"Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá."
Esta antologia, comemorativa ao bicentenário do poeta maranhense, oferece ao leitor um panorama variado da produção literária do artista, passando da poesia indianista à lírica e satírica, esta última ainda hoje de pouca circulação entre nós.
Romantic poet, playwright and linguist Antônio Gonçalves Dias lived in Brazil. He, a major exponent of the Romanticism of Brazil and of the literary tradition, known as "Indianism," famously wrote "Canção do exílio," arguably the most well-known poem of the Brazilian literature. He also wrote the short epic poem I-Juca-Pirama and many other nationalist and patriotic poems that later gave him the title of national poet of Brazil. He also avidly researched the Brazilian indigenous languages and folklore.
❝Nada é mais poderoso para a implantação de uma nova ordem, tanto política quanto estética, numa determinada realidade social, do que a criação de símbolos❞
assim como “marília de dirceu”, avaliado anteriormente, é um clássico da poesia arcade, poemas de gonçalves dias são um clássico da primeira geração do romantismo.
eu particularmente sou muito fã do romantismo, talvez eu seja meio melancólica e com sentimentos exacerbados. a primeira geração no brasil é marcada pelo contexto histórico da transição de brasil colônia para brasil império e a pós-independência (1822) e, assim como no trecho destacado, não há nada mais poderoso para uma nação que está nascendo do que a implantação de símbolos que fomentam o nacionalismo e o amor a pátria. vale-se o comentário que no poema “canção do exílio”, no qual gonçalves dias lamenta sua estadia em portugal e anseia pela volta ao brasil, há um trecho que foi utilizado no nosso hino nacional:
❝Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores❞
entre as características da escola literária que eu particularmente considero marcantes na obra, cito: indianismo (indígena como herói nacional, associado à floresta e à liberdade), nacionalismo ufanista (exaltação da pátria e da natureza brasileira), bucolismo (natureza idealizada e vista como refugio) e amor idealizado e sofrido (não há nada mais romantismo do que o mal do século).
pra mim é um “adorei” porque são todos poemas muito bons, as vezes vivemos em um vira-latismo tão grande que esquecemos a grandeza do nosso país, devemos reverenciar a soberania brasileira, sempre. recomendo a leitura! (p.s: recomendo essa edição pois tem a explicação de diversas palavras e expressões indigenas utilizadas no poema).