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As Causas do Atraso Português: Repensar o passado para reinventar o presente

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«Porque é Portugal hoje um país rico a nível mundial, mas pobre no contexto europeu? Quais são as causas e o contexto histórico do nosso atraso? Como chegámos aqui, e o que pode ser feito para melhorarmos a nossa situação? São estas as perguntas a que procuro responder neste livro. Quase todas as análises ao estado do país feitas na praça pública pecam por miopia: como desconhecem a profundidade histórica do atraso, fazem erros sistemáticos e anunciam diagnósticos inúteis, quando não prejudiciais. Quem discursa tem também frequentemente um marcado enviesamento político e não declara os seus conflitos de interesse. […] Na verdade, para refletirmos bem sobre presente e os futuros possíveis, temos de começar por compreender o nosso passado. Para que um futuro melhor seja possível, temos de considerar de forma ponderada os fatores que explicam – e os que não explicam – o atraso do país. Este livro tem esse objetivo.»

«Uma máquina de triturar mitos. Absolutamente essencial» - JOÃO MIGUEL TAVARES.

405 pages, Paperback

First published November 1, 2023

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1281 people want to read

About the author

Nuno Palma

1 book63 followers
Professor of Economics at the Department of Economics and the Director of the Arthur Lewis Lab for Comparative Development, University of Manchester. Research Fellow at Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa. Research Fellow at CEPR, London.

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Displaying 1 - 30 of 147 reviews
Profile Image for Carlos Atalaia.
1 review1 follower
March 17, 2024
Já conhecia a tese central deste livro, que está de facto bem desenvolvida e sustentada. É a conclusão de um trabalho conjunto entre vários investigadores. O livro vale essencialmente por essa tese, mas fica bastante aquém em vários aspectos. Estava à espera de mais.

- O autor vai ao mais ínfimo pormenor histórico (e bem) para explicar o atraso de Portugal na educação, e depois não faz sequer uma tentativa de estabelecer uma relação entre educação e crescimento económico. É óbvio que essa relação existe. Mas o autor devia ter aprofundado muito mais, devia ter feito comparações internacionais, citado autores com trabalho na matéria, etc.

- Há várias insinuações que não são mais do que bitaites infundados, sem qualquer fundamento histórico. Uma delas é a ideia de que os governos da primeira república queriam manter a população com baixos níveis de escolaridade para ser mais fácil governar.

- O capítulo sobre o Portugal contemporâneo é muito fraco. Está cheio de preconceitos ideológicos e bitaites, é muito repetitivo, não desenvolve algumas ideias importantes - como o funcionamento da justiça. E sobretudo, não apresenta praticamente nenhuma sugestão para melhorar a competitividade da economia portuguesa.

- A ideia extremamente arrojada de que os fundos europeus não só não têm contribuído para melhorar a competitividade da economia, como são uma das causas do atraso, não está minimamente fundamentada. Esta ideia até pode ser válida. E sem dúvida que a aplicação dos fundos europeus merece uma análise profunda e rigorosa. Mas o autor falha em demonstrar com dados e casos concretos uma relação entre o recebimento de fundos europeus e degradação das instituições. Mais, não diz uma palavra sobre o retorno dos fundos europeus noutros países.

- Não há uma palavra sobre a entrada no euro e as consequências para a economia portuguesa, quando o declínio recente no crescimento económico começa precisamente nesse momento.

- O autor ignora totalmente o facto de, durante o governo da geringonça, Portugal ter convergido e crescido mais do que a média da UE. Coloca o séc. XXI todo no "mesmo saco", de estagnação e divergência com a UE, o que é falso. É resultado de um fortíssimo preconceito ideológico, para não dizer desonestidade. Inaceitável num historiador. Acaba por fazer o mesmo que aqueles a quem dedicou tantas páginas a criticar. Portugal cresceu acima da média europeia em todos os anos do governo da geringonça - 2016/17/18/19. Em 2017 cresceu 3.5%.
2 reviews2 followers
April 22, 2024
Recomendo a qualquer português ler este livro, que explora reflexão e à qual é importante todos estudar sem preconceitos, sem juízos morais, ideologias políticas e com a maior honestidade intelectual.
Profile Image for Inês.
224 reviews
January 15, 2024
Causas descartadas: qualidade das instituições pré 1750, religião, império, inquisição.
Causas defendidas: ouro do Brasil, expulsão dos jesuítas, políticas educativas 1a República, fundos europeus.
Profile Image for Emanuel Escada.
6 reviews
February 8, 2024
Visões muito arrojadas e que desafiam a memória colectiva dos portugueses. Tem a enorme qualidade de iniciar uma reflexão que há muito se impunha em Portugal e à qual todos deveríamos olhar sem preconceitos, sem juízos morais, ideologias políticas e com a maior honestidade intelectual.

Não há nenhuma inevitabilidade em Portugal ser pobre. A historia conta-nos que não só já tivemos boas instituições e como não havia distinção material no nível de riqueza com outras nações consideradas prosperas atualmente em particular na idade média.
Uma das conclusões mais ousadas é a de que o império ultramarino não foi tão relevante para a riqueza de Portugal como nós é ensinado. E o autor prova isso com números.

Aponta como momentos chave para o atraso histórico o ouro do brasil e também relacionado com isso as políticas desastrosas de Pombal particularmente com o desmantelar do sistema de ensino existente à época. Tudo isto no séc XVIII.

O grau de concretização e materialização das críticas que o autor atribui ao passado recente em que aponta as transferências da União Europeia como o ‘novo ouro do Brasil’ é menor do que no passado. Espero que o autor consiga ser ainda mais incisivo aqui em outros fóruns.

O livro em algumas partes é de facto um pouco repetitivo, mas a ideia passa muito bem e é muito agradável de se ler.
Profile Image for CCB.
80 reviews65 followers
February 26, 2025
O Nuno Palma é o melhor exemplo contemporâneo do que se consegue fazer juntando o rigor científico, a investigação e a honestidade intelectual numa pessoa que não tem nenhum vínculo ou interesse político ou institucional em Portugal. Nenhuma universidade ou instituto português que se possa incomodar com os factos, nenhum partido que não aceite críticas, nenhum mcs a quem tenha que beijar a mão. A isenção e a liberdade com que relata factos e desconstrói mitos são exemplares e refrescantes.
Com uma clareza e uma acessibilidade notáveis, este livro explica as causas históricas e contemporâneas em que radica a profunda mediocridade em que estamos mergulhados.
Desconstrói as mentiras que todos aprendemos em História sobre temas tão variados como a I República, a governação pombalina, o impacto económico das colónias, o Estado Novo, os 50 anos de democracia, etc.
É leitura obrigatória e fundamental a qualquer português que queira entender o país, a sua História, desenredar-se dos discursos enganosos e vácuos e fazer melhores escolhas nas urnas. Espero que o Nuno Palma continue a escrever e a falar com liberdade e isenção por muito tempo; o país ganharia muito em lê-lo.
Profile Image for Ana Margarida.
30 reviews1 follower
June 1, 2024
Gostei da análise histórica sobre as verdadeiras causas do atraso português, embora ache que podiam ter sido exploradas mais aprofundadamente se o autor tivesse mais liberdade na quantidade de páginas.
Os argumentos sobre o Estado Novo mereciam ser mais aprofundados, não me parece que tenha sido feita uma análise em todos os campos da época, e que essa parte foi principalmente para "limpar" o nome do autor em relação a afirmações anteriores que não foram bem interpretadas. Compreendo o porquê de se ter focado nesse tema mas foi um pouco redundante com tantas repetições da mesma ideia. O "medo da direita" também podia estar melhor explicado e justificado, não me convenceu. O livro precisava de mais páginas mas a análise histórica, principalmente na primeira metade do livro, foi bastante interessante e trouxe-me novas referências.
Profile Image for Ana Bernardino.
84 reviews5 followers
November 6, 2025
Muitas vezes já me apanhei a fazer este exercício:
Porque é que Portugal tem tanta dificuldade em acompanhar o desenvolvimento que temos visto, de uma forma geral, no resto da Europa?
O que é que eu faria? Que medidas deveríamos tomar?

Este livro responde a muitas das minhas perguntas. Apresenta, de forma simples e sucinta, o contexto histórico e os momentos-chave que ajudam a explicar o nosso atraso, conduzindo-nos cronologicamente até aos dias de hoje.

O livro termina numa nota desanimadora, pois, até à data, nada indica que estejamos prestes a inverter a tendência de divergência face à Europa. Gostava de poder fazer um reset a Portugal — não apagando o passado, mas recomeçando com uma nova mentalidade. Continuo a acreditar que temos um diamante em bruto, mas que ninguém sabe/quer extrair e lapidar.
Profile Image for Ana Dias.
145 reviews7 followers
November 3, 2025
Para mim foi uma muito boa volta à História de Portugal, de uma maneira simplificada e com o ângulo de tentar explicar ao longo do tempo quando e porquê que Portugal começou a ficar atrasado em relação ao desenvolvimento económico comparativamente a outros países europeus. É uma leitura simples mas por vezes faltou mais contexto e explicação de certos conceitos económicos. Não dá muita esperança mas muito bom ter mais clareza do problema atual e de como já vem de há tanto tempo.
Profile Image for Helena Serdoura.
16 reviews4 followers
March 3, 2024
Uma interpretação fundamentada e necessária que traz algum contraditório à História presente nos manuais escolares do pós 25 de abril, pelo que é impossível ficar-lhe indiferente. Contudo, são também perceptíveis as opções políticas do historiador económico e, por isso, um livro a carecer, ele também, de contraditório, dialética necessária para que de forma factual e despida de ideologias se possa compreender o passado, corrigir os erros e projetar o futuro. Dito isto, e em período de campanha eleitoral, não deixa de ser preocupante que, perante erros sucessivos e seculares de desvalorização/destruição dos sistemas de ensino, como bem Nuno Palma elenca, em diferentes períodos da nossa história, não se coloque como prioridade a escola pública e a formação de qualidade do capital humano da nação...
Profile Image for André Morais.
94 reviews5 followers
July 29, 2024
Antes de mais, o livro de Nuno Palma, “As Causas do Atraso Português”, prima por ser um exercício de liberdade e de inconformismo. Desde logo, essa é uma das suas principais vantagens - não ceder à adoração de “vacas sagradas”, eternizadas ao longo de gerações e que se revelam, afinal (ou potencialmente), ídolos com pés de barros. O Autor mostra uma enorme preocupação em fundamentar e documentar as suas conclusões histórico-económicos (o que não é nada vulgar na literatura portuguesa de análise da situação política), revelando que este livro é, na sua parte analítico-descritiva, um exercício intelectualmente honesto.
O outro grande mérito da obra é iluminar aspetos fundamentais da governança de um País, que comummente são esquecidos e dos quais o debate público em Portugal vive alheado: a importância da educação e formação do capital humano (com considerações que me lembraram bastante “A Jornada da Humanidade”, de Oded Galor), o papel das instituições e da sua idoneidade e a perspetiva histórica. Este tema é-me extremamente querido.
Contudo, como jurista que sou, foi análise às instituições que mais me tocou. De facto, no dia-a-dia, não é fácil lembrarmo-nos do fim último do nosso trabalho, mas a análise histórica de Nuno Palma à evolução das instituições portuguesas e da sua governança recordou-me vivamente da importância da sua estruturação (não tão próxima do status quo que perpetue os vícios, mas não tão distante que gere resistências inultrapassáveis), evitando a corrente cisão entre o que o Autor chama de jure e de facto e, não menos importante, prevendo e aplicando elevados padrões de idoneidade e controlo.
Também a perspetiva histórica que o livro fornece é fascinante. O encadeamento crítico dá-nos uma nova perspetiva: ler sobre as práticas dos caciques e das clientelas políticas apenas umas dezenas páginas após ler sobre os abusos de Pombal, os compadrios liberais ou os estratagemas republicanos, é um exercício de realismo e um “soco no estômago”. A distância temporal facilita a nossa capacidade de julgamento, enquanto a proximidade nos pode levar a alguma relativo ação.
Onde acho que o livro fica menos bem conseguido é na análise ao Estado Novo e nos “juízos categóricos” da última parte.
Creio que fica a faltar a análise à desigualdade de rendimentos no período do Estado Novo (que o Autor vai amiúde prometendo em várias páginas) e, porventura, um dissecar mais profundo das instituições coevas, para lá da mera crítica à falta de liberdades e direitos políticos. O que dizer do hipercentralismo salazarista? De que forma a toda-poderosa “chancela das Finanças”, instituição salazarista que sobrevive nos nossos dias, atrofia a governação setorial? As redes clientelares político-empresariais da época? A exigência de autorização prévia em plúrimos setores da economia?
Quanto aos “juízos categóricos”, creio que os mesmos resultam de uma frustração compreensível do Autor com o estado de coisas do País, mas (como o próprio admite logo na introdução) leva a uma cisão entre a parte analítico-histórica e a parte opinativa, faltando a esta última algum substrato adicional.
Dito isto, o balanço da minha apreciação do livro é claramente positivo. A sua leitura foi enriquecedora e tempo muito bem empregue. Num País de consensos, é bom constatar que há quem se dedique a questioná-los. Divergindo ou convergindo, todos saímos a ganhar com esta reflexão.
33 reviews
April 24, 2025
Um livro que descreve vários pontos da história portuguesa, dando-lhe uma nova perspetiva que pode alterar totalmente o nosso ponto de vista sobre esses mesmos eventos.
Que me levou a repensar a real influencia que teve a colonização do Brasil enquanto esta durou; o impacto de Marquês de Pombal para o país; ou o desenvolvimento so pais durante o Estado Novo.

Revela o quão complexo é recriar história, e o quão difícil é assegurar um discurso imparcial por pessoas de diferentes posições no espectro político. Particularmente no final, é fácil identificar a inclinação política do autor; e em mais do que um ponto as consequências descriras de certos evetos são distintas do que tinha recentemente lido noutros lados.

Mas o nível de detalhe histórico, linguagem fácil, contralização em factos e principalemnte a forma fresca de olhar o passado económico do país tornam o livro num ensaio que recomendo muito. Que ajuda realmente a perceber que o atraso português é muito mais complexo do que imaginamos.
Profile Image for José Cabeda.
4 reviews
February 5, 2025
Livro super esclarecedor. Deveria ser obrigatório para quem está neste momento na tomada de decisões
53 reviews3 followers
January 28, 2024
O livro é interessante, embora no início possa ser um pouco difícil de ler devido à quantidade de dados. No entanto, torna-se mais fácil de ler na parte sobre o Estado Novo. O livro desfaz alguns mitos com base em fatos, como a culpa pelo atraso não ser do Estado Novo.

É necessário menos corrupção e melhor uso dos fundos europeus, em que os dois pontos estão ligados. Há uma importância enorme da m literacia financeira para que as pessoas compreendam melhor as decisões de investimento. Isso levará a um voto mais informado.

Sugiro que outros leitores não desistam no início do livro, pois pode ser um pouco denso inicialmente. Para mim o final foi mais fácil já que me sinto mais familiarizado com a época do Estado Novo e a época contemporânea em comparação com a época dos descobrimentos.
Profile Image for Joana.
41 reviews2 followers
February 1, 2025
As Causas do Atraso Português, de Nuno Palma, propõe-se a analisar os fatores históricos, económicos e culturais que contribuíram para o atraso de Portugal em relação a outras nações europeias. O autor percorre diversos períodos da história nacional, apontando influências da política, religião e mentalidade coletiva no desenvolvimento do país.

No entanto, o livro tem um tom mais ensaístico do que analítico, com reflexões que, por vezes, carecem de dados concretos ou aprofundamento estatístico. Para quem espera uma abordagem mais factual e estruturada, pode parecer vago e até repetitivo. Em vez de uma análise baseada em números ou comparações rigorosas, o autor foca-se em interpretações e hipóteses, o que pode frustrar leitores que procuram respostas mais objetivas.
3 reviews
July 12, 2024
Este livro devia ser de leitura obrigatória para todo e qualquer português.

De uma forma pragmática e muito bem fundamentada o autor demonstra categoricamente uma visão completamente diferenciada daquilo a que nos habituamos a escutar na escola e a ler nos media sobre as origens de Portugal e algumas das personagens históricas que mais influenciaram o nosso país.

Desconstruindo mitos e fornecendo uma análise sóbria e bastante legítima daquilo que levou Portugal a tornar-se aquilo que é hoje social, economica e politicamente, considero este livro um must-read para qualquer pessoa minimamente interessada em querer discutir sobre o Estado das Coisas em Portugal.

O autor fundamenta a sua análise através de dados e exemplos muito concretos aludindo à chamada Maldição dos Recursos, fazendo menção à falta de um sistema de educação compacto e robusto entre os séculos XVIII e XX (expulsão dos jesuítas, ineficácia do Marquês do Pombal e uma Primeira Republica francamente mal sucedida), refere a inexistência de uma rede de produtividade organizada e bem concreta que sirva os interesses do país, pois menciona a chamada Maldição dos Recursos, na qual é estabelecido um paralelo com o passado.

Compara o ouro do Brasil (aquilo a que o autor designa como Maldição dos Recursos), aos atuais fundos europeus e revela como o nosso país, completamente viciado em ajudas externas, encontra-se envolvido num marasma de estagnação e de impossibilidade de convergência com a Europa, por falta de competência, visão e estratégia a longo prazo, desorganização e elites intelectuais corruptas e desprovidas de interesse no bem comum, que não apostam nos setores que a sociedade mais necessita para se desenvolver e ficar cultural e economicamente mais forte e resiliente e menos dependente do Estado: justiça, saúde e educação.

Demonstra como as instituições públicas pouco funcionam e também que em Portugal reina há muito tempo um cheiro demasiado fétido a anti-liberalismo que não permite o país progredir, não apenas por taxas e impostos demasiado alto e castradores, mas porque impera no coletivo social a ideia totalmente equívoca de que a iniciativa privada é inimiga das pessoas e do desenvolvimento social e económico.

Essa visão deturpada levou a um sentimento generalizado de quê tudo deve cair de mão beijada, ser "grátis" e de que o Estado tem de dar tudo a todos, como se de um pai se tratasse.

Os meus parabéns ao autor por conseguir em somente 280 páginas abordar um tema tão importante e complexo como a História do Passado e Presente de Portugal!!!

Recomendo totalmente esta leitura a todos nós, portugueses, pois devia-nos fazer refletir e atuar sobre o atual Estado da Nação.
Profile Image for Vasco Gomes.
65 reviews
February 6, 2025
Mto interessante a forma como explica e prova que Portugal sempre esteve em paralelo com os outros países europeus até ao séc XVIII e que acaba por ser a descoberta e exploração do ouro do Brasil o factor determinante da posterior decadencia portuguesa.
Simplificando, como a coroa portuguesa nessa altura teve uma fonte de dinheiro enorme, deixou de convocar as cortes (quase durante todo o sex XVIII), coisa que tinha de fazer antes para acordar com o povo, nobreza e clero os impostos. Como deixou nessa altura de necessitar deles, deixou de convocar as cortes, perdendo algo fundamental para o desenvolvimento do país.
Mto interessante tb a comparação feita entre o Brasil e outros países colonizados pelos espanhóis e os Estados Unidos. Estes últimos não sofreram da “maldição dos recursos”, e, portanto, os governadores tinham de governar de acordo com assembleias locais, que foi fundamental para o crescimento político e social dos Estados Unidos e para os seus ideias de fundação no final do séc xVIII.

As causas do atraso português são assim provadas claramente pelo autor com factos, a riqueza provocada pela exploração do ouro do Brasil.

Também é muito interessante a forma como uma figura consensual na história de Portugal, o Marques de Pombal, é, factualmente, um dos piores políticos de sempre. A decisão de ter expulsado os jesuítas é determinante para o aumento do analfabetismo por não ter substituído o ensino feito por estes por nada que se parecesse. Esse facto acaba por ser determinante para a taxa de analfabetismo de Portugal no sex XIX e inícios do séc XX.
Gostei também de ler a sua análise da 1a República e do Estado Novo.
Livro que explica e quebra muitos mitos e que faz uma excelente análise histórica ao nosso atraso
142 reviews
February 6, 2026
Análise da evolução económica de Portugal desde 1500 até aos dias de hoje . Esta análise é essencialmente focada na componente económica mas sempre acompanhando as envolventes histórica e social, com dados muito completos e sempre que possível fazendo a comparação com indicadores semelhantes de outros países da Europa ocidental. A análise e as conclusões, muito bem fundamentadas, são surpreendentes já que destroiem muitos mitos que têm sido criados, principalmente nas últimas décadas: o Marquês de Pombal foi o principal causador do atraso português em termos de ensino/escolaridade, o ouro do Brasil interrompeu a industrialização nascente que estava a ocorrer em simultâneo com a maioria dos outros países europeus, a Monarquia Liberal e a Primeira República falharam totalmente no objectivo de desenvolvimento do país e o Estado Novo trouxe um crescimento económico como nunca aconteceu no passado para além de ter tido um impacto significativo na melhoria da educação (redução do analfabetismo) e no processo de industrialização do país. Neste 1º quartel do sec. XXI temos divergido da Europa (como é público e notório) e as principais causas, na opinião do autor, são apontadas, entre elas os fundos europeus que são tão incensados (“Já posso ir ao banco?”). Infelizmente a nota final é pessimista, já que não há qualquer vontade reformista tanto na classe dirigente como na população, esta está cada vez mais envelhecida, os jovens e melhores recursos emigram e a UE continua a despejar esmolas sobre o problema, não se apercebendo que contribui para esta situação.

Avaliação: 9 / 10
5 reviews
March 29, 2026
As causas do atraso Português, Nuno Palma
Fev 2026

Livro que desafia o preconceito.
Mais grave, desafia e contraria os manuais de história: a glória dos descobrimentos, a figura de Marquês de Pombal, entre outros ainda não formulados.

Traz luzes sobre: poder monárquico que pode ser rebalanceado pelas cortes, o poder nefasto de injeção de capital sem progresso (ouro do Brasil, fundos UE), a relevância da cultura no progresso económico e social ou desalinhamento (1ª República), o medo em que os governantes/elites se refugiam para anestesiar um país (pós 25abril).

Ajuda à exaltação democrática: a esquerda democrática precisa de uma direita democrática forte (olhar o trabalho de Francisco Lucas Pires).

Nota de esperança: Apesar de o livro reconhecer problemas estruturais e divergência face ao desenvimento dos países da UE, a descentralização do poder e da informação pode dar à sociedade civil e empresas um novo olhar. Nuno Palma é um agitador democrático!
21 reviews
April 5, 2024
Portuguese economy history, must read for better understanding. Wish the author could have lived the former political regime, to better understand the damage done with censorship and repression... for that, Portugal still is like a small rural country, at least in many people mindset!
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Sónia Ferreira.
5 reviews
August 19, 2024
Uma viagem muito interessante às origens históricas do atraso económico de Portugal, fundamentada com uma vasta literatura nacional e internacional e contrastada com outros países da Europa. O autor fez um excelente trabalho ao criar um livro para a generalidade dos leitores, incluindo leigos em matérias de economia como eu.
Profile Image for Jose Antonio.
8 reviews4 followers
February 3, 2025
Excelente documento sobre a nossa história e muito recomendável para quem procura melhores estratégias para sairmos fora deste fado tuga.
Profile Image for Sofia Coelho.
1 review2 followers
February 9, 2025
Um livro importante para rever alguma da nossa história e ideias tidas como verdades absolutas, mas sobretudo para fazer reflectir sobre o presente e o futuro do país.
Profile Image for João Gonçalves.
2 reviews
August 3, 2025
Bom livro no qual é avaliada a história de Portugal tendo por base números. Um must para entender a história económica Portuguesa.
Profile Image for Francisco Marques.
3 reviews
June 28, 2024
De leitura obrigatória. Excelente trabalho e investigação de Nuno Palma, ainda que com alguns pareceres subjetivos que sempre assumiu ao longo do livro.
Profile Image for Filipa  Allen Lima.
4 reviews
February 21, 2025
A única coisa negativa é que o autor se repete muitas vezes. Não obstante, é um livro que deveria ser obrigatório por desmentir muito do que ouvimos. Quando os números falam não há argumentos contra.
Profile Image for Luis Charreu.
22 reviews
August 2, 2025
Adorei o livro. Uma viagem pela história económica de Portugal ,sempre suportada por dados objectivos e que desmistifica muitas ideias pre concebidas.
Nao fazia ideia do desastre que foi a governação do Marquês de Pombal e achei curiosa a questao da maldição dourada, que entretanto teve réplica recente.
Aconselho a todos os que tenham paixão por história e curiosidade sobre os temas da economia, mas o capitulo sobre o pós 25 de abril é leitura obrigatória para todos.
This entire review has been hidden because of spoilers.
4 reviews
February 26, 2026
eu gostei tirei bué informação que não sabia acerca de Portugal. desmistifica imenso coisas que aprendemos sobre a grandiosidade dos descobrimentos e da era pombalina o que não foi tão bom como nos foi ensinado. acho que na parte mais moderna, segunda metade do século XX, o autor começa a criticar mais com um cariz pessoal e visão ideológica, e não muito com factos e dados históricos, o que não é o que eu procurava
Displaying 1 - 30 of 147 reviews