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128 pages, Kindle Edition
First published January 1, 1992
Ellas
"Detrás de todo gran hombre, hay una mujer." Frecuente homenaje, dudoso elogio: reduce a la mujer a la condición de respaldo de silla.
La función tradicional: la mujer es hija devota, abnegada esposa, madre sacrificada, viuda ejemplar. Ella obedece, decora, consuela y calla. En la historia oficial, esta sombra fiel sólo merece silencio. A lo sumo, se otorga una que otra mención a las señoras de los próceres. Pero en la historia real, otra mujer asoma por entre los barrotes de la jaula. A veces, no hay más remedio que reconocer su existencia. Es el caso de Sor Juana Inés de la Cruz, que ni ella misma pudo evitarse tan alto y perturbador talento, o Manuela Sáenz y su vida fulgurante. Pero eso sí: nada se dice, ni al pasar, de las capitanas negras o indias que propinaron tremendas palizas a las tropas coloniales antes de las guerras de independencia. En honrosa excepción a esta ley del silencio, Jamaica ha reconocido a Nanny como heroína nacional: Nanny, la esclava bravía, mitad mujer y mitad diosa, que queriendo libertad encabezó a los cimarrones de Barlovento y humilló al ejército inglés, hace dos siglos y medio."
"às vezes, vendo o que vi e vivi, me acalma a alma saber que amigos como Darcy Ribeiro e Eduardo Galeano não viram o que vimos e vivemos.\
Muito mais vezes, porém, sinto que na minha alma se abriu uma grota funda por não poder ouvir o que eles diriam disso tudo." (Eduardo Galeano, loc. 1)
"“Imitem a originalidade, já que tratam de imitar tudo!” E esse foi um de seus dois pecados imperdoáveis: ser original. O outro: não ser militar." (Eduardo Galeano, loc. 3)
"guerra, proclamava Roosevelt, purifica a alma e melhora a raça. Por isso ganhou o Prêmio Nobel da Paz." (Eduardo Galeano, loc. 4)
"A América Latina trata seus índios como as grandes potências tratam a América Latina." (Eduardo Galeano, loc. 7)
"guerra. Castigo que se aplica aos países do Sul quando pretendem elevar os preços de seus produtos de exportação. A mais recente lição foi praticada exitosamente no Iraque. Para corrigir a cotização do petróleo, foi necessário produzir 150 mil danos colaterais, vulgarmente chamados de “vítimas humanas”, no começo de 1991.\
." (Eduardo Galeano, loc. 13)
"Nossos governos querem privatizar tudo, sim, e começam pondo a bandeira de leilão nos setores-chave da soberania nacional: as comunicações, a energia, o transporte. Privatizar tudo, e se for possível também os hospitais e as escolas e os cemitérios e os cárceres e os zoológicos. Tudo, menos as forças armadas, que por acaso são as que levam a parte do leão dos salários e dos gastos de cada orçamento público." (Eduardo Galeano, loc. 18)
"Seja como for, o dinheiro dos manhosos da cocaína não era considerado sujo enquanto servia para varrer os vermelhos do mapa;" (Eduardo Galeano, loc. 19)
"Na América Latina, o capitalismo é antidemocrático, com ou sem eleições:" (Eduardo Galeano, loc. 28)
"o capitalismo atua como aquele bom homem que dizia: “Gosto tanto dos pobres que sempre acho que eles não são em quantidade suficiente" (Eduardo Galeano, loc. 27)