Se eu tivesse lido esse livro há 10 anos, ele faria tanto sentido para mim. Com a mente e o coração daquele menino de 18 anos, eu entenderia com muito mais profundidade o que o autor transmite em seus versos. Ainda sim, me compadeço da dor que ele transmite nas palavras. Um verdadeiro desabafo.
De uma leitura rápida, dinâmica, o que me fez penetrar no livro foi relembrar que, assim como o eu lírico, eu também tive amores falidos (e não foram poucos). Dos passageiros aos mais consolidados, não é fácil despejar sentimentos e criar memórias com uma pessoa que pode nem estar ao meu lado daqui um tempo.
Um ponto que me tocou bastante, e me fez entender que aquilo se tratava de um amor que faliu, foi o “Pout-pourri de desafetos”. Claramente, ele leu invadiu meu celular e leu minhas mensagens kkkkk como pode ser tão parecido, cara? Aí que a gente dá conta que não somos os únicos a viver histórias tristes que misturam sentimentos e vivências.
O meu eu de hoje, um pouco mais ciente do que sente, (leia-se coração gélido e fechado) acabou não se identificando tanto com alguns textos, ora mais precisos, ora mais melodramáticos. De toda forma, pude sentir que houve amor. Ele pode ter acabado, mas se materializou em uma escrita forte, verdadeira e de muito muito muito sentimento guardado.