Uma história sobre aceitação escrita pelas mãos de uma das melhores artistas portuguesas
A Margarida sentia-se mal. Chateada. Sentia-se... sem importância.
As suas pétalas sem cor deixavam-na triste e na sua tristeza invejava o vermelho das camélias e o rosa das rosas. Até que, com a ajuda das formigas, tudo mudou.
Ela tornou-se vibrante, orgulhosa, até que...Bom, até que teve de aprender a aceitar-se, tal como era.
claramente tinha de ter este livro assim que soube que ia ser lançado. sou muito fã do trabalho da capicua e adoro livros ilustrados. além do mais, já conhecia um pouco do trabalho da matilde e aprecio bastante!
“cor-de-margarida” é um livro bonito sobre amor próprio e aceitação.
será que faz sentido sermos algo para além daquilo que verdadeiramente somos? será que, tendo a oportunidade de mudar as nossas características tão próprias, que nos tornam tão uniques e diferentes, nos vamos sentir melhor?
um livro infantil que é perfeito para ler com as crianças que nos rodeiam, mas que também nos serve de abre-olhos.
eu própria luto com esta vontade de, por vezes, ser diferente do que sou, ou querer mudar coisas em mim, comparando-me com es outres. ao mesmo tempo que reconheço a beleza no que me distingue das pessoas à minha volta. é um trabalho em progresso, mas é um bonito caminho este da aceitação. e “cor-de-margarida” é um bonito livro também 💕
Cor-de-Margarida tem um toque muito humano, até porque podemos transportar os seus elementos para o nosso quotidiano. Ademais, está longe de ser um livro só para crianças, uma vez que tem uma importante mensagem sobre amor próprio e aceitação. Com sensibilidade e humor, percebemos que é um processo que não fica concluído e que precisamos de o abraçar ao longo da nossa vida, para nos irmos descobrindo. E acho que levanta uma questão pertinente: será que se mudássemos tudo aquilo que não gostamos em nós nos sentiríamos melhor ou perderíamos tudo o que somos?
É uma história simples, claro, mas também muito bonita. Acabei por ler esta história no computador, porque o ficheiro estava completamente desformatado no Kobo, mas acho que foi melhor assim: as ilustrações são fabulosas e merecem ser vistas com cor.