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O filho eterno

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Vencedor dos principais prêmios literários do país, O filho eterno ganha edição especial com novo projeto gráfico e prefácio do escritor Sérgio Rodrigues.

Em O filho eterno, romance de Cristovão Tezza, o nascimento de uma criança com síndrome de Down coincide com o momento de ruptura na vida dos pais. Um filho desejado, mas diferente: nas palavras do pai, na tímida tentativa de explicar para os conhecidos, nos primeiros meses, uma criança com “um pequeno problema”. De início, tudo é estranhamento, e o pai assume que a urgência não é resolver o tal problema do menino ― haveria algo a ser resolvido? ―, mas o espaço que o filho ocupará, para sempre, na vida do casal.

Tezza expõe as dificuldades, inúmeras, e as saborosas pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down. O périplo por clínicas e consultórios médicos em uma época em que o assunto não era tão estudado, ainda envolto por certo grau de misticismo, e a tensa relação inicial com a mulher. “Numa das crises, ela lhe diz, no desespero do choro alto: Eu acabei com a tua vida. E ele não respondeu, como se concordasse ― a mão que estendeu aos cabelos dela consolava o sofrimento, não a verdade dos fatos.”

Com o passar do tempo e uma série de pequenas conquistas ― os primeiros passos, a ida à escola ―, o pequeno Felipe vai conquistando o seu lugar de filho. O pai supera a fase de negação e já não vê mais a condição do primogênito como uma espécie de “maldição inesperada”, enxergando-o como um indivíduo único, que necessita de amor e cuidado. O autor aproveita as questões que apareceram pelo caminho desde o nascimento de Felipe para reordenar a própria história: a experimentação da vida em comunidade quando adolescente, a vida como ilegal na Alemanha para ganhar dinheiro, as dificuldades de escritor com trinta e poucos anos e alguns livros na gaveta, e a pretensa estabilidade como professor em universidade pública.

Corajoso e emocionante, O filho eterno reforça o lugar de Cristovão Tezza entre os maiores escritores brasileiros.

224 pages, Paperback

First published January 1, 2007

26 people are currently reading
792 people want to read

About the author

Cristovão Tezza

45 books46 followers
Cristovão Tezza nasceu em Lages, Santa Catarina, em 1952, mas mudou-se para Curitiba ainda quando criança. É considerado um dos mais importantes autores da literatura brasileira contemporânea. Além de escritor, com mais de uma dezena de livros publicados, leciona na UFPR. É autor, entre outros, de Trapo, O fantasma da infância, Aventuras provisórias, Breve espaço entre cor e sombra (Prêmio Machado de Assis/Biblioteca Nacional de melhor romance de 1998) e O fotógrafo (prêmios da Academia Brasileira de Letras e Bravo! de melhor romance do ano). A publicação do inédito O filho eterno marca seu retorno à Record. O livro venceu os mais importantes prêmios literários do país: primeiro lugar no Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, como melhor livro do ano, venceu o Prêmio Bravo! Prime de Cultura, na mesma categoria. Foi escolhido também melhor romance pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (Apca) e ganhou o Jabuti de melhor romance. Além do Prêmio São Paulo de Literatura.

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19 (2%)
Displaying 1 - 30 of 60 reviews
Profile Image for Belinda.
1,331 reviews237 followers
November 21, 2019
3,50 sterren 🦋🦋🦋
Een kind met het syndroom van down. In de jaren tachtig. De vader weet niet wat hem de komende tijd te wachten staat. Hij heeft de grootste zorgtaak omdat de moeder full time werkt en hij zijn tijd kan indelen als schrijver. Je ziet de strijd die vader heeft met zichzelf en hoe de buitenwereld tegen zijn oudste kind aankijkt. Daarnaast is er ook nog het gevecht om zijn zoon de best mogelijke ontwikkelingskansen te geven. Indrukwekkend verhaal. Hier en daar wel wat literair wat de diepte van het verhaal overschaduwd. 🌹🌹🌹
Profile Image for Luiza.
220 reviews5 followers
December 28, 2014
Um livro estranho. Embora tenha sido simples de ler (levei menos de 3 dias), a história não me tocou como eu achei que tocaria. Me interessei pelo tema -- a vida é dificuldades de se criar um filho com Síndrome de Down --, mas fui lendo, lendo, e nos primeiros 70% do livro o foco é muito mais na insegurança (imaturidade?) do pai do que no filho em si. É não falo aqui de insegurança apenas quanto ao filho com Down, mas sim insegurança de ser adulto!! As últimas 50 páginas foram mais de acordo com minha expectativa inicial, e daí o livro ficou bem mais interessante, com ótimas reflexões a respeito das limitações e diferenças que existem quando seu filho tem Down.

Se for esquecido do que se trata o livro, talvez se goste mais dele. O autor escreve de forma à realmente "sentirmos" a enxurrada de pensamentos que nos vem à mente, nossos devaneios, nossas angústias, a vergonha dos outros, etc. Não rolou o "clique" comigo, mas quem sabe com outros role.
343 reviews4 followers
January 12, 2015
I wanted to like this book but in the end I suffered it. The unsung hero(heroine) of this book is the wife, she hardly gets a mention yet one gets the impression from this book that she kept the family together when the author seemed to be maintaining a pretty juvenile attitude throughout the book. His son is about 25 by the end of the book yet the father still does not seem to have come to terms with his son's intellectual disability. Perhaps it should be applauded for his honesty but I had hoped for some uplifting epiphany which is why I kept reading despite the vaguely nihilistic outlook of the author.
Also I would have liked to hear more about the son than the vignettes we got in this book.
Profile Image for Ana Moraes.
22 reviews4 followers
August 21, 2015
Esse escritor faz mágica com as palavras, esse livro está me doendo na alma, é genial, sem mais..

tem mais...

Terminado, quase consigo afirmar que é um dos melhores da minha vida, digo quase porque foram tantos.. mas com certeza entre os melhores!! Foi uma jornada incrível e quase sinto pesar por já ter lido e não ser capaz de ler essa história pela primeira vez.. queria, nesse momento, ter o dom do esquecimento e viver essa história de novo, pela primeira vez!! ganhou a minha alma, que chorou, doeu, sorriu e acabou encantada pela maestria desse escritor!!
Profile Image for Paulo Polzonoff.
Author 23 books27 followers
May 22, 2014
Não vou falar do estilo. Cristovão Tezza escreve com maestria. Raros são os escritores brasileiros hoje que cuidam com tanto esmero do texto. As palavras são exatas; o ritmo das frases não tem falhas; não se encontra, nas mais de duzentas páginas do livro, qualquer sinal de desleixo. O escritor é reverente para com a escrita. E, talvez por isso mesmo, tenha produzido seu mais intrigante e emocionante trabalho.

A ficha catalográfica de O Filho Eterno, é clara: trata-se de um romance. Mas há elementos autobiográficos ali. O autor, assim como o personagem, é escritor; ambos têm um filho com Síndrome de Down; os dois ainda compartilham outros aspectos da vida, como a atividade de professor e a torcida pelo Atlético Paranaense. Onde, então, está o elemento fantasioso, que tira o livro da prateleira das autobiografias para colocá-lo na seção de ficção?

É preciso, neste caso, entender a literatura como um exercício de fabulação. Esta é a essência de tudo. Ao desafiar estes limites, Cristovão Tezza, em O Filho Eterno, acaba por esfregar na cara dos leitores a mediocridade deles. Os que leem como um relato confessional se deixam manipular pelo próprio desejo de saber da vida alheia – um dos mais nocivos cancros da nossa época. Como relato autobiográfico, o romance tem vida útil curtíssima; é na percepção de que o pai sem nome é tão-somente personagem que a grande qualidade do livro aparece.

Escrever é um exercício de imaginação. Isto deveria ser óbvio, mas não é. Menos óbvio ainda é que ler também é um exercício de imaginação. Que falta aos nossos leitores. Eu mesmo conheço pessoas que acreditam que qualquer história seja verdade. Elas buscam esta verdade, porque não suportam o peso da ficção. Ora, se há gente que lê Cem Anos de Solidão como um livro autobiográfico… Trata-se de um fenômeno do nosso tempo: a pessoa é mais importante do que a obra, qualquer obra.

O Filho Eterno, ao se assumir como romance, acaba fazendo uma confusão danada neste terreno. Então o autor é um personagem?, se pergunta o leitor atento. Então a vida não passa de uma invenção, um encadeamento de fatos que a gente vai contando como nos convém, porque somos criadores de nossas próprias existências?

Esta, contudo, é a primeira das boas ambiguidades de O Filho Eterno. Abrir-se a ela é descobrir o maravilhoso mundo ficcional existente em todos os momentos, em todas as lembranças, registradas em livros ou não. Outro ponto atraente deste belo livro é o seu mote: o filho com Síndrome de Down.

Ele é, de fato, o ponto de partida para que o pai (sem nome) conte a sua história. Mas é interessante perceber como, aos poucos, o filho vai perdendo importância na história. Ou, por outra, vai cedendo lugar a outro filho - que é, na verdade, a condição eterna do pai. Assim, o pai acaba por se projetar na figura do filho de tal modo que assume seu lugar. Ele é também deficiente, com uma falha genética que não aparece no exame dos cromossomos. O Filho Eterno é um acerto de contas com esta condição, com esta doença, esta síndrome sem nome, para a qual não há escolas especiais nem tampouco o olhar, entre o preconceito e a condescendência, da sociedade.

O pai jamais deixou de ser um filho em busca de um pai.

Este conflito começa a se desenvolver logo no parto. Naquela que é talvez a mais marcante cena do livro, o personagem descobre, de uma só vez, que é pai – e pai de um filho deficiente, cuja existência dependerá dele. As páginas que se seguem são fortes. Rebelando-se contra esta queda, o pai deseja a morte do filho – e nela enxerga não só a liberdade, como também o retorno à condição eterna que lhe está sendo roubada. Ao contrário de Édipo, o pai não fura os olhos ou se exila. A vida não lhe dá esta oportunidade. Ele simplesmente continua sua busca (que, afinal, é anterior ao nascimento do filho), agora na condição dupla que lhe cabe.

Este pai-filho vai buscar na memória a cura inexistente para a síndrome palpável. Ele é um herói à procura da sua origem. Ao refazer mentalmente a trajetória que o levou até o ponto de ruptura – o filho real, eternamente dependente, que lhe tomou tal posição – acaba por reencontrar velhos sonhos desfeitos, mitos perdidos, cenas de um desconsolo avassalador, como uma excursão teatral em São Paulo onde tudo dá errado, daquele jeito pequeno que nos aniquila.

São muitos os pais que o filho eterno buscou em sua vida. A literatura foi um deles (embora o fato de literatura ser um substantivo feminino nos faça pensar nela como mãe); o exílio, outro; teve ainda os ideais socialistas; o líder hippie numa comunidade alternativa foi mais um. O Filho Eterno é o relato desta jornada que culmina com a aceitação de que o filho desprovido eternamente de pai pode, ele também, ser pai. Uma coisa não impede a outra.

Cristovão Tezza, habilmente, constrói um mundo fundado na realidade, mas cheio de elementos fantasiosos. A mãe, por exemplo, some da história. Ele dá a luz ao filho – e assim parece cumprir seu papel, caindo num limbo para os quais poucos dão atenção, simplesmente porque o livro é o choro eterno do filho idem. A outra filha do pai também se perde no romance, como um personagem que só serve para perguntar as horas ao protagonista. Não é acaso: o filho eterno não tem, aparentemente, irmãos. Ele está só em sua busca.

Paralelamente, e como um ponto de fuga, o romance acaba tratando da Síndrome de Down: os tratamentos, o preconceito, os disfarces dos amigos e para os amigos, etc. É interessante perceber como o romance é todo construído em torno deste fato – e a partir de certo momento o fato simplesmente se perde. Como num quadro, Cristóvão Tezza desenhou esta trama que parece tragar os leitores interessados apenas nas confissões de um pai com um filho deficiente. O resto da pintura, contudo, é a Mona Lisa, que é um jeito meio obtuso e exagerado de dizer que se trata do melhor livro brasileiro em muito, muito tempo.
Profile Image for Susanne Dunn.
337 reviews1 follower
September 11, 2021
Really interesting book. I definitely have never read anything like it. This is a translated book by a Brazilian author. It is ALL stream of consciousness - there is NO dialogue. It's just one man's thoughts for the entire 232 pages. My interest went in and out as I read, but in the end I thought it was pretty great. I especially enjoyed the last quarter or so of the book. I would recommend it.
Profile Image for Ricardo.
16 reviews1 follower
March 28, 2024
Imagine-se tendo um filho, o primeiro filho, com síndrome de down. Se ter o primeiro filho, nada do que foi será do jeito que já foi um dia, é provavelmente uma experiência indescritível, imagine ele tendo uma síndrome? É isso, inimaginável, tudo é questionável, você terá pensamentos dos quais se envergonhará, sim, terá. Se recriminará, mas terá. Culpa, vergonha.. ou seja, será humano com todos os defeitos. Mas terá a chance de ser… humano, com todas as qualidades. Leia e e descubra que o ser humano pode ser abominável. E adorável.
Profile Image for Paulo Sousa.
294 reviews13 followers
June 22, 2017
Livro lido 4°Jun//32°/2017

Título: O filho eterno
Autor: Cristovão Tezza
Ano de publicação: 2007
Editora: @grupoeditorialrecord
Páginas: 222
Minha classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

_______________________________________________
O homem tem grandes expectativas no nascimento do primeiro filho. Mas o diagnóstico, inesperado e avassalador, coloca-o em choque gerando um paralelo existencial que sabe, durará o resto da vida...

Logo de chofre somos imergidos na trama deste livro maravilhoso, de autoria do catarinense Cristovão Tezza. A prosa em terceira pessoa vai delineando o drama e os dissabores em que vive um escritor menor cujo nascimento do filho com Síndrome de Down vem acrescentar ainda mais incertezas quanto ao seu futuro.

Incertezas, vergonha, desconhecimento, preconceito, diversos os temas inseridos nesse livro não tão grande que, à maestria do escritor torna O filho eterno um de meus livros favoritos, a magnífica prosa de Tezza vai levando o leitor facilmente por ambientes paralelos onde o pai, imerso na sua própria trajetória, vai buscando entender como lidar com a criação do filho. Desde suas idas e vindas por uma Europa e, sobretudo Portugal, que vivia os dias da Revolução dos Cravos, até as várias tentativas de escrever um romance original, o pai vai tentando conviver com a difícil adaptação do filho principalmente à sua vida própria. As emoções, diversas; as incertezas, muitas. Mas vamos percebendo que o pai, mesmo muitas vezes tomado de espanto advindo de alguma nuance do filho "imperfeito", consegue enfim compreender a ligação perpétua entre ele e seu rebento, compreende afinal que o mais certo é o incerto que os margeiam, os guiam e os levarão em frente.

De uma beleza incomum, a poética prosa do livro de Cristovão Tezza é um romance triste e lúgubre. Mas as emoções que consegue desencadear é fruto da alta qualidade da literatura desse que, não tenho dúvida, pode ser marcado como #meubrasileirofavorito.
112 reviews1 follower
March 5, 2024
Olisin voinut antaa neljäkin, jos kirjasta olisi poistettu kaikki se, mitä en "ymmärtänyt" ja meni ohi. Oli välillä niin sekavaa tekstiä, että lukeminen oli eteenpäin puskemista, enkä halunnut jäädä kertaamaan, mistäköhän nyt oli oikeastaan kysymys.
Aihe oli tosi mielenkiintoinen ja teksti oikein mukavasti kirjoitettua, kunhan se pysyi aiheessa.
Tätä ei löytynyt suomeksi GD:stä ja lyhyesti juonesta. Kirjailijaisän, joka sanoo itse olevansa autistinen, perheeseen syntyy down-poikalapsi, jota hän ei tahdo millään hyväksyä. Hän toivoo muutaman päivän ajan syntymän jälkeen pojan jopa kuolevan ja sitten häpeää poikaa koko hänen lapsuusikänsä. Pojan kasvettua ja opittua asioita, myös isä "kasvaa" ja alkaa hyväksyä ja rakastaa poikaansa.
Profile Image for Ana.
6 reviews
March 24, 2021
2,5 🌟
"Mas esse fato, essa morte anunciada, parecia lhe, nesse momento, o único lado bom de sua vida."

Ai ai eu passei raiva lendo. Não por causa do tema do livro (que por sinal é muito delicado) mas porque a cada página alguém fazia questão de falar alguma "caquinha". Foi legal ver a evolução da conexão do pai com o filho (por mais que as coisas tenham demorado a chegar a algum lugar), mas e a mãe?? A mulher literalmente sustentava a família e não tem nem nome? Eu sei que é sobre o pai, mas é como se ela simplesmente não existisse. Na maior parte da história o livro parecia não ter rumo nenhum e as voltas para o passado e os saltos de ano para ano me deixaram perdida, deixando a leitura um pouco maçante e frustrante. Poderia ter sido bem melhor :/
Profile Image for Belinda Vlasbaard.
3,371 reviews101 followers
June 15, 2022
3,5 sterren - Nederlandse paperback

Gelezen voor een Challenge.

Veel moeilijke woorden
Bijvoorbeeld: Atavistisch / fantasmagorie en kosmogonie om maar wat te noemen.
Dus dikke van Dale bij de hand.
Daardoor leest het ook minder snel...

Maar heb genoten van het boek...
Het gaat over een vader en zijn zoon met het Downsyndroom.. en dan de eerste 25 jaar van zijn leven. De vader kijkt daarbij ook terug op zijn eigen leven.
Prachtige vergeving en herkenning in beide levens.

De moeite waard.
Profile Image for Um mar de fogueirinhas.
2,206 reviews22 followers
December 26, 2018
Eu absolutamente detestei o outro único livro dele que li, então hesitei em começar esse. Foi bom ter desmistificado: não odiei esse, e embora esse pai seja tão difícil de gostar, a empatia faz com que o coração doa ao ler a narrativa. Muito diferente do Cartas para Julieta ou O que é que ele tem, traz a p/maternidade não esperada com outros olhos.
Profile Image for Shane.
2 reviews
January 5, 2016
Following the Graham Greene adage of writers being born with a splinter of ice in there hearts, Tezza produces a work of clinical cold introspection, of his experience of fathering a child with downs syndrome.The book disects every unspeakable unpleasant human emotion, in the name of artistic truth, and has been applauded for its daring worldwide. Truth be told, I found it more a reflection of the artist as high functioning sociopath, come narcissistic prick, mining the contents of their existence in the name of art, and to be fair Tezza, knows he is , the book bleeds with self loating and self pity , yet strives for some thing more universal a unvarnished ,biting reflection on the transformative power of love, for me the splinter of ice never truly thawed, there was a cynicism lurking behind the construction of every page that only belongs to a certain type of novelist, which ironically in not as truthfully human as they seem to imagine
Profile Image for Letícia.
8 reviews
May 17, 2017
Que livro denso e bonito. Em nenhum momento força algo, ele apenas te entrega a realidade vivida por um pai despreparado e até ignorante quanto a um filho com uma deficiência. É tão natural e impactante a escrita de Cristovão que mesmo não vivendo absolutamente nada parecido com a vida do personagem por diversas vezes me identifiquei chegando a mandar marcações para amigos.

"O problema é justamente o contrário: não há explicação alguma. Você está aqui por uma soma errática de acasos e de escolhas, Deus não é minimamente uma variável a considerar."

"A ideia do tempo - não a presença física do tempo mesmo - só é percebida integralmente quando o próprio tempo, de fato, começa a nos devorar."

"Nunca vale a pena voltar ao passado. Quando a volta acontece, a carência é tão grande que somos sufocados por tudo que nos falta para imobilizar o tempo e a vida. Acabou o que era doce: fim."
Profile Image for Fellipe Fernandes.
224 reviews15 followers
March 25, 2022
Um livro de bastante fama que não fez muito sucesso comigo. Uma narrativa repleta de lugares-comuns e escritos com uma pretensão intelectual que não me convenceu. A linha narrativa, que fica dependurada da relação do pai com o filho para servir de reflexo a uma egotrip não redentora, conduz o leitor de uma forma que não o envolve, mas o mantém apenas como um leitor de relatório. Fiquei com a impressão de que ele precisou de muito esforço pra que essas 221 páginas surgissem, porque mesmo que o tema lhe seja próximo, o abismo ainda permanece (mesmo que tenha tido que escrever um livro para nos - ou se - convencer do contrário).
Profile Image for Juliano Augusto.
22 reviews
June 14, 2025
Não é uma leitura que estou acostumado mas fui surpreendido positivamente. A forma como Cristóvão Tezza expõe seus sentimentos mais íntimos é incrível. O desprendimento de ser julgado é um ato corajoso ao meu ver e que cria uma conexão imensa com o leitor. Foi minha primeira leitura do autor e com certeza pretendo ler outros! Também fui surpreendido pela narrativa ambientada essencialmente em Curitiba, o que cria uma familiarização. Os paralelos entre o filho e experiências vividas por ele na juventude e o arco de transformação de seus sentimentos são o grande destaque. Por fim, trouxe visões que não tinha sobre como é a realidade de pessoas com síndrome de down.
Profile Image for Carolina de Goes.
45 reviews46 followers
July 24, 2012
Livrão corajoso. Deliciosamente escrito de uma forma meio sombria, se é que isso é possível.
Profile Image for Tamir Einhorn Salem.
55 reviews1 follower
December 6, 2022
Esse aqui é 1001 só na edição brasileira, mas tá contando. Infelizmente desisti do livro em hebraico e decidi voltar pro confortável português. Filho Eterno é um romance muito baseado na experiência do autor de ter um filho com síndrome de Down. Ao contrário do que geralmente se esperaria dum livro desses, porém, a gente tem um livro brutal, cruel e honesto sobre um pai reticente, meio perdido em sua própria carreira de escritor. Já começamos na porrada, um livro que não segura nada e te faz pensar em seus próprios pensamentos obscuros, ao enunciar que o pai de Felipe, a titular criança, recebe a notícia do diagnóstico com o pensamento de que o filho deve logo morrer e vai tudo ficar bem. A mãe de Felipe fala pro marido ‘eu arruinei tua vida’ e ele simplesmente concorda calado. Bizarro. Ele é um protagonista (em terceira pessoa, aliás) bem difícil de gostar, porque parece muito perdido na vida, muito otário e muito muito muito orgulhoso e por aí vai. Não vou mentir que algo no elemento paternidade me deixa desconfortável só por relacionar com meu pai semi inexistente, mas sei lá, acho que parte da honestidade brutal do livro naturalmente vai te fazer rejeitar esse personagem.
Chocado com o novo mundo em que está imerso por seu filho, o pai de Felipe tem muita dificuldade em se estabelecer, e passa a perceber que em certa medida, o problema é todo seu. O filho não se percebe como alguém com uma síndrome de forma alguma, e é na visão do pai que ele é um problema. Felipe mal tem noção de tempo ou comportamento adequado, e aprende mais por mimetismo e por um treinamento extensivo, quase torturante, passado por uma clínica para crianças com necessidades especiais. Logo, não é Felipe, mas seu pai, que precisa de fato ser treinado e entender-se consigo mesmo, com a sua vergonha constante do filho. Tão letrado, ainda assim começa a sua vida de pai vendo seu filho mais como um lagarto do que um ser humano. Conforme ele mesmo se encontra em sua literatura e nos papéis sociais, de escritor, professor universitário, etc., o pai de Felipe também consegue derivar algum prazer do lento crescimento de Felipe, que encontra na arte uma maneira de expressar-se sem seu costumeiro mimetismo sem entendimento, mostrando algo verdadeiramente seu. Nessa evolução, vemos em Cristóvão Tezza a paradoxal falta de vergonha ao expor a sua vergonha e desejos horríveis para com o filho. Naturalmente, a citação inicial do texto sobre a tentativa de narrar a verdade ser incompleta nos leva a ter alguma cautela sobre quão real é o texto, mas a ideia é menos sobre uma ficção inventada, uma mentira elaborada de propósito e mais sobre a dificuldade humana de apreender e repassar a verdade. Ao fim, Felipe acaba nos mostrando a redenção de um pai, que passa sim a amar seu filho e suas dificuldades, extraindo de sua constante renovação temporal e amor por futebol uma constante fonte de esperança. Bom livro.
Profile Image for Maria Paniago.
8 reviews
January 10, 2025
Foi difícil terminar essa leitura. No início achei que poderia ser uma caricatura da imagem típica do escritor incompreendido e fracassado, porém ao longo das páginas, a narrativa se mostra, na verdade, completamente centrada no delírio egóico do protagonista, cuja insegurança e complexo de superioridade são mostrados reiteradamente. O frustrante é que não me parece que há ironia aqui, muito menos uma exploração consciente das - evidentes - questões de masculinidade que permeiam a construção do personagem, fazendo da obra um discurso prolixo e um tanto chato, além de bem pouco interessante formal e estilisticamente. As infinitas digressões do protagonista repletas de referências a grandes pensadores do ocidente, ao lado da profunda sensação de fracasso por ele sentida e da flagrante omissão da personagem da mãe revelam o abismo do típico homem branco intelectual que, em sua arrogância, se crê "universal", num tempo em que sua posição de privilégio no mundo não significa mais necessariamente sucesso ou reconhecimento (ou pelo menos não da mesma forma que, em outros tempos, parecia garantido). Nesse sentido, não surpreende que a obra tenha sido tão aplaudida por uma certa intelectualidade nos fins dos anos 2000. Nos nossos tempos, no entanto, é difícil evitar pensar que essa história poderia resultar em um livro completamente diferente e infinitamente mais interessante.
Profile Image for Jairo Fruchtengarten.
336 reviews8 followers
July 3, 2019
"Filho Eterno" se mostrou uma leitura bastante instigante, talvez pelo polêmico (diria até corajoso) ponto de vista e a abordagem pouco convencional.

O livro vai muito além do caminho óbvio e esperado de como criar um filho com síndrome de Down. Auto-biográfico, revela ainda algumas passagens marcantes do autor, como o insucesso na tentativa de publicar seus livros e a vida como imigrante ilegal na Europa.

Mas o grande diferencial está em como a história é conduzida. Logo após o nascimento, o pai descobre a doença do filho e passa a tratá-lo como algo indesejado. O tom introspectivo permite compartilhar pensamentos que, no mínimo, chocam, como um repentino apego à ideia que boa parte das crianças com essa síndrome têm expectativa de vida baixa e que o filho seria um contratempo que logo passaria.

Este estilo introspectivo demais não me agrada muito, e talvez por isso fiquei com a impressão que o livro perdeu dinâmica e fluidez da leitura. De qualquer forma, é uma opção bem interessante pra fugir do lugar comum.
Profile Image for Soraya Viana.
159 reviews
May 4, 2024
"O filho eterno" traz a perspectiva de um pai de uma criança nascida com a Síndrome de Down. É doloroso ler sobre a não aceitação dele da condição do filho, por isso demorei a engrenar na leitura. Em nenhum momento, aliás, foi uma experiência agradável, pois o protagonista, apesar de não cometer nada monstruoso, também não é admirável.

Os pontos altos da narrativa, para mim, são aqueles em que o narrador traça paralelos entre a recusa desse pai em crescer e as características da síndrome.

Há passagens em que ficamos sabendo algo do passado do protagonista, como suas inclinações políticas no período da ditadura militar brasileira, mas para mim, essa camada do livro não foi mais interessante de ler do que o resto.

Apesar de não ter sido uma leitura agradável, reconheço que é um livro muito bem escrito.

Segundo ouvi Noemi Jaffe dizer numa entrevista recente para o "Ilustríssima Conversa", "a literatura tem que incomodar o leitor". Se levar isso em conta, "O filho eterno" funcionou para mim de uma maneira indireta.
Profile Image for Victor.
83 reviews
Read
May 14, 2024
Já tinha lido outros livros do Tezza mas não conhecia sua obra mais célebre. É um grande escritor. Arejado e sutil. De leitura fácil mas sem grandes lugares comuns. Tomei o livro sem conhecê-lo em nada e fui surpreendido logo na primeiras páginas. Devorei-o em poucos dias.

A história, que opera sobre uma difícil premissa, é bonita sem ser piegas. A personagem principal, que confunde-se pós-modernamente com alguma faceta do próprio escritor, é insustentavelmente narcisista e detestável. Suas divagações, virtudes reflexivas que rejeitam a piedade, concluem em certa redenção que já se via rejeitada por hipótese. A beleza é experiência, compreensão e incompreensão. No fim, contradições à parte, tudo vale a pena se a alma não é pequena. O orgulho sucumbe, as conclusões perdem-se no tempo presente e nada do que não foi poderia ter sido.

No mais, sempre leio de coração quente esse tipo de obra brasileira contemporânea. Nossas cidades e o que abrigam. Universal e singular. Ótimo!
Profile Image for Marcos Sobrinho.
301 reviews14 followers
Read
March 27, 2025
Não foi uma leitura ruim, talvez tenha sido apenas diferente do que eu esperava. Por todas as resenhas, imaginei que leria todo o processo de um pai lidando com o fato de ter um filho com síndrome de down. E isso realmente é abordado, mas de uma forma muito secundária, é quase somente no final que temos uma abordagem mais direta.

Grande parte do livro é uma imersão no passado do pai, nas suas viagens, amizades, e todo o processo de luta interna pela necessidade de querer ser um escritor. E ele é uma pessoa insuportável. Chato demais. E isso me fez achar a leitura maçante em muitos momentos. Ele não é uma pessoa detestável que te prende, é uma pessoa chata chata.

As melhores partes do livro são justamente as que acompanham esse processo de se tornar pai, as relações com o filho, e como ele tenta lidar com a sociedade em relação ao filho.
Profile Image for Indira.
139 reviews7 followers
October 3, 2020
Brazil 🇧🇷short yet very honest and deep note by a Brazillian author.

The writer is exploring his mind very honestly as he becomes a father at a very young age. His son is born with Down Syndrome and the father explores how his mind takes it’s fleet and fear during the child’s growth. He does say it couple of times that he owes the family’s resilience and strength to his wife and I understand it’s a father’s exploration of his own mind. However, leaving the wife completely out of the narrative after a point felt a bit self-centric on the author’s part. (And yes, he admits to being self-centric as well .. 🤷‍♀️)

Anyhoo - that’s just my bias perhaps. In the end it’s a lovely journey through a difficult fatherhood and a lovely read!
Profile Image for r.
8 reviews
March 26, 2019
Gostei muito de ler essa obra, mas me decepcionei com a falta de menção à Mãe.

O autor retrata muito bem os sentimentos do pai, suas inseguranças, frustrações, e a forma que eles mudam com o desenvolvimento da criança. A mãe, apesar de ter lidado com a aversão inicial do pai a criança, o preconceito das pessoas enquanto sustentava os 4 membros da família, ter que cuidar sozinha das duas crianças longe do marido por um período, e passar por diversas outras dificuldades, é raramente mencionada.

A relação pai e filho é muito bem explorada, bela, mas senti falta do retrato das relações familiares (entre os 4) e do ponto de vista da mãe.
Profile Image for Priscilla.
1,929 reviews16 followers
January 17, 2025
O Filho Eterno me chegou às mãos por indicação, ou melhor dizendo, por premiação do Jabuti que até hoje ainda não me decepcionou.

Em pouco mais de duzentas páginas, Tezza se expõe confessando os sentimentos, falhas e decepções ao receber seu primeiro filho ao mundo, Felipe, uma criança com Síndrome de Down.

Não é um texto focado na neurodivergência que é um assunto já exposto em vários outros títulos para crianças e adolescentes. Nessa obra, o autor realiza um expurgo da própria alma no que poderia ter sido mais um caso de "órfão de pai de vivo" que para quem não conhece a expressão, refere-se a crianças abandonadas pelo pai - algo infelizmente extremamente comum em crianças com necessidades especiais.

Sem meias palavras, Tezza revela o ódio, a dor e o egoísmo que o levam primeiramente a pensar no alívio de uma possível morte do filho até a sanha pelo reconhecimento alheio de seu "autossacrifício".

Xom essa exibição nua do caráter humano, o autor compartilha seus anos de vida com Felipe e não oferece nada além do amor da convivência, nenhuma tentativa de expiação pelos próprios sentimentos.

É tocante, triste e realistíco.

Recomendo.
Profile Image for Fernando Hisi.
653 reviews9 followers
June 1, 2018
Um sincericídio biográfico muito bem escrito, com passagens geniais, mas que desacelera de uma forma absurda no final. Parece que ele rema com fúria contra a maré, daí do nada ele simplesmente para. Fica muito subscrito, esse parar, esse abrir mão, se cansar, acho q se transparecesse ia ser fenomenal, mas tudo bem. Li o "nascer duas vezes" do Giuseppe Pontiggia, numas férias, uns bons 10-15 anos atrás, mas na minha cabeça são livros muitíssimos parecidos, então talvez tenha perdido um pouco da força, esse soco no estômago do tema.
Profile Image for Felipe Assis.
269 reviews4 followers
August 10, 2018
O bacana desse livro como todos dizem é a abnegação do sentimentalismo, o autor não apela, ele é muito realista e honesto ao relatar sua vida ao lado do seu filho nessa autoficção. Gostei das reflexões que ele trás, gostei daquelas partes mais intelectualizadas cheias de referencias, confesso não ter gostado das digressões acabei me perdendo em algumas delas, mas no geral, não sei pq, achei o livro mediano.
Profile Image for Betty Macdonald Saudemont.
184 reviews2 followers
August 15, 2021
I really wanted to like this book, I tried really hard but overall I did not like it. It all felt clinically cold and very messy. Perhaps some people like that literary style but I do not!⁣⁣
⁣⁣
I would applaud the author for digging into his emotions with such a pure honesty, however in the end it felt extremely selfish: He left his wife completely out of the narrative when she seemed to be the one keeping the family afloat and he never came to terms with the fact that his son was disabled!⁣
Displaying 1 - 30 of 60 reviews

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