Mirou no ensino, acertou no amor…
“Manual da Conquista Imperfeita” é o livro que dá início a série “Herdeiros do Hóquei” que, como o título já diz, traz como protagonistas jogadores que estão ligados ao esporte por suas famílias, em primeiro lugar. Escrito por Olivia Uviplais, aqui temos o goleiro nerd, neto da primeira comentarista mulher da história do hóquei e tão virgem quanto todos pensam que ele é o maior pegador e do outro lado há Kira, a verdadeira pegadora da história, amante de festas e que está quase reprovando em Ética 101.
Quando o desespero bate à porta e ele parece ser o único tutor para quem ninguém correu pedindo ajuda, Kira o procura e isso unido ao lado fofoqueiro de Gus que aflora quando bebe, acaba sendo o pontapé para a história ter seu início. Ele a ensina Ética; ela o ensina a arte da conquista. Um acordo fácil demais… para se apaixonar.
O que pode não ser óbvio para você, mas foi para mim a cada divulgação da autora (e principalmente por ser dessa autora) é que não só é fácil para eles se apaixonarem um pelo outro, como nós por eles.
O Gus é o tipo de cara que você gostaria de ter por perto e eu nem digo como namorado, mas até amigo mesmo. Seja como for, é sorte ter ele por perto. Augustus é leal a um nível que só lendo para você saber, mas digamos que ele faria qualquer coisa por quem ama, a ponto de pôr acima dele mesmo e de sua felicidade – o que aqui é lindo e tals, mas também poderia ter sido tratado de forma diferente. Eu entendo o que fez e o admiro, não espero nem que mudasse o que fez, mas o como lidou com a outra parte, a que envolvia a outra pessoa. Às vezes contar a verdade pode ser a melhor escolha, mesmo que a decisão permaneça. Ser a ajuda que o outro precisa não nos exime de precisar ser ajudado também e nisso ele falhou. Mas compensou em um gesto lindo.
A Kira é aquela personagem bem animada, festeira e divertida. Sinto que ela é aquela pessoa com mais facilidade de tirar os amigos do buraco que nos enfiamos quando estamos tristes. Ela irá tomar a frente, sugerir os programas mais legais e te defender contra quem for preciso. Não é à toa que a vemos ali por Alice, mesmo a garota não precisando porque ela é assim, alguém que se preocupa. Mas também é extremamente insegura sobre seu potencial e isso pegou em mim, porque me identifiquei demais.
Gostei muito de ver como ela foi se encantando pelo Gus e é até difícil dizer se gostei mais disso ou dele descobrindo seu desejo com ela e por ela. Foi tão divertido acompanhar as aulas, até eu entendi as explicações que ele dava da forma que fazia para ela e ver com isso as referências ao Oliviaverso foi bom demais. Mas as aulas que ela dava para ele, como ele a surpreendia sendo um cavaleiro de verdade, não por segundas intenções e nos conquistando mais no processo… Com certeza, essas foram as minhas aulas favoritas de acompanhar.
Quanto aos outros personagens, a Max me ganhou fácil, fácil. Não senti raiva dela nem quando deveria, porque imagino o sentimento dela, só mudaria a forma com que lidou com tudo. Mas quanto a isso culpo mais o Gus do que ela (spoilers à parte, não é traição, não se preocupem).
Kill me conquistou de cara, não tem jeito, ele pode ser todo pavio curto por tudo que aconteceu com o irmão, mas quando não é pego por isso tem aquele jeitinho engraçado e vocês sabem o que dizem sobre os engraçados… Connor não tem tanto destaque aqui quanto o Kill, mas gostei dele e as divulgações da autora sobre o livro dele atiçam ainda mais a curiosidade para ler. E o Finn, em uma cena lá para a reta final do livro, deu a virada de chave para eu saber que vou gostar dele. Ainda não li o livro dele, mas tô empolgada.
A Candy me intriga com toda a obsessão de ir para a irmandade, mas parece ser muito legal e a Alice tem toda essa imagem de nerd que estamos acostumados a ver, mas já sei que há mais pelas divulgações da autora. Ava, por outro lado, não sei muito ainda, mas tô curiosa para ver. Uma ilustração que a autora divulgou me pegou demais…
No fim, esse livro só é mais uma prova para a pasta de “motivos do porquê amo ler os livros da Olivia”. E espero que você, quando der uma chance, entenda o que quero dizer.
Afinal, quem não gostaria de um cara que colocaria a vontade de te ter acima até de um medo?
Um medo que não coloca vidas em risco nem causa desmaios ou chega a ser fobia, lembrando bem.
Ps: Essa resenha foi escrita dias depois da finalização do livro, sendo assim, já havia avançado o suficiente para ter concluído o terceiro e por isso não me aprofundei tanto, especialmente sobre os personagens, porque tentei ser imparcial, contando apenas o que me lembro de sentir durante a leitura desse único livro.
Ps²: a nota oficialmente é 4,5.