bohaterką jego onirycznej baśni jest młoda, niewidoma dziewczyna, Haru mistrzyni gry na shamisenie - tradycyjnym japońskim instrumencie strunowym. Wędrowna wirtuozka w pobliżu traktu do Edo poznaje mitycznych yokai, mistrza Hokusaia, a wszystko to inspirowane historią legendarnego goze Haru Kobayashi. Komiks tyleż jest opowieścią o muzyce co okazją do ukazania panteonu bożków i bóstw japońskiej tradycji religijnej. Niezwykle ważne dla stworzenia scenerii tej opowieści były przesławne drzeworyty takich mistrzów jak Utagawa Hiroshige czy Hokusai Katsushika. Nie ulega wątpliwości, że Petrecka tchnął ich klimat w swój komiks. Perełka!
W 2020 roku, Petreca w Japonii został wyróżniony srebrnym medalem w ramach Japan International MANGA Award.
Przeczytana w ramach azjatyckiego miesiąca Agaci Shubiektywnie 😀 i w sumie w ramach Czytam szeroko Krysi z Kanału o Książkach. Ilustracje, jakoś papieru - 5/5 Fabularnie? Niewiele się dzieje. Dowiedziałam się co nieco o shamisenie, wędrownych muzykach (muzyczkach?), ale nie oszalałam 😅 Stąd taka ocena. Warto przejrzeć dla doznań estetycznych.
Brazylijski komiks o japońskiej sztuce muzycznej, narysowany w stylu tradycyjnego japońskiego drzeworytu, czy coś tu mogło pójść nie tak? 🙃
Tytułowy shamisen to instrument strunowy z rodziny lutni, używany w Japonii od XVI wieku. W komiksie gra na nim Haru, niewidoma goze - wędrowna grajczyni utrzymująca się z jałmużny za wykonane utwory. Kiedy spotyka na swej drodze Kappę, mitologiczną istotę, która porywa dzieci i okrada domy, i nie okazuje mu lęku ani wstrętu, stwór wynagradza ją kluczem do boskich wrót. Dzięki temu Haru może wyczuwać obecność bogów i komunikować się z nimi, czego doświadcza podczas reszty swojej wędrówki przez komiks i przez życie.
„Shamisen” to komiks o poszukiwaniu istoty - bycia człowiekiem, bycia artystą, naszej obecności na świecie. To bardzo prosta, ale mądra i wzruszająca historia. Łączy w sobie elementy japońskiej kultury, mitologii i filozofii, fragmenty tradycyjnych pieśni i sztukę graficzną ukiyo-e. I to właśnie rysunki świadczą o ogromnej sile albumu. Myślę, że jest to jeden z najpiękniejszych komiksów, które miałam okazję kiedykolwiek oglądać. Wszystko jest tu doskonałe - kadry, kompozycja, kolory zmieniające się w zależności od nastroju i pory roku i atmosfera, która pochłania i urzeka. Rysunki Petreki mają w sobie tyle szacunku do tematu, dostojności, umiaru, elegancji i spokoju, że chciałoby się je oglądać wiszące na ścianie. Charakteru dodaje książce papier, na którym została wydana - gruby, postarzany, utrzymany w odcieniach beżu i szarości. Komiks jest też rozszerzony o bardzo fajne dodatki. Przede wszystkim znajdziemy w nim kod qr do playlisty z tradycyjnymi utworami na shamisen, które słuchane w czasie lektury jeszcze bardziej podkręcą klimat. Są też tłumaczenia pełnych tekstów, właściwie poezji, której fragmenty znalazły się w fabule komiksu. W końcu są także krótkie eseje przybliżające japońskie tradycje muzyczne i malarskie, a także portrety dwójki prawdziwych artystów Shamisen, którzy byli inspiracją do powstania komiksu, przede wszystkim Haru Kobayashi nazywanej „ostatnią goze”, dzięki której kultura goze została ocalona od zapomnienia.
Jeśli macie potrzebę obcowania z prawdziwym pięknem, polecam.
Li ouvindo a trilha do youtube com músicas e explicações de artistas envolvidos com o processo de pesquisa e produção desse quadrinho. É muito bonito.
A edição em capa dura, com guarda laminada e papel encorpado ficou muito bem produzida. Combinou com o ritmo e a reverência da história pela cultura retratada. Como um projeto do Proac, apresentou um universo bem estudado e se valeu de ligações diretas com comunidades brasileiras que multiplicam essa cultura japonesa folclórica por aqui. Tem uma pegada mais abstrata e comercial desse folclore, não chega a ser educativo e passa longe de contextos políticos atuais do resgate e manutenção cultural no Brasil, mas convida quem lê a se aprofundar com o material extra e as referências descritas no final do livro. Acho que tem altas intersecções com o filme Kubo e as cordas mágicas, pelo menos do meu ponto de vista branco brasileiro.
Curti a leitura e considero comprar uma cópia. Li a cópia da Biblioteca do Parque Villa-Lobos. Recomendo para pessoas que não costumam ler quadrinhos e pessoas mais velhas, acho que o volume também dá um presente bom para pessoas investidas nas suas bibliotecas caseiras.
shamisen é um quadrinho sensível, de todas as formas: na arte, no roteiro, na personagem principal. é muito limpo e claro, passa sua mensagem de forma leve. algumas cenas/falas podem ser clichês, não que isso seja um problema, inclusive me emocionei muito com uma cena dessas. enfim. a minha parte favorita foi a definição de arte que o Petreca trouxe, incrível.
só não dei 5 estrelas porque quando acabei a história fiquei pensando que havia uma espécie de vazio que não foi preenchido, acho que mais algumas páginas acompanhando a Haru e essa sensação não existiria.
os extras são muito bons, toda a pesquisa histórica é ótima, um trabalho excelente.
Que lindo trabalho do Petreca e do Minamisawa. Uma aula de simplicidade, mas ainda sim um mergulho profundo na história do Japão.
Haru é uma Goze, uma música cega, que viaja pelo Japão tocando seu Shamisen, por troca de dinheiro, comida ou abrigo. Em um encontro com uma criatura esquisita chamada Kappa, ela ganha um misterioso poder de entrar em contato com diversas divindades e seres mitológicos e passa a aprender e ensinar mensagens maravilhosas, com seu passado e futuro.
Além de uma história belissíma, este livro é extremamente didático e uma grande aula acadêmica sobre os temas aqui tratados. Aprendemos muito sobre as Goze, o Shamisen, religião, geografia, história, além de pontos mais abstratos e sentimentos importantes. Isto tanto na história, quanto nos incriveis textos de apoios que nos são oferecidos. Um album muito positivo com uma leitura extremamente convidativa.
Um dos títulos mais inesperados do ano, publicação nacional que conta uma belíssima e poética historia de fantasia com o shamisen, instrumento musical japonês, em foco.
A historia reúne folclore japonês e lições de vida com um estilo gráfico leve e belíssimo, uma belíssima surpresa da editora pipoca e nanquim e principalmente dos autores Petreca e Minamisawa que dominam a narrativa gráfica como poucos.
Só não foi 5 estrelas pelo final abrupto, a historia merecia mais páginas, até porque a leitura flui tão bem que acaba por deixar o leitor querendo mais.
Confesso que adoro obras que transcendem o aspecto simples do quadrinho na página. Que invadem sensações, que tocam nossos sentidos. E Shamisen é uma dessas obras. Seja pelas páginas que despertam milhares de mundos em nossa imaginação, ou o vento cortante que sopra em nossos rostos ou a doce canção de um shamisen. O que Guilherme Petreca e Tiago Minamisawa conseguiram entregar nesse quadrinho é anos-luz maior do que o que pode ser contido nas páginas. Com isso a leitura se transforma em uma experiência sensorial além de ser uma história repleta de poesia e vários elementos da cultura japonesa. Acho que não vou conseguir impor nessas linhas o quanto eu gostei dessa HQ. Ao mesmo tempo sei que não é uma história que vai agradar a todos por causa de sua proposta bastante ligada à forma de escrita japonesa, com uma narrativa que beira o etéreo e o fabuloso. Quase como um conto de fadas que nos traz a importância da vida e o que fazemos de nossos destinos.
A história de Haru começa de maneira trágica. Ainda criança, ela foi abandonada por sua mãe durante um forte inverno na casa de um senhor que aparentemente trabalhava como tocador de shamisen. Logo pequena descobrimos que a pequena Haru é cega e acaba se tornando uma goze, uma tocadora de shamisen itinerante. O homem que a acolhe a ensina o necessário para que ela consiga tocar, mas ele morre antes da menina alcançar a maturidade. A vida é difícil para Haru, mas ela consegue manter a doçura em seu coração. De cidade em cidade, ela vai tocando seu instrumento e encantando as pessoas. Sua música é tão doce que encanta um pequeno kappa que tinha como moradia uma ponte na cidade onde ela se encontrava naquele momento. Encantado pelo som do shamisen, o kappa segue Haru até a floresta até que ela percebe que está sendo seguida. O kappa faz o possível para afastar a jovem, mas ela, diferentemente de outros seres humanos, não se importa com a aparência dele. Sua gentileza é recompensada com uma benção: Haru agora é capaz de enxergar os deuses. É então que se inicia uma jornada na qual música, deuses e a própria vida da protagonista estarão entrelaçados.
Preciso elogiar a bela edição do Pipoca e Nanquim. Já me contentaria só com a história do Guilherme Petreca e do Tiago Minamisawa, mas a HQ em si tem um projeto editorial elegante. Uma capa com uma textura que se assemelha a um papiro, O emprego de um papel bastante gostoso de manusear e que favorece a arte de Petreca. É fácil a gente colocar um papel elegante para uma HQ; mas é preciso sempre pensar se o tipo de papel vai ou não favorecer a arte. E é isso o que acontece aqui porque as cores fortes e pastéis empregadas por ele são potencializadas pela coloração mais amarelada do papel. A experiência também se aprimora com um QR Code que é fornecido lá nas páginas finais da HQ. Ela te leva a uma página do Youtube com as músicas tocadas no shamisen. Recomendo ler a história com fones de ouvido para te fornecer uma trilha sonora. Te garanto que vai ser algo bem diferente. E tem também um vídeo bem bacana explicando o que é o ukiyo-e e sua influência na cultura japonesa. Isso sem falar nos textos de apoio no final falando sobre quem eram as goze, os diversos tipos de instrumentos musicais (além do shamisen, há um comentário sobre a biwa) e até sobre a noção do mundo flutuante. Sem dúvida nenhuma todos esses fatores aumentam a experiência de leitura.
Os deuses são parte fundamental dessa narrativa. Eles estão presentes no mundo, para o bem ou para o mal. Admito que conheço pouco de como os deuses são entendidos no xintoísmo, mas o que deu para compreender através da história é que eles se assemelham aos deuses gregos no que diz respeito à sua "humanidade". Isso porque eles podem se apresentar como gentis, ciumentos, vaidosos ou vingativos. Haru tem todas essas experiências. Outro ponto curioso é de como os deuses acabam por aprender com os seres humanos por conta de sua resiliência e capacidade de os surpreender. Alguns dos momentos mais bacanas estão quando Haru encontra Benzaiten (a deusa em cima de um dragão oriental manipulando uma biwa que aparece em várias propagandas dessa HQ) e o momento embaixo da lua sob a proteção de Tsukuyomi. Só que os deuses também representam as forças da natureza e, como ela, podem ser intempestivos. Quando Haru se recusa a realizar o pedido de um deus, ela sofre severas consequências.
O poder da música está em quase todos os momentos da narrativa. Seja uma música capaz de encantar as pessoas e levar alegria a seus rostos. Ou de fazer carregar mensagens do coração aos quatro cantos do mundo. Tem um momento bem legal em que Haru é chamada para ir até a casa de um senhor que está morrendo. Sua acompanhante pede a ela que toque uma música no shamisen para que o senhor que está doente possa voltar a ter tranquilidade, já que ele estava tendo muitos espasmos por causa da dor e até delírios. Bem, Petreca foi bastante inteligente ao fazer a referência a essa situação porque esse senhor é alguém muito especial para a cultura japonesa. Voltando a falar de música, é interessante a filosofia por trás do próprio shamisen. O tutor de Haru conta que como o shamisen era construído a partir de partes de diversos animais, ela deveria tocar muito bem o instrumento como uma forma de honrar aqueles que perderam a vida para formar sua estrutura. E até a música deve ser usada também para encantar os deuses. Esse último ponto, Haru só vai entender mais tarde na história.
Vou tentar não entregar muito, mas queria trazer também a filosofia por trás de nosso próprio papel na Terra que é explorado mais ao final da história. Em vários momentos de nossas vidas nos perguntamos o que fazemos aqui ou por que estamos vivos. Esses questionamentos vem a nós principalmente em momentos de maior necessidade ou quando estamos em uma situação difícil. A cultura oriental tem uma resposta curiosa nesse sentido. Não devemos pensar no que devemos fazer no futuro. Ou se os projetos que estamos nos engajando terão alguma recompensa ou devolutiva. O que importa não é o destino, mas a jornada realizada. Basta fazermos o melhor de nós mesmos de uma forma que nos satisfaça como pessoas. Nossas vidas serão marcadas por experiências felizes, outras tristes, outras dramáticas, outras divertidas. E a cada nova experiência, tiramos alguma coisa dela. Seja uma lição pequena ou uma grande; ou até algo que só iremos nos dar conta no futuro. Viver é aprender, é nunca desistir. É perseverar mesmo quando tudo parece contra nós.
Shamisen - Canções do Mundo Flutuante certamente estará na minha lista de melhores do ano, uma lista que está ficando cada vez mais difícil de fazer com tantas coisas maravilhosas a serem acrescidas a ela. Mas, a HQ me tocou com a sua eterealidade, com as suas belas mensagens inseridas no texto e com a sua musicalidade. Tenho certeza que na próxima vez que eu for ler essa HQ, porque eu irei relê-la muitas e muitas vezes, tirarei outros significados de suas páginas. Recomendo a todos ler esta HQ. Certamente vai ser uma experiência única em suas vidas.
Belíssimas ilustrações. Infelizmente o texto é medíocre, superficial e pretensioso, sem achar seu registro de linguagem entre o coloquial e o formal, tentando pregar o falso evangelho da arte como única chave da vida. Além de falso, esse evangelho da arte é completamente estranho à cultura retratada, sendo um fruto neopagão do romantismo europeu do século XIX.
Les illustrations sont sublimes, la musique qui accompagne le livre est très immersive. Il ne faut pas s'attendre à une histoire prenante, mais plutôt à une plongée dans un univers onirique.
Ce conte est inspiré de la, vraie, vie de la goze Haru Kobayashi, grande joueuse de shamisen.
Par une nuit d’hiver, glaciale et venteuse, une jeune femme dépose son bébé, aveugle, à la porte d’une maison. Un vieil homme, joueur de shamisen, instrument traditionnel japonais, y vit et recueille le nourrisson. Il décide de l’appeler Haru.
Le roman graphique relate le parcours d’Haru, joueuse de shamisen aveugle, goze ou musicienne, artiste itinérante allant de village en village, dans tout le Japon, pour égayer les paysans et les marchands. Après avoir ému au plus profond d’eux-mêmes, les habitants d’un village où elle s’est produite, par sa musique et son chant, Haru continue sa route et pénètre dans une forêt. Elle rencontre le kappa, une créature qui a enlevé des enfants du village. Il se plaint et se lamente à Haru de ne provoquer que répulsion et haine. Elle, elle ne le fuit pas, n’est pas dégoûtée par son aspect …. elle est aveugle, certes, mais est sensible aux émotions d’autrui, aux moindres bruits qu’elle perçoit, aussi saisit-elle la colère, la souffrance que le kappa a en lui en raison du rejet qu’il subit. Haru lui offre un récital qui transporte, par sa beauté, la créature au point d’en être transformée, au point de rendre les enfants à leurs parents et de s’excuser de ses nombreux méfaits. La musique délicate a touché en plein cœur celui qui souffrait de colère et de haine. Comme le récital lui ouvre une nouvelle voie dans sa vie, que ce moment de grâce passé avec Haru symbolise la fin de ses mauvaises attitudes, le kappa souhaite la remercier en lui offrant une clef, celle de la dimension divine. Haru reprend son chemin, son itinérance, et rencontrera les protagonistes du folklore japonais. Une en particulier, la fera souffrir mille morts en exigeant un récital alors qu’il fait un froid glacial, que ses doigts gelés et sa gorge nouée ne peuvent produire aucun son. Haru refuse d’accéder à la demande de la Sorcière des neiges qui transforme tout ce qui l’entoure en statues de glace. Jusqu’à ce que …. je n’en dirai pas plus.
« Shamisen » offre une immersion dans le folklore japonais, encore méconnu en Occident malgré le franchissement des frontières de la culture japonaise. Les scénaristes Tiago Minamisawa et Guilherme Petreca, qui signe aussi les illustrations, proposent une promenade onirique aux côtés d’Haru au cours de laquelle sont abordés en profondeur les thèmes de la beauté et de la liberté de l’art. Ils permettent de découvrir les yokaï, divinités japonaises qui accompagnent ou perturbent le cheminement d’Haru, un peu à la manière des korrigans dans les contes traditionnels bretons.
Les dessins sont minutieux et s’inspirent à la perfection de l’art pictural nippon, notamment celui des ukiyo-e, peintures sur bois. Les planches peuvent rappeler des tableaux ; elles sont magnifiques et invitent à la contemplation, au questionnement philosophique et à la méditation.
Le plus du roman graphique est la transcription en japonais et en français des textes chantés par Haru et le chapitre final des références et inspirations qui apportent de nombreuses informations historiques et culturelles pour enrichir la lecture et titiller la curiosité intellectuelle pour ouvrir d’autres portes littéraires ou artistiques. Sans oublier la possibilité de scanner le QR Code afin de s’immerger encore plus dans la culture nipponne.
« Shamisen » se lit et se relit, émerveille et ne lasse à aucun moment. J’ai aimé me perdre dans les dessins et leurs détails. Un moment de pur bonheur de lecture.
Przenieśmy się na chwilę do Kraju Kwitnącej Wiśni, gdzie ludzie i bóstwa żyją obok siebie, poetyckie strofy zostają wzbogacone dźwiękami płynącymi z shamisenu, a baśnie łączą się z prawdziwym życiem i z historiami wartymi zapamiętania. W Shamisenie naszą przewodniczką staje się Haru, która jest niewidoma. Odcięcie jednego ze zmysłów wyostrza pozostałe. Główna bohaterka, nie mogąc kierować się wzrokiem, zdaje się m.in. na słuch, dotyk, lecz przede wszystkim na własne, przepełnione dobrocią serce. To ono ją prowadzi przez świat, który nie był dla niej zbyt łaskawy. Początkowe kadry wzruszają, kolejne zabierają nas w przyszłość i stawiają obok dorosłej już Haru. Jest mistrzynią gry na shamisenie, instrumencie strunowym, który wymaga od grającego na nim wielkiej wprawy i wyczucia. Postać Haru przywodzi na myśl baśniowe księżniczki (piękne, dobre, lecz doświadczone przez los). Wydaje się wręcz nierealna. To wrażenie potęguje się, gdy za sprawą pewnego pomniejszego demona dziewczyna zyskuje umiejętność komunikowania się z bóstwami. Haru, a wraz z nią czytelnik, poznaje część boskiego panteonu z japońskich wierzeń. Zwykła gra zyskuje znamiona sztuki, a wędrowna "goze" (o tym za chwilę) staje się prawdziwą artystką. To, co wzniosłe, splata się z tym, co przyziemne. Sztuka idzie w parze z życiem, a następnie je wyprzedza i zostaje w świecie na zawsze. Jaką rolę ma w tym Haru? Jak się okazuje – ogromną. W pewnym momencie piękna mistrzyni shamisenu spotyka jednak złą wiedźmę. Doświadczony czytelnik wie, że spotkania księżniczek z wiedźmami źle się kończą. Jak będzie tym razem? Czy istnieje pełnia szczęścia? A może chodzi jedynie o drobne, szczęśliwe chwile? Co okazuje się najważniejsze w ostatniej godzinie? Co nadaje życiu sens? Ten cudownie narysowany, delikatny komiks przynosi odpowiedzi na powyższe pytania. Guilherme Petreca oraz Tiago Minamisawa zaserwowali czytelnikowi nie tylko potężną dawkę wiedzy o wybranym skrawku japońskiej kultury i religii. Zaoferowali coś znacznie ważniejszego. Z życiorysu Haru stworzyli świetnie skomponowaną opowiastkę filozoficzną, która skłania do przemyśleń. A to nie wszystko! W kolejnych komiksowych kadrach, kołysankach, wyrazistych obrazach (prawdziwych haiku grafiki i koloru) zaszyli historię o prawdziwej mistrzyni shamisenu – Haru Kobayashi (1900–2005). Była ona ostatnią "goze", czyli niewidomą śpiewającą artystką podróżującą z miejsca na miejsce i zarabiającą grą na tym niezwykłym instrumencie. Jeszcze za jej życia muzyka "goze" została uznana za niematerialne dziedzictwo kulturowe Japonii. Znając tę historię, zupełnie inaczej odczytuje się cały komiksowy scenariusz. Pojawia się kolejne pole do interpretacji. Gorąco polecam Wam ten album. Uchwycony w nim ulotny kadr z dawnej Japonii zachwyca i sprawia, że czytelnik może się na moment zatrzymać w wirze codzienności. Przewracamy kolejne strony, chłoniemy obrazy i słowa. Bezcenna chwila…
Um livro maravilhoso, com uma história fantástica e uns gráficos lindos. Haru é uma Goze, que viaja pelo Japão tocando o seu Shamisen, em troca de dinheiro, comida ou abrigo. Pelo caminho, encontra uma criatura esquisita chamada Kappa e Haru ganha um poder, o poder de entrar em contacto com divindades e seres mitológicos. Além de uma história magnífica onde aprendemos sobre as Goze, o Shamisen, religião...este livro transmite-nos a importância da vida e o que fazemos do nosso destino. A música está em quase todos os momentos da narrativa, seja para encantar e levar alegria às pessoas ou para transmitir uma mensagem. Recomendo muito esta leitura. No final, temos ainda o material extra, onde houve uma pesquisa elaborada pelos autores, que enriqueceu mais a leitura.
🔖 "O amor transmitido pela arte sensibiliza a humanidade e transforma os sentimentos em linguagem universal. "
🔖 "A poesia de viver é como um livro em branco esperando para ser preenchido."
🔖 "Cada ser humano é uma criatura única no planeta, cada qual com suas qualidades e individualidades."
3,5 Essa é uma HQ bonita e com uma história com elementos culturais. Shamisen é um instrumento musical japonês e a história é sobre essa moça, cega, que foi abandonada quando bebê, que aprendeu a tocar. A história parece ser dividida em pequenos pedaços, como se fossem selecionados os mais importantes para contar aqui. Tem várias questões culturais e místicas, com o aparecimento de deuses. É bem rápida de ler, mas achei que foi um pouco curta demais. Queria ter tido mais tempo para evoluir certos conflitos, principalmente aquele com a deusa da neve. Porém, tive um ótimo momento ler esse livro. Recomendo se você gosta de livros com imersão cultural e se você gosta de livros sobre música.
Arte belíssima, gostei demais da narrativa fantástica e quase episódica, como um conto de fadas. Por não ser muito versado na mitologia, fui no fluxo da história, conhecendo cada deus e entidade pelo caminho. Um aspecto que adorei foi a maneira como a personagem cega "vê" o mundo ao seu redor, usando imaginação e sensações da natureza. Gostaria que isso tivesse sido melhor explorado, ou usado com mais consistência. Menção especial para o material extra, que contextualizou a época, o estilo de arte e a profissão da protagonista. E tem trilha sonora!
Les illustrations sont MAGNIFIQUES , j'ai adoré me plonger dans cet univers, dans cette magie. Les couleurs, les fleurs, la sensibilité .... j'ai été surprise positivement.
En ce qui concerne l'histoire, j'ai trouvé très intéressant de découvrir ce conte asiatique, avec les dieux et surtout la musique . Je n'ai pas mis un 5/5 car pour moi, il manque un peu de profondeur.
Je recommande cette lecture si vous avez l'occasion de vous procurer ce beau roman graphique.
maravilhoso. não só a obra (sua história, a personagem, a arte gráfica) como toda a construção artística em torno dela (as músicas exclusivas para a história, a parte teórica/técnica em torno da cultura japonesa), dada pela pipoca & nanquim enquanto editora.
Coś pięknego, zgodnie z sugestią wydawcy polecam czytać z muzyką na shamisenie w tle. Wejście w klimat gwarantowane. Historia zawiera mało tekstu, jednak przepiękne ilustracje wynagradzają ten fakt z nawiązką.