É peremptório afirmar que a literatura é um dos caminhos a se aprofundar quando queremos evoluir nosso conhecimento jurídico, digo que chega ser uma obviedade mencionar que para se tornar um bom advogado, um bom juiz ou bom jurista devemos devorar livros e mais livros.
No livro “Direito e Literatura” , escrito por José Roberto de Castro Neves, somos apresentados a uma análise conjectural sobre os diversas obras clássicas e relacionar elas e suas questões internas com a jurisprudência e doutrina atuais, realizando a fusão mencionada no título.
De maneira bem direta, o livro é bom. Apresenta clássicos, desenvolve suas comparações sem soar anacrônico com o conteúdo abordado, porém, acredito, particularmente, que o autor fez uma verborragia de palavras sem necessidade. Todas as suas abordagens são tautológicas com o conhecimento que ja pré-definido dos escritores mencionados. Pouco se aborda de maneira diferente ou criativa as funções pre-estabelecidas nas histórias. Somos introduzidos a um mais do mesmo, um suma sem criatividade ou diferença das outras, logo, é possível notar um enfraquecimento do leitor em terminá-lo.
Curiosidade: Recentemente, o autor tomou posse como “Imortal” na Academia Brasileira de Letras. Fez um discurso muito interessante. Achei merecidíssimo a vaga.