Alexandra Kim, Filha da Sibéria, da coreana Keum Suk Gendry-Kim, adapta o romance biográfico de Jung Cheol-Hoon.
A história de Alexandra Kim (1885-1918) leva-nos ao Extremo Oriente, onde as fronteiras e as ideias políticas são porosas entre a Rússia, a Coreia e a China. Para além das barreiras linguísticas, é a situação dos trabalhadores – e o seu sofrimento – que motiva o empenho de Alexandra Kim, numa altura em que o direito do trabalho é praticamente inexistente na despótica Rússia czarista. É através do seu pai, um intérprete que trabalhou na China em nome da Rússia para a construção dos Caminhos-de-Ferro do Leste da China, que a jovem Alexandra é sensibilizada para a situação dos trabalhadores. Após a morte do pai, Alexandra Kim regressa à Rússia onde trabalhou pela emancipação dos trabalhadores, enquanto o regime do czar intensificava a repressão nas vésperas da Grande Guerra. A guerra foi um ponto de viragem para ela, que decidiu partilhar o destino dos trabalhadores mobilizados nas fábricas dos Urais como intérprete. O seu destino muda quando a sua luta sindical a leva ao conhecimento dos membros do Partido Comunista de Lenine…
Keum Suk Gendry-Kim was born in the town of Goheung in Jeolla Province, a town famous for its beautiful mountains and sea. Her graphic novels include The Song of My Father, Jiseul, and Kogaeyi, which have been translated and published in France. She also wrote and illustrated The Baby Hanyeo Okrang Goes to Dokdo, A Day with My Grandpa, and My Mother Kang Geumsun. She received the Best Creative Manhwa Award for her short manhwa “Sister Mija,” about a comfort woman. She has had exhibitions of her works in Korea and Europe since 2012, and her graphic novels and manhwa deal mostly with people who are outcasts or marginalized.
Achei o argumento um pouco confuso e não gostei especialmente dos desenhos... poderá, no entanto, ser um bom ponto de partida para conhecer esta personagem...
admiro muito o trabalho da autora coreana keum suk gendry-kim. já li, em espanhol, “hierba” (”grass” em inglês) – o meu favorito até agora – e “a espera” (que já está traduzido). e, apesar de este ter sido o que menos gostei dos três, é impossível não o recomendar.
em “alexandra kim, filha da sibéria” – que é baseado no romance biográfico de jung cheol-hoon –, temos acesso à vida da ativista política e revolucionária alexandra kim. filha de coreanos, nascida numa aldeia coreana da sibéria, alexandra kim é reconhecida como a primeira coreana comunista, que luta a favor do proletariado e dos direitos dos trabalhadores.
neste livro repleto das já habituais ilustrações maravilhosas da autora, conhecemos a história de uma mulher inspiradora, que luta até ao fim por aquilo em que acredita, sem nunca ceder perante todas as dificuldades.
eu não conhecia o seu nome, mas, daqui para a frente, sempre que pensar na palavra liberdade e em tudo o que ela significa, passarei a lembrá-lo, tal como lembrarei da sua história.
recomendo, particularmente, a quem gosta de narrativas com um contexto histórico, político e socioeconómico.
—
livro lido para a iniciava #novembrobiográfico do joão @na.cama.com.os.livros ✨
Adaptação para Novela Gráfica de um livro que relata a história de Alexandra Kim uma coreana que viveu na Sibéria no dealbar do sec. XX, presencia esses tempos conturbados e revolucionários, participa nos movimentos sindicais e adere ativamente à revolução bolchevique. Contrariamente aos outros livros da autora (e embora a história seja potencialmente interessante), não me “agarrou” e até em termos de desenho, nalgumas partes, achei abaixo do habitual (não sei se nesta apreciação fui um pouco condicionado pela baixa adesão à obra). Boa edição da Levoir com um ensaio e alguma informação adicional e de contexto sobre a biografada.
Mais uma novela gráfica de Keum Suk Gendry-Kim, com uma carga histórica e política incrível. Neste caso, confesso que despertou muito a minha curiosidade sobre a zona oriental da Rússia - Coreia - Manchúria entre o início do século XX e a revolução bolchevique. A história de Alexandra Kim é realmente impressionante…
Uma história que não conhecia. Pode ser real ou reescrita pela União Soviética. Interessante sobre uma heroína que sobrevive sempre e consegue levar o espírito da revolução do proletariado ao extremo oriente russo. O desenho e a história embrenham-se num relato fluído de um época dura e que nos parece estranha. Ainda assim, com uma carga ideológica que será excessiva.
Peu adepte des BD en général, j'ai vraiment apprécié la lecture de celle-ci.
D'abord parce que les dessins sont vraiment magnifiques ; le style simple et épuré de l'autrice nous transporte littéralement dans les territoires enneigés de la Sibérie.
Et ensuite parce que l'histoire racontée est très intéressante. J'y ai appris beaucoup de choses, et j'aimerais beaucoup trouver d'autres œuvres parlant de Alexandra Kim.
Fica um aperto ao ler, pois os diálogos do século XIX são os mesmos de hoje. Uma mulher à procura de direitos humanos e do fim do racismo, que viveu e morreu em busca de um mundo melhor, dá esperança. Por outro lado, ver que aquilo pelo qual ela lutou continua por atingir é desanimador.
Fico sempre admirada quando sou confrontada com o facto de que somos iguais hoje ao que fomos no passado.
Récit de vie très intéressant d'une femme forte et inspirante dont on entend trop peu parlé. Le trait de crayon est admirable et nous transporte efficacement dans cette atmosphère infernale. Cependant le texte manquait selon moi de caractère et de force, son côté plat et terne m'a un peu gâché l'expérience. Dommage car les dessins promettaient beaucoup d'émotion.