Esta HQ deve ser lida não apenas como uma biografia intelectual e política de Fanon, mas também como uma introdução original ao seu pensamento, mais atual, mais necessário e mais decisivo do que nunca.
Essa HQ eu encontrei sem querer na Amazon, em um dia que estava comprando outros livros, quando de repente ela apareceu na minha frente. Nem pensei duas vezes. O preço estava bom! Oportunidade de conhecer mais Frantz Fanon, médico psiquiatra militante pela descolonização e independência da Argélia. A história é sobre um encontro entre Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Claude Lanzmann e Frantz Fanon em Roma em agosto de 1961. Na ocasião, Fanon contou sobre como escolheu a psiquiatria, como se tornou militante e a base para seu pensamento para a doença do colonialismo.
É uma história bem longa e bem parada. Recomendo a quem quer conhecer um pouco sobre Fanon. Acredito que da metade para o final a história fique bem mais interessante. Pode não ser uma super publicação, mas tem seu charme para um determinado nicho.
Esta HQ é uma revisão da história de Frantz Fanon. Queria saber mais dele antes de ler, me perdi algumas vezes. Acho que é um quadrinho que saúda os conhecimentos de quem estuda esse período político mais de perto. Talvez seja interessante para guiar estudos? Ou pelo menos para articular camadas das lutas de Fanon.
A quadrinização é interessante e tem temperatura, poluição, vertigem no traço. Achei que o volume grande com capa dura deu a forma ideal para a história: um documento que precisa durar, que será consultado, uma leitura para gerações.
Quero uma cópia na estante. Idealmente um dia encaro um curso sobre Fanon e releio essa HQ. Li a cópia da Biblioteca do Parque Villa Lobos.
Tive curiosidade em conhecer mais sobre o Fanon depois de ter visto um filme sobre ele e ficar maravilhada. Confesso que a HQ me desapontou um pouco por ter um ritmo mais truncado com bastante informação e notas explicativas. É importante, mas não deixa a leitura muito fluida. Apesar disso, gostei muito da arte, das cores usadas e de poder observar em alguns momentos os pensamentos do Sartre e da Simone de Beauvouir sobre os posicionamentos rígidos e revolucionários do Fanon.