José tem um dilema e tanto: o emprego que abraçou como projeto de vida ameaça a comunidade onde vive a sua família. No Seringal Santo Antônio, no interior do Acre, os seringueiros são assediados por negociantes de terras da empresa onde José trabalha, na capital Rio Branco. Conforme se reaproxima do povoado, o protagonista descobre a história de sua família e os valores locais. Numa narrativa conduzida sobre a fina linha que separa realidade, mito e sonho, o ser lendário mapinguari simboliza os mistérios inapreensíveis pela marcha do progresso que incendeia a mata.
que bom poder ler e ver uma narrativa assim tão rica sobre as nuances das comunidades de zona extrativista da Amazônia. O livro traz contexto histórico, social e político dessa questão tão complexa que é a questão dos seringueiros. Projeto gráfico lindo e sensível. Todos brasileiros deveriam ler!
A nova onda de quadrinhos brasileiros guarda uma linha em comum, na qual as melhores histórias se passam fora do eixo Rio-SP ou retratam o undergound, o submundo existentes nas grandes metrópoles. Ou, ambos. No caso de Mapinguari, o roteiro se passa no Acre, mais especificamente, num coletivo de seringueiros no meio da floresta Amazônica. Importantíssimo alerta de como as garras gananciosas do capitalismo está matando comunidades, apagando culturas e eliminando histórias. Deveriam distribuir isso nas escolas, no G20 e no mundo!