É um livro que consegue ser tranquilo e ao mesmo tempo muito triste, acompanhei as histórias entre as músicas da rádio do livro, me senti lendo um podcast.
O autor escreveu o livro 3 anos depois do terremoto de Tohoku (2011) onde a reconstrução das cidades e a ajuda humanitária para os desabrigados ainda estavam em progresso. São dois narradores: o primeiro está meio suspenso no tempo, enquanto o outro se passa mais ou menos 3 anos depois do tsunami.
A história fala sobre luto, arrependimentos e tragédias, existem várias pequenas histórias que são deixadas em aberto para o leitor imaginar, muitos diálogos te fazem pensar se as coisas poderiam ter sido diferentes, que talvez pequenas mudanças pudessem ter feito menos pessoas morrerem, o livro te deixa de luto pelos personagens ao mesmo tempo que te faz lamentar a morte das vítimas reais do desastre.
Esse livro é um acontecimento. Tô me sentindo um pouco devastada desde que acabei a leitura, uma coisa no coração sla.. É tão triste e confuso, embora tenha tentado me situar em muitos momentos da narrativa, ainda assim, é um livro que me pegou desprevenida, pois me fez chorar que nem uma besta em alguns trechos. Eu amei.
Totalmente confuso. O autor não faz distinção entre passado e presente e isso confunde demais a leitura, parece que você está lendo um diário de uma criança de 7 anos que recém aprendeu a ler. Estava super animada com a premissa do livro, me interessei logo que li a sinopse, mas me frustrei demais. Terminei na base do ódio 🫠
a escrita é muito boa, mas eu voei tanto que dormi, mas a ideia é genial, só não me conectei muito com os personagens e fiquei perdida em alguns diálogos
“Porque eu, que vivo ao rés do chão, também me sinto como se vivesse pendurada no topo de uma árvore alta, as folhas pontiagudas feito agulhas.”
“Quem morreu não está mais neste mundo. Temos que esquecê-los e viver a nossa vida. Sim, sem dúvida. Se ficarmos enredados com eles para sempre, isso vai acabar roubando também o tempo de quem sobreviveu. Mas será que esse é o único caminho certo? Não podemos abrir os ouvidos para as vozes de quem morreu, sem pressa, nos entristecer e lamentar por eles, e ao mesmo tempo ir caminhando adiante, pouco a pouco? Junto com os mortos?”
“Mais do que os vivos abraçarem os mortos, mortos e vivos se abraçam mutuamente.”
“É, três pintas, pequenininhas, que nem estrelas.” “Por que você não me mostrou na época?” “Não achei que fosse tão interessante.” “Mas você mesmo achou interessante, não achou?” “É, um pouco. Na verdade, agora é que eu olho mais. Porque é uma marca que você deixou em mim.”
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Gostei muito de "Rádio Imaginação". Uma leitura delicada, com vários trechos interessantes e que nos fazem parar para refletir sobre a vida. Tem uma narrativa dinâmica, agradável, que me surpreendeu e me fez ler o livro de maneira rápida. Além disso, é muito inteligente a forma que o autor utiliza para abordar a memória coletiva de uma tragédia, como a ocorrida no Japão em 2011.