Boy Dodói é uma coletânea criada e editada por Bebel Abreu, Carol Ito e Helô D'Angelo, com HQs de Bruna Maia (Vingança Ragatanga), Ale Kalko (Quem quer pão), Carol Ito (Bunda e cérebro), Tai (Tapão), Helô D’Angelo (Peladão), Lila Cruz (Pôr do sol), Marília Marz (Só em off), Bennê Oliveira (#paideinstagram), Cecília Marins (Creme), Vitorelo (Porra, cara!) e Luiza Lemos (Troféu lésbico).
A coletânea BOY DODÓI parte de histórias reais enviadas por centenas de pessoas e convida à reflexão sobre comportamentos machistas, sobretudo em relações afetivas. Afinal, o que é um Boy Dodói? É o homem cis criado de forma doente pelo patriarcado, que reproduz atitudes ligadas à irresponsabilidade afetiva, falta de honestidade, manipulação, egocentrismo, ausência de noções básicas sobre como estar em uma relação sem ser um grande machista, entre outros comportamentos que causam sofrimento a quem se relaciona com ele. A coletânea não inclui episódios que envolvem transtornos psiquiátricos, pois a ideia não é alimentar psicofobia, e sim tirar o conforto de caras otários com ironia, leveza e arte.
Tratar com humor assuntos sérios é sempre uma voa saída para trazer a tona o assunto e fazer as pessoas pensarem sobre e principalmente conversarem sobre. Nesse ponto o quadrinho é um sucesso!
Como qualquer coletânea, algumas histórias funcionam melhor do que outras e sinto que algumas das tirinhas curtas publicadas nas redes sociais eram mais interessantes que algumas das histórias que entraram no livro.
"Boy Dodói" é uma coletânea de quadrinhos de histórias reais de mulheres e pessoas não-binárias que tiveram péssimas experiências com homens cis héteros. Cada um dos quadrinhos é ilustrado por uma artista diferente, garantindo diferentes experiências por parte do leitor. Queria muito que mais histórias fossem contempladas! Já imaginei uma colab com a Déia Freitas, do Não Inviabilize e seus inúmeros picolés de limão ❤ Só realmente senti falta de mais histórias! Adorei!
Brilhante abordagem à masculinidade tóxica. Será que os seres humanos do sexo masculino mudarão as suas atitudes? Não sei... Mas que podemos dar umas gargalhadas às suas custas, podemos. E todos aqueles que se identificarem como vítima de comportamentos abusivos ilustrados e descritos nestes quadrinhos (seja de que género forem), por favor que abram os olhos e não permitam que esses mesmos comportamentos se perpetuem. Que estas histórias façam reflectir sobre o que está errado (por vezes não nos apercebemos disso) e que, ridicularizando, os possamos eventualmente corrigir!
Gostaria de dar 10 estrelas para esse quadrinho. Maravilhooosooo!!!!!
Me vi representada em algumas histórias e vi algumas amigas representadas em outras.
Entendo que o custo para fazer esse projeto é alto, mas queria muito um volume 2! Precisamos de mais histórias!!!!!!!
E claro, é importante dizer que homens cis deveriam muito ler esse quadrinho. Se você tiver a oportunidade, dê de presente para algum homem cis, e depois pergunte o que ele achou 😂
A masculinidade tóxica toma muitas, muitas formas, e algumas delas são retratadas nessa coletânea, ora de forma irreverente e cômica, ora de forma mais emocional. Achei um ótimo livro para nos fazer parar e olhar para comportamentos que são frequentemente normalizados. Além disso, as artes são lindas e foi um livro bem suave de se ler. Aposto que serviria para muitas conversas!
Estou em uma ressaca brava, por estar mentalmente cansada e lógico que afetou as minhas leituras. Após ler Helô D'angelo quis continuar na mesma pegada e li essa coletânea com outros autores que ela participou da organização. Muito legal, trás temas importantes e pude apreciar e conhecer novos autores.
A proposta de juntar quadrinistas de todas as regiões do Brasil para ilustrar histórias de masculinidade tóxica é ótima, o único contra é que, devido ao pouco espaço disponível, muitos relatos acabaram parecendo curtos e atropelados demais. Para quem aprecia um feminismo mais propositivo, este livro também pode dar um desânimo; mas aí é questão de organizar a raiva sentida ao final.
Gostei muito das ilustrações e da forma como as horripilantes histórias foram contadas. Só dei 4 estrelas porque estava esperando um livro com mais histórias, um pouco maior. Amo ilustrações e fiquei com um gostinho de quero mais.
Livro de criação coletiva em que várias histórias contadas por mulheres por meio de uma chamada pública mostraram uma repetição de padrões de comportamentos masculinos tóxicos. São 13 histórias, adaptadas e ilustradas por diferentes mulheres e uma pessoa não binária, que retratam de forma divertida (às vezes nem tanto) o que as mulheres passam ao se relacionarem com um “boy dodói”.