Com mais de uma centena de excertos ? alguns curtos e outros ensaísticos ? retirados do seu vasto conjunto de cartas, livros e ensaios, Sobre escrever reúne as reflexões de Lewis sobre as alegrias e os desafios de uma vida dedicada à escrita.
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Clive Staples Lewis was one of the intellectual giants of the twentieth century and arguably one of the most influential writers of his day. He was a Fellow and Tutor in English Literature at Oxford University until 1954. He was unanimously elected to the Chair of Medieval and Renaissance Literature at Cambridge University, a position he held until his retirement. He wrote more than thirty books, allowing him to reach a vast audience, and his works continue to attract thousands of new readers every year. His most distinguished and popular accomplishments include Mere Christianity, Out of the Silent Planet, The Great Divorce, The Screwtape Letters, and the universally acknowledged classics The Chronicles of Narnia. To date, the Narnia books have sold over 100 million copies and been transformed into three major motion pictures.
Esse livro foi uma leitura muito prazerosa. Sobre a escrever, da Thomas Nelson, é um compilado de textos de C. S. Lewis retirados de diferentes obras, como Deus no banco dos réus, Sobre histórias e outros ensaios. Mesmo não sendo um livro contínuo ou inédito, ele funciona muito bem como uma grande conversa sobre literatura, escrita e leitura atenta.
É uma leitura riquíssima tanto para quem escreve quanto para quem gosta de analisar o que faz uma história ser realmente boa. Lewis comenta sobre diversos autores, estilos e gêneros, deixando claro o que ele valorizava na literatura — o que amplia muito o nosso senso crítico como leitores.
A parte sobre literatura infantil foi, para mim, um dos pontos altos. Lewis defende que histórias para crianças devem ser boas histórias acima de tudo, sem simplificações bobas ou moralismo forçado, e isso é extremamente atual.
Não é um manual prático, mas é inspirador, inteligente e formador de olhar. Terminei o livro com mais vontade de escrever e, principalmente, de ler melhor. Um ótimo compilado para quem ama histórias.
o livro todo é muito bom. Já li As Crônicas de Narnia e amei, foi uma leitura feita com gosto. Retornei ao C. S. Lewis com as miscelâneas e não me arrependi. Gostei das opiniões, dos conselhos, me identifiquei com ele em alguns trechos e minha parte favorita com certeza foram os textos sobre as histórias de Tolkien, ou mesmo quando o citava em textos que não necessariamente eram sobre sua obra.
Sou apaixonada pela amizade deles, comentei com uma amiga sobre e lemos mais algumas coisas sobre os dois por fora e chegamos a brincar que eles são o famoso "historiadores dirão que eles eram grandes amigos", porque pelo que lemos parecia uma amizade homoerótica, e isso está longe de ser uma crítica.
Nunca tive vontade de ler Tolkien, mas a forma apaixonada que o Lewis o analisa me deu uma vontade muito grande, ele convence a gente que as histórias valem a pena. Como essa parte:
"Definir o mundo de O Hobbit é, obviamente, impossível, pois é novo. Não se pode antecipá-lo antes de ir até lá, assim como não pode esquecê-lo depois de ter estado lá. [...] Fazer previsões é arriscado, mas O Hobbit pode muito bem vir a ser um clássico."
C. S. Lewis conseguiu prever o clássico que O Hobbit se tornaria, e eu achei isso belo.
O livro todo é incrível, nenhuma parte dele vale menos a pena, só que se torna impossível falar de C. S. Lewis sem citar Tolkien quando o mesmo o faz em várias e várias vezes, em diversas análises.
Mas para além da amizade homoerótica, pra mim ficam esses dois tópicos:
"Não critique o que você não gosta sem cautela. E, acima de tudo, nunca critique o que você simplesmente não suporta."
Porque você já estará induzido a analisar negativamente quando você não gosta de determinado tema. Até cheguei a comentar com amigas que ele odiaria as redes sociais e principalmente o twitter pq é o que mais fazem.
E parte em que ele fala sobre escrever para crianças, para não subestimar-mos os leitores infantis. Isso é importante para além da literatura e muito mais na época em que vivemos onde existem tantos childfree. Muitas pessoas acham que crianças valem menos e merecem menos, quando também merecem que a arte para elas seja pensada e produzida com qualidade. Não são menos leitores por serem crianças, não são menos pessoas por serem crianças.