Midria, um dos principais nomes da atual geração de poetas, estreia na Rosa dos Tempos com um livro sensível e emocionante sobre o amor, o desamor e a solidão feminina.
um corpo à espera do amor é leitura indicada para qualquer pessoa que já viveu o contrário do amor, isto é, o desamor. A solidão física, corpórea, da falta do toque, da ausência de companhia, seja para dormir de conchinha ou para estar em situações que exigem acompanhantes. "Quem vai me acompanhar na endoscopia?", interroga Midria em algum momento do livro.
Tudo isso dói. O corpo sente. O curioso é que, no lugar de tristeza, ao ler o livro sentimos desejo latente a cada página, uma pulsação de vida. É a partir dessa ausência que palpita por preenchimento que Midria, poeta, slammer e cientista social, elabora sua obra mais madura.
"Eu sou uma mulher preta, amei e me senti amada pela poeta desamarrada que tamborila desamada. O livro me fez feliz", escreve Eliane Marques na orelha, como um aviso à leitora e ao leitor da proeza que Midria consegue fazer em sua estreia na editora Rosa dos expurgar a solidão de maneira leve, carregada da mais pura honestidade.
Poema não é muito a minha praia. Costumo ter dificuldades de me identificar com os textos, principalmente quando são tão íntimos e específicos como os que encontrei neste livro. Mas, apesar disso, sei reconhecer a qualidade da escrita, os sentimentos ali colocados e a importância da obra como um todo (e minha nota reflete isso). Valeu a pena para sair um pouco da minha zona de conforto.
Não sou muito fã de poesia mas estou tentando dar chances ao gênero, me identifiquei muito com os temas desse livro e me bateu muita tristeza terminando, mas sei lá, não amei, acho que talvez ainda seja falta de familiaridade com o gênero
Livro 3 do picnic literário. Poesia não é para mim, gente. A Midria tem sentimentos muito válidos e consigo me identificar na solidão dela em vários pontos, mas… só não se encaixa comigo.