A história do soneto é indissociável da figura lendária de seu difusor, Francesco Petrarca. Nesta cuidadosa seleção de Sérgio de Queiroz Duarte, o leitor contempla os versos apaixonados escritos para Laura, jovem que despertou o amor à primeira vista no poeta italiano.
Francesco Petrarca contava apenas 23 anos quando mergulhou em uma obsessão amorosa e platônica pela enigmática Laura. Sua paixão distante durou uma vida inteira e inspirou grande parte da obra poética do autor, que, com uma métrica rígida e fluidez admirável, consolidou a forma singular do soneto.
Conhecido como o "pai do humanismo", Petrarca foge das convenções da época e se situa no limiar entre dois mundos: uma religiosidade intensa e um olhar que se volta para o próprio indivíduo. Seus poemas dedicados à amada celebram a tempestuosidade do sentimento amoroso, instilando no coração tanto o júbilo quanto a angústia.
Famous Italian poet, scholar, and humanist Francesco Petrarca, known in English as Petrarch, collected love lyrics in Canzoniere.
People often call Petrarch the earliest Renaissance "father of humanism". Based on Petrarch's works, and to a lesser extent those of Dante Alighieri and Giovanni Boccaccio, Pietro Bembo in the 16th century created the model for the modern Italian language, which the Accademia della Crusca later endorsed. People credit Petrarch with developing the sonnet. They admired and imitated his sonnets, a model for lyrical poems throughout Europe during the Renaissance. Petrarch called the Middle Ages the Dark Ages.
Francesco escreveu um bolão de coisas para uma mulher que ele supostamente nunca nem conversou e as pessoas me julgando por sofrer por um término de um relacionamento de 4 anos. 😵💫
"Não se deve chorar pelos que partiram, mas sim pelos que ficaram."
Francesco Petrarca é um autor que, talvez, não seja tão falado, mas sua obra Na Terra e no Céu tem uma delicadeza que vai muito além do que poderia parecer a princípio. Ao ler este livro, fiquei bastante tocada pela introspecção e pela busca espiritual que Petrarca coloca em sua escrita. A poesia dele fala do amor, da perda e da elevação da alma, e, ao mesmo tempo, da luta interna entre o corpo e o espírito.
"Amor, tu que me guias, que me tiras da terra e me elevas ao céu..." A leitura desse tipo de obra me faz pensar no quanto o humano ainda está preso às suas questões terrenas, enquanto aspira a algo mais sublime. A comparação com Divina Comédia, de Dante, foi inevitável, especialmente pela questão da ascensão do espírito. No entanto, Petrarca parece mais voltado para a reflexão pessoal e os dilemas internos, enquanto Dante buscava a redenção para o coletivo.
Francesco Petrarca leva o leitor a refletir sobre a dor da perda e a busca incessante pela transcendência através do amor e da religião. A obra mistura poesia e filosofia de uma maneira tão profunda que é impossível não sentir a angústia do autor. A leitura tomou cerca de 6 horas, mas as imagens e os sentimentos que Petrarca evoca permaneceram comigo muito além desse tempo.
A frase que mais me tocou foi: "O amor é uma chama que nos consome, mas que nos ilumina ao mesmo tempo." Ela me fez refletir sobre a natureza do amor, algo que também aparece em Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe. Ambos os autores exploram a ideia de que o amor, por mais que nos destrua, também nos dá uma razão para existir.
A capa da edição é LINDA... sóbria e clássica, refletindo a seriedade da obra. Na Terra e no Céu é recomendado para leitores de 20 anos ou mais, especialmente para aqueles que buscam uma reflexão filosófica e uma poesia apaixonada.