Esta é uma versão ilustrada, mas integral, do longo poema de Khalil Gibran.
Simultaneamente espitual, mas não religioso, pagão, mas não profano, místico, mas sempre humano, "O Profeta" inoculou em gerações de leitores a esperança numa vida simples mas engrandecida pelos sentidos do bem, do belo, da temperança, da discrição.
O grafismo de Zeina Abirached explora e desenvolve os paradoxos de tantos "opostos" que se sustentam reciprocamente.
Do poema deixo um exemplo:
"E levai convosco todos os homens,
Pois na adoração não podeis voar mais alto do
que as suas esperanças."
E um outro:
"Aqui não há túmulos.
Estas montanhas e estas planícies
são berços
e pontos de partida."