Sem anistia, ampla, geral e irrestrita.
Considero que foram poucas vezes que terminei um livro tão rápido, eu comprei na pré-venda e não tinha certeza quando começaria, mas fui impulsionada por muitas pessoas citarem o livro pela internet e conjuntamente com as avaliações estelares que avaliaram o livro médio para ruim (na Amazon), tenho umas hipóteses de quem essas pessoas devem ter votado. Então, por essas razões, decidi ler e poder escrever apontamentos de forma sarcástica em homenagem a todos. Não é por acaso que devido a tantos infortúnios tão recentes que aconteceram nesse país que deixam a leitura mais fluída do que os autores pretenderam fazer, foram um incentivo para sua conclusão, é um material jornalístico muito competente, dos mesmos jornalistas que desenvolveram “Os Onze”, é uma espécie de continuação (e espero que eles possam escrever outros, não só dos mesmos autores, mas nosso momento histórico atual precisa de bastante para registrar esses últimos 4 anos de pandemônio comandados pelo ex-mandatário) que perpassa diversas fontes e mídias, sejam diálogos de WhatsApp, entrevistas presenciais, etc., na perspectiva do livro é no formato de bastidor.
Cada capítulo um tema específico diferente que se desenrola para infinitos outros tal qual um buraco de minhoca com diversas bifurcações, que vão desde o início do mandato do ex-presidente até depois da eleição do presidente atual, é evidente que gostei do livro.
Finalmente, quero sintetizar que esse é um livro tem o mesmo valor de um documento histórico e por essa razão merece o protagonismo de uma obra de uma situação que foi um resultado de uma série de omissões tanto da política, judiciário e da sociedade que permitiram que um boçal ridículo se tornasse presidente e agora desde o presente ano de 2023 teremos que reconstruir o que ele destruiu. Levará muitas gerações, mas o primeiro passo já foi dado, não poderemos esquecer o calvário que passamos.