Guilherme Fonseca não tem um pingo de vergonha. Ora repare: nem sempre se lava dos joelhos para baixo por preguiça, trata os gatos por filhos, tem pavor a quem dobra sacos em triângulos e nojo de banhos de imersão. Mas não comece já a apontar-lhe o dedo, que o leitor também é um sem-vergonha: é bem provável que circule na faixa do meio, seja viciado em true crime ou publique 34 stories seguidas quando a sua amiga faz anos. Porquê? Não bastava uma?
Há filósofos, pensadores e comentadores preparados para responder às grandes questões da Humanidade. Guilherme Fonseca prefere as pequenas e insignificantes:
· Como é que o Putin faz cocó? · Porque é que os dentistas insistem em falar connosco quando estamos de boca aberta? · Quando é que paramos com os trigger warnings? · Porque é que não sabemos fazer bichas?
Depois do sucesso de Deve Ser, Deve, dedicado à estupidez dos chalupas negacionistas, o humorista vira a atenção para a sua própria estupidez. e para a do leitor. E para a de toda a Humanidade, no fundo. Uma pouca-vergonha, é o que é.
Livros de crónicas são sempre bons companheiros para viagens de autocarro. São leves, mas deixam-nos a pensar. Uma leitura muito agradável, quanto mais não seja por ser uma autêntica viagem com informação inédita do cérebro de alguém que é tão meu amigo. Este livro fechou as leituras de 2023 com chave de ouro.
2,5🌟 É um livro de crónicas humorísticas dividido em 3 partes: Eu, Tu e Nós onde o autor questiona algumas coisas do nosso quotidiano e onde inúmera várias situações que acha caricatas e absurdas . Devo dizer que achei que ia gostar mais deste livro, a certa altura deu-me a ligeira impressão que estava a trocar ideias com um amigo no café, onde havia muitos pontos de vista que discordava e tinha outra visão diferente.
Uma colecção de crónicas, algumas das quais já conhecia do "Almanaque Sincero" sobre pequenos detalhes. É difícil não dar uma gargalhada na maior parte dos textos. Aproveitem ler e descubram a estupidez do Guilherme antes que ele seja cancelado e os livros de crónicas passem a ser escritos por um primo do ChatGTP.
O Guilherme tem muita piada. E é inteligente. Piada e inteligência leva a muito boa comédia. Este livro é um exemplo disso. Em estilo de crónicas, Guilherme conta-nos o que vai na sua cabeça e o que o envergonha (ou não). É um bom livro para ler na retrete, numa bicha (e não numa fila – referência ao livro -hahaha), no metro. Mas atenção que há perigo de gargalhar alto ou então de morrermos de vergonha alheia e própria. O prefácio também está bom.
Trata-se de excelência humorística. Observações extremamente bem feitas sobre situações, sítios, objetos e coisas. Guilherme Fonseca é um mestre na arte da graça e prova-o com mais esta obra fundamental para quem quer refletir sobre temas.
TW: Pessoa que se acha com imensa graça, mas que devia ter vergonha na cara
A Bumba na Fofinha começou o prefácio com uma síntese que me pareceu muito adequada e na qual me revi por inteiro: «Este livro deu-me muitas coisas».
Em primeiro lugar, deu-me a ofensa, porque ainda escrevo à mão e senti-me atacada; em segundo lugar, deu-me o conforto da representatividade, porque pessoas que não param de dar toques no nosso braço durante as conversas também me irritam profundamente; em terceiro, e último, lugar, deu-me um dos textos mais incríveis de sempre Eu que não sei ser tio
O Guilherme tem imensa graça e acho que isso está à vista de todos, mas deixem-me só evidenciar outro aspeto: a capacidade que tem para equilibrar o humor e a comoção. Não força a piada, nem procura emocionar-nos, mas isso acaba por ser natural naquilo que escreve. Além disso, as observações que desenvolve sobre coisas/pessoas/situações são exímias e um exercício criativo muito interessante.
Eu sei, eu sei, é uma pouca vergonha estar para aqui a elogiá-lo, mas não podia fugir desta sina - se calhar, descobri o meu verbo.
definitivamente, que pouca vergonha! comecei a ler este livro numa viagem da rede expressos (lisboa oriente - porto campanhã) como distração da minha vontade de ir à casa de banho e tive de conter o riso várias vezes, porque temia o pior. tmi? talvez. mas o que se pode esperar de uma pessoa que tira fotografias a tudo, não atende chamadas, dá os parabéns com trinta e quatro stories seguidos…
Se tiverem tristes e sem ânimo na vida têm de ler este livro, de certeza que se vão identificar com alguns dos textos. E conhecer alguém que pratique algumas destas "poucas vergonhas"como tomar banhos de água gelada. Recomendo muiiito e sem dúvida que dou 5 estrelas a esta pouca vergonha.
Li o “Deve ser, Deve” por esta altura há um ano e sinto que com este “Que pouca vergonha” fiquei igualmente satisfeita. São livros leves e interessantes, cheios de comédia e que eu adoro sublinhar as frases mais carismáticas, fazendo pequenos comentários ao lado. Gostei um pouco mais deste livro porque senti-me mais identificada com mais temas e discussões ao longo das páginas do que com o outro. É um bom livro para ler na praia para relaxar e aproveitar, mas leiam já que pode ser que as editoras cancelem estes livros para dar lugar a outros escritos pela Inteligência Artificial ou pelo ChatGPT🤭
ri alto muitas vezes e até houve algumas em que voltei a reler passagens em alto para a minha mãe se rir também. ela riu ehehehe,, para mim conseguiu até superar o seu livro anterior. muitos pensamentos que passam por todos nós mas que nem temos bem consciência que passam e por isso quando lemos tem ainda mais piada. os meus gatos com mais de 10 anos serão sempre os meus bebés <3
Guilherme Fonseca volta a conseguir transpor todo o humor que lhe é característico para as páginas de mais um livro. Desta vez não procura ajudar-nos a desmistificar lendas e rumores e teorias da conspiração, mas sim a identificarmo-nos com muitas características que, talvez, nem tínhamos noção de serem nossas. A comédia está-lhe na ponta dos dedos e cada frase tem vários significados, cada frase deve ser lida atentamente, e prometo que, no fim de cada crónica, o leitor vai rir bastante enquanto pensa "Este sou eu!" - ou porque, de facto, a crónica poderia ser sobre si, ou porque poderia ter sido escrito por si.
Enfim, palavras tão caras para quê? Não sou crítico literário, sou é tão parvo quanto o Guilherme. Pouca vergonha é levar este livro a sério, é a melhor maneira de resumir a review.
Só dei esta classificação porque o Guilherme me segue.
Mentira.
Apesar da fasquia estar muito alta porque gostei bastante do primeiro - tenho uma obsessão por chalupas como alguns têm por documentários de true crime - também adorei este.
Um bom exame de consciência às coisas que devemos passar a ter vergonha de fazer, além de ser uma boa forma de percebermos que não estamos sozinhos no nojo que temos de algumas aberrações que as pessoas insistem em fazer.
Posto isto, não gostei do texto sobre dobrar sacos em triângulos. Foi uma das melhores coisas que aprendi na vida. Não tenho vergonha.
Já não me lembrava de rir tanto com um livro como me ri durante a leitura deste, mesmo sendo eu uma daquelas pessoas que dobra os sacos em triângulos. Que Pouca Vergonha! Destaco o texto “Eu que não sei ser tio”, que é só maravilhoso de se ler!
Livro de fácil leitura e muito divertido! O Guilherme brinca com as palavras como quem está numa relação tóxica com o português. Identifiquei-me especialmente com o texto dos ciúmes de amigos, da inveja de quem acredita em deus e dos banhos de imersão. O texto para a sobrinha é, de facto, muito querido.
Trigger warning : este comentário é auto-depreciativo.
Que pouca vergonha a minha, que só aos 31 anos descobri o que queria dizer a sigla TLC, que nunca pensei na vida que leva um hipogrifo e que esperei tanto tempo para pegar neste livro. 🤍
Que Pouca Vergonha vem a ser esta? Guilherme Fonseca revela neste seu compêndio do humor que o próprio não tem um pingo de vergonha quando faz ou deixa por fazer determinadas coisas. O autor deste manual bem disposto do reconhecimento humano revela vários factos sobre a sua pessoa onde a higiene e os hábitos alimentares estão em destaque em parceria com o facto de ser um anti social no que toca a atender chamadas telefónicas e como eu o entendo. Numa segunda fase desta obra aplaudida pela sua esposa, Rita da Nova, Guilherme Fonseca fala dos leitores, ou melhor, dos indivíduos indisciplinados que circulam na faixa do meio da auto estrada e que não sabem fazer bichas em Portugal, sendo por outro lado viciados em true crime nas plataformas de streaming e na partilha de várias stories para felicitarem alguém do seu aniversário ou quando não publicam um post sobre um falecimento de alguém famoso. Guilherme Fonseca fala sobre os seus podres e o que lhe causa comichão nos outros e depois existe todo um "nós" sobre as questões sociais que estão na atualidade e que acabam por inquietar todos e mais alguns, até os mais conservadores e com zero pingo de humor a correr pelo seu lindo e esbelto corpo de Verão. Se esta é daquelas leituras que adoro, claro que não o posso dizer porque quem me conhece sabe que este estilo de livros não vai de encontro às minhas preferências. Mas convém realçar que consegui ficar bem entretido com a leitura de Que Pouca Vergonha pela boa disposição que o Guilherme coloca nas suas partilhas que em alguns casos vão mesmo de encontro ao meu pensamento mais privado sobre comportamentos e sociedade. Se convenceu um leitor de outros estilos, deverá convencer-te facilmente!
É uma pouca vergonha dar cinco estrelas ao trabalho do meu marido? Talvez seja. Mas é uma vergonha maior não ler este livro — vejam vocês o que preferem. 😌