Podemos ler que o amor contém a solidão em seu interior, pois no coração do amor está sempre a solidão, e por isso quem não suporta a solidão também não suporta o amor." Escrito a partir de diálogos, A gente mira no amor e acerta na solidão, surgiu de experiências vividas pela autora em salas de aula, em sessões de análise (enquanto analisante ou analista), com amigos, em leituras de pesquisas teóricas. Neste livro, a psicanalista e professora Ana Suy quer, acima de tudo, continuar essa conversa contigo, leitor, sem a pretensão, no entanto, de ser um manual ou um tratado acadêmico sobre o tema.
Puxe uma cadeira, fique bem confortável para um bate-papo sobre o amor, "essa experiência tão interessante que cada um vive sozinho junto com alguns outros ao longo da nossa passagem pelo mundo.
Psicanalista, escritora, professora, psicóloga graduada e pós-graduada pela Pucpr. Doutora em pesquisa e clínica em psicanálise pela Uerj. Mestre em Psicologia Clínica pela Ufpr.
Autora do best seller "A gente mira no amor e acerta na solidão", publicado no Brasil, em Portugal, Argentina, Colômbia e Uruguai pela editora Planeta.
Autora também de “Não pise no meu vazio”, “As cabanas que o amor faz em nós”, “A corda que sai do útero” (editora Planeta) e “Amor, desejo e psicanálise” (editora Juruá).
Coautora do livro "Infamiliar: o que faz família hoje?" (editora Agalma)
Idealizadora e coordenadora dos estudos “Lendo Freud hoje” e “Clube de palavras”.
Se o título anuncia pessimismo, é porque nos pretende levar a questionar esse mesmo pressuposto de que a solidão é nefasta e, por isso, indesejável.
Com a leitura deste livro, fui-me tornando mais paciente com a minha solidão e a solidão do outro na minha relação, passando a ver as suas faces necessárias, sem a tornar patológica.
Como podemos ler nas últimas páginas... "Assim, quando aproximamos amor e solidão, desidealizamos o amor, humanizamos a solidão e nos encontramos com outra coisa: um amor menos perto da paixão, mas, paradoxalmente, mais apaixonante. Difícil não é falar de amor, difícil é parar de falar dele."
Achei que toca em 479 conceitos diferentes ao mesmo tempo e de um jeito muito raso. Todos os capítulos acabam no que parece ser introdução. Cita filmes e livros demais, sem desenvolver direito nenhuma referência. Definitivamente não é pra mim.
Interessante, engraçado e tão, tão necessário. Excelente para compreendermos melhor, ou simplesmente reflectirmos mais, sobre o que é efectivamente solidão e concepções que temos sobre o amor. Se tudo isto não for suficiente para vos convencer a ler este livro, digo só que dá excelentes temas de conversas.
En los pasillos de la FIL me encontré con una de las personas que me han visto en el mundo de los libros desde que empecé. Hablamos de las relaciones y me regaló este libro. La autora lo presentaría esa tarde, pero no alcancé a llegar.
El tema me encanta, pero me parece muy introductorio, esto no es necesariamente negativo. Me hubiera gustado encontrarme con algo nuevo, es solo que mi obsesión por el amor ya me había hecho leer textos que comparten mucho con este, así que se sintió como ver una película que ya había visto, pero que no recordaba.
Gosto muito do trabalho da Ana Suy. Dito isso, no livro, há um panorama geral que pode ser mais interessante para quem nunca fez análise ou terapia, rs. Nada muito novo e o informalismo do livro me incomodou um pouco (algumas repeticões de exemplos também).
Eu admiro muito a proposta da autora de tornar a psicanálise mais acessível para além da academia, de evitar o lacanês e de devolver dignidade à palavra solidão, não usando o grande clichê que é a tal solitude (termo pós-moderno que acho tão ruim quanto “resiliência”). No entanto, há um abismo entre transmitir de maneira acessível e transmitir informações contraditórias e equivocadas. O que ela traz é uma mistureba de teorias completamente distintas sob um grande guarda-chuva chamado “Psicanálise”. Mas se a gente bate no liquidificador morango, ketchup, alho, chocolate meio amargo, repolho e mamão, temos uma grande gororoba. Winnicott, Lacan, Freud, partem de paradigmas distintos para formulação de sua teoria, que dialogam entre si mais a partir de pontos de divergência do que de convergência, o que impossibilita a sobreposição de conceitos. O inconsciente freudiano não é o inconsciente lacaniano, a mãe winnicottiana não é a mesma mãe à qual Lacan se refere, castração também não é a mesma coisa para os três e por aí vai… Complicado ler esse livro. A meu ver, ou se fala de teoria, de psicanálise, o que requer um mínimo de rigor porque estamos falando de um campo de estudo que fundamenta uma prática muito séria que é a clínica, ou se fala o que pensa, sem referência à teoria. Mas falar o que pensa como se fosse a própria teoria psicanalítica deveria ser crime, pois é o que tira a credibilidade e dá instrumentos para as críticas constantes feitas ao campo. A falta de rigor me incomodou tremendamente. Rigor não é necessariamente falar bonito ou usar termos técnicos, mas ter coerência teórica é o mínimo. Aí entram várias questões… O que o livro fala de amor e de solidão, sendo fruto de pesquisa, poderia ser mais bem embasado e elaborado, pois ficou extremamente vago. Não culpo o leitor leigo, que não é da área, por se fascinar pelo livro. Mas queria deixar claro que isso não é bem psicanálise… Desculpa a decepção.
Já vou confessando que gosto mais da escrita acadêmica da Ana Suy, não me entendam mal, gostei bastante o que ela confecciona aqui, mas é um livro mais voltado para o público leigo em Psicanálise, por isso mesmo faz tanto sucesso por aí. Além do mais me dispôs a ler a tese de doutorado dela que versa sobre o mesmo assunto, mas de maneira mais técnica.
Apesar do viés psicanalítico (que não costuma ser o meu), gostei dessa leitura da Ana Suy. Acredito que a maioria das pessoas que fez Psicologia ou já estudou psicanálise vá considerar os conceitos trazidos da psicanálise de Freud, Lacan e até Winnicott bem superficiais, mas de todo jeito a autora consegue articulá-los de uma forma dinâmica com a questão do amor e da solidão, intercalando com trechos de poesia, músicas e filmes que são ilustrativos também.
Em vários capítulos terminei com a impressão de que ela poderia ter se adentrado muito mais nos temas, como por exemplo o capítulo entitulado “O Medo do Abandono” em que ela pouco comenta o assunto, mas entendo que o propósito do livro seja trazer os conceitos de forma pouco aprofundada e para um público que esteja tendo um primeiro contato com a psicanálise.
Enquanto lia não pude deixar de notar algumas passagens que poderiam ter tido referências bibliográficas melhor citadas também ou pelo menos mais aprofundadas. De todo jeito, foi uma leitura agradável que fiz em um dia e que sumarizou alguns pontos que vinha refletindo em terapia, então vale o review de 4/5.
”Quando perdemos alguém, então, não perdemos bem esse alguém fora de nós, mas perdemos muito especialmente quem éramos para o outro - e, ainda, a imagem que tínhamos de quem éramos para esse outro.”
e não é que freud sabia das coisas mesmo? esse livro super interessante convida a gente a parar e analisar o que enxergamos como amor e solidão, mostrando que talvez nossos medos, expectativas e conceitos podem ter origem de lugares que menos esperamos. é uma ótima leitura, com passagens muito interessantes (todas da clarice perfeitas demais) e tudo bem real, sem coachização. vale muito a pena!
eu podia ler Ana Suy por 600 páginas e ainda iria querer mais
eu queria sublinhar, frisar e marcar o livro inteirinho porque ele é um grande compilado de conceitos psicanalíticos descritos de uma forma simples, sensível e acolhedora + reflexões sobre o amor, sobre amar, sobre relações e sobre a constituição de cada sujeito dentro desse contexto + a potência da escrita da Ana Suy é algo incrível. Eu admiro muito a transmissão dela e eu admiro muito a sensibilidade que ela tem em falar sobre o amor e sobre o sujeito que ama
terminei querendo emprestar para todo mundo ler e espalhar ele por aí
Este livro traz reflexões que são resultado de pesquisas acadêmicas de Ana Suy, em nível de mestrado e doutorado. A linguagem é muito acessível; o texto é fluido sem ser superficial; e a abordagem do tema do amor não diz respeito apenas ao amor romântico, mas às relações humanas como um todo. Com a autora, entendemos que amor e solidão andam sempre juntos, não só porque amar o outro "duplica a falta" – "ao encontrarmos um amor [...], a gente encontra a metade que fará falta a partir dali" –, mas também porque sempre amamos sozinhos, com nossas "perebas psíquicas" e "perrengues transgeracionais" (expressões de Ana Suy). Não há metades de laranja, almas gêmeas, amores eternos; há possibilidades que se constroem no encontro com o outro e conosco mesmos: "Amor é um misto de bancar a solidão com ter sorte, atravessado por um encanto com um outro que insiste." Aprendi com esta obra a enxergar a solidão com mais serenidade, pois "assumir psiquicamente que [se] está só em seu corpo" é também um alívio; entender o amor como processo que surge ao nos abrirmos ao outro, com todas as suas faltas, aceitando que ele não corresponderá aos nossos anseios narcísicos, é uma necessidade; enxergar a nossa própria dualidade é fundamental para compreendermos nossas relações com a outridade. Ana Suy nos ensina que a solidão é o "resto" do amor (não em sentido pejorativo, mas como "resíduo de nosso quase encontro com o outro"). Marquei quase o livro todo, mas deixo aqui mais uma citação que, para mim, reflete bastante a proposta do título: "Miramos no amor e acertamos na solidão, porque no amor encontramos sempre algum desencontro ao vermos que o outro não é nosso reflexo."
livrinho didático para quem quer começar a ler sobre psicanálise, capítulos curtos, escrita fácil, referências que vão de duras a wesley safadão. termino o ano com a certeza que a psicanálise mudou o meu estar no mundo e acolheu tantos dos meus dilemas, fiquei com vontade de aprofundar os estudos em 2023, quem sabe?
Acho que todo mundo (em especial quem está nessa fase dos 20 e poucos) deveria ler. É uma boa e necessária reflexão. Gostei muito! E é legal também a forma como a autora torna conceitos da psicanálise mais fáceis de compreender para alcançar justamente o público que não é muito de ler teoria, sabe? achei muito massa!
comecei a ler porque queria algo na vibe ~falar sobre sentimentos~ e gosto dos posts dela no instagram, mas não curti muito o livro não. tem algumas reflexões boas mas no geral achei uma vibe muito "psicanálise para leigos", o que não é necessariamente ruim, mas não é o que eu queria no momento.
Para quem já conhece mecanismos psicológicos da mente ou para quem estuda o assunto terapia, a leitura traz boas perspectivas sobre como funcionamos ao se relacionar com outras pessoas e consigo mesmo. Um aprendizado muito interessante que peguei desse livro, por exemplo, é de que a angústia de que sempre tem alguma coisa faltando é natural e inerente do ser humano, tudo a partir de nossa experiência desde o nascimento e formação da independência dos pais - esse aprendizado é a resposta de uma pergunta que sempre me incomodou e que sempre achei ser algo diferente em mim.
Terminei mas queria reler um monte de vezes até absorver tudo. Ana Suy explica de uma maneira tão didática, engraçada e leve sobre paixão, amor e principalmente solidão. Tira o peso negativo da palavra e trata como algo que todos nós precisamos reconhecer, pois ela sempre estará conosco, as vezes até servindo de ancoragem para não nos perdermos. Todo mundo deveria ler esse livro ♥ "Se a solidão costuma ser um problema, não é porque ficamos sozinhos de fato, mas sim porque podemos ficar mal acompanhados: por nós mesmos"
esse livro eh uma obra prima 🥹😭 ana suy vc me destruiu e me fez enxergar o amor e a solidão de outra forma. meu narcisismo e ego abalados? sim, mas tem coisa melhor que fazer furo nisso???. MEU DEUS 🤩🥳🤯
Este livro da psicanalista Ana Suy foi uma surpresa. Comecei sem grandes expectativas e, inclusive, com algum preconceito. Embora eu mesma faça Psicanálise, a presença midiática de Suy, em forma de cards que povoam as redes sociais com frases e citações, levaram-me a esperar um livro beirando a auto-ajuda. Como estou na fase de teste do Audible, decidi ouvir o áudio-livro como acompanhamento das tarefas domésticas.
Bem diferente da minha baixa expectativa, o livro é uma "tradução” a uma linguagem divulgativa das pesquisas acadêmicas da autora, especialista no estudo dos diversos conceitos de amor a partir de uma perspectiva psicanalítica.
De forma compreensível para o público geral, Suy explica criticamente e atualiza alguns dos conceitos centrais da teoria e explora as complexidades das relações amorosas a partir da tensão estabelecida entre a individualidade, ou solidão, e a procura dos outros, que é a nossa necessidade básica de amor.
Suy consegue trazer um olhar analítico para alguns lugares comuns muito presentes na cultura popular mediada pelas redes sociais e por uma overdose de conceitos psicoterapêuticos, muitas vezes usados de forma superficial, contribuindo para uma reflexão interessante e aprofundada.
Não tenho uma boa relação com audiolivros, e essa foi literalmente a última chance que dei a eles… Alerta de spoiler: correu muito bem, a forma com a qual esse livro conversa com quem está lendo ajudou muito.
Fui pego de surpresa quando descobri que este livro tratava de assuntos da psicanálise, algo que poderia ser subentendido pelo título. Isso, contudo, não atrapalhou minha leitura nem as análises que pude fazer ao longo dele.
A linguagem é fácil e convidativa para quem, assim como eu, não tem familiaridade com o assunto. Fico muito feliz por ter me aventurado nesse tipo diferente de leitura e recomendo esse caminho de autoanálise ao longo deste livro para todos.
Esse foi meu primeiro livro que escutei ao invés de ler. A própria autora faz a narração no Audible, o que é legal. Muitas reflexões interessantes, gostei muito. Apesar do cuidado da Ana em não ficar hermética com muito psicanalês, o livro chega em alguns momentos mais profundos, com análises práticas e elaboradas ao mesmo tempo. Eu tinha expectativas baixas, medo de ser algo muito autoajuda, e acabei curtindo mais do que imaginava.