Luísa traz a história de uma mulher que intriga e fascina personagens e leitores há décadas.
A personagem que dá título ao livro é definida — ou indefinida — ao leitor por meio das impressões e das memórias de cinco Raul, o amigo gay; Rogério, o ex-chefe apaixonado; Sérgio, o ex-amante; Marga, a amiga idealista; e Mário, o ex-marido. Ambientado em São Paulo no final dos anos 1970, época de efervescência social e política, o cenário principal é a redação da revista em que Luísa atuava como diretora de arte. Lá, despertou a paixão de Rogério, apaixonou-se pelo colega Sérgio e conviveu com o impagável Raul. Próximos a ela também eram Marga, sua amiga desde a juventude, que testemunhou o amor que, anos antes, Luísa dedicara a Paulo, um crítico do governo militar que punha a militância acima do relacionamento e terminou assassinado, e Mário, engenheiro bem-sucedido que ofereceu a Luísa a segurança da qual ela acreditava necessitar. Mas quem, afinal, é a verdadeira Luísa?
Luísa (quase uma história de amor), publicado originalmente em 1986 e vencedor do Jabuti de Melhor Obra de Ficção no ano seguinte, é o romance de estreia da premiada escritora e dramaturga Maria Adelaide Amaral. Esta reedição inclui o texto de apresentação de Caio Fernando Abreu e uma carta inédita da autora aos leitores.
Que livro incrível! Que personagem incrível! Se formos analisar com calma, cada uma das pessoas de nossas vidas podem ter uma visão diferente de nós. Elas podem convergir em muitos pontos, mas discordarão em muito mais. A parte final com os bilhetes, cartas e anotações da própria Luísa nos mostra um pouco mais de como ela é sobre a própria visão, mas jamis saberemos quem é/foi Luísa.
A história de Luísa é contada na perspectiva de outras 5 pessoas. Apesar de ser a protagonista, só ficamos sabendo quem é ela pela visão dessas pessoas. Na verdade, conhecemos 5 faces da Luísa.
Muito interessante a forma como a história foi contada. Mas não achei o enredo espetacular.
O texto é simples. É um livro de leitura rápida, ideal praqueles momentos em que você não quer uma leitura densa.
Romance cubista premiado com o Jabuti nos anos 80, indicado por Isabella Lubrano. A nova edição da editora Instante “inclui uma nota inédita da autora para os leitores e uma apresentação escrita por Caio Fernando Abreu” (divulgação)
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“Luísa” prueba algunas cosas: • Siempre el cómo se cuenta es más importante que el qué se cuenta. • Novela polifóninca no falla. • Todo es mucho más lindo, sonoro y poético si está escrito en portugués. Eu gostei muito.
tava morrendo de vontade de ler esse há um tempo (literalmente procurei o epub dele pra ler, mas não gostei da versão que baixei) e acabei encontrando a versão física num sebo de são paulo. não achei o disco que queria mas achei o livro. muito bom ❤️❤️
Afinal, quem é Luisa? Narrada sob múltiplos números de vista, cada narrador tem uma visão diferente de quem seja esta mulher, mas uma coisa acho que fica claro: Luisa é uma mulher muito amada, mas não sabe amar. Um excelente livro.
Um retrato vívido do final do mundo pré internet/redes sociais/possibilidades ilimitadas, época na qual eu nasci e que a gente ainda usa de referência insuficiente pra navegar no mundo de hoje.