Esse livro é uma conversa sobre a vida, com as suas dores e alegrias. Unindo o conhecimento e as vivências de cada um, o filósofo Mario Sergio Cortella e o psicólogo Rossandro Klinjey falam sobre os desertos que atravessamos no inverno da alma e a importância de acolhermos as angústias que nos afligem e lidarmos com elas. Saber nomear e entender a própria dor é fundamental para conseguirmos organizar nossos sentimentos e escolher o rumo que queremos seguir. Por isso, conforme apontam os autores, não devemos evitar olhar para dentro de nós mesmos e enfrentar – por que não contemplar? – aqueles momentos em que tudo parece mais difícil. Num mundo em que as redes sociais parecem ditar uma vida de festa e eterna felicidade, é preciso ter coragem para refletir sobre o que é real de fato, sem filtros, pois até o verão pode ser entediante. Afinal, a dor também existe, e é necessário reconhecê-la para não sermos por ela dominados e não perdermos nossa capacidade de ter esperança.
Mario Sergio Cortella (Londrina, 05 de março de 1954) é um filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também é professor-titular do Departamento de Teologia e Ciência da Religião e da pós-graduação em Educação (Currículo), além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP.
"O que mais me agrada em todas as estações é que elas terminam e voltam, tal como acontece com os processos dentro da nossa própria vida"
Todo o livro do Cortella é bom, assim como as suas palestras. Esse em especial vem num tom de conversa com um psicanalista (Rossandro).
O livro em si traz uma riqueza de detalhes e referênias que também o torna um pouco pobre de fluidez: muitas vezes o assunto principal (as estações da alma) se torna repetitivo e há uma intensidade / foco maior nos nossos verões e invernos internos.
As reflexões e críticas ao mundo digital e as redes sociais também torna o livro um pouco enfadonho.
Em todo caso é um livro rápido de ser lido e faz com que voltemos a ter um olhar carinhoso para a importância dos nossos ciclos, independente de qual estação estejamos vivendo.
Recomendo. Tem um formato agradável e fácil de ler. Os dois mostram seus pontos de vista de forma clara, bem humorada algumas vezes de forma que facilita o leitor pensar melhor ou repensar cada tópico.