Além de diplomata, foi escritor e jornalista. João Marques de Carvalho foi um brasileiro culto que concluiu os estudos em Lisboa, morou na França e voltou ao Brasil para seguir a carreira de jornalista no Diário de Belém, em 1884. Mas, ao tentar publicar no periódico o conto “Que bom marido!” teve seu pedido negado, rompendo assim seus laços com o veículo. Um dia depois o conto saiu em A Província do Pará e, mais tarde, também em Contos Paraenses (1889). Ainda jornalista, em 1887 tornou-se um dos fundadores e o redator-chefe do Diário do Comércio do Pará. No ano seguinte publicou “Hortência”, um romance naturalista que retrata um incesto entre dois irmãos, que se tornou a sua principal obra. Sua carreira jornalística e literária foi interrompida pela diplomática, mas após a acusação de crimes de peculato e estelionato retomou as atividades no A Província do Pará e fundou a Academia Paraense de Letras. Pouco tempo depois, fica doente, muda-se para Nice e falece em abril de 1910.