No interior da caatinga nordestina, Mirto cresceu presenciando a violência e o sofrimento. Da vida. Do mundo. De seu pai, Germão, para com ele e sua mãe, Dona Hermina, mulher que é puro amor e submissão.
A realidade desta família é transformada quando em uma trágica e fatídica noite, a pouca inocência infantil que ainda lhe restava é tirada de Mirto na forma da morte do pai agressor. Separados pela crueldade do destino, da culpa, do remorso e da vergonha, mãe e filho anseiam não só por um reencontro, mas principalmente por um perdão que pode libertá-los.
Em sua obra de estreia, O cozer das pedras, o roer dos ossos, Patrick Torres, enquanto nordestino, resgata a literatura brasileira regionalista que tanto o inspira e encanta.
QUE ESCRITA!!! fiquei mt feliz d ter pego essa livro pra ler por agora!
ao longo d boa parte da leitura, eu só conseguia me sentir extasiado com a escrita do Patrick -- senti um quê mágico do Gabo e uns neologismos meio Conceição Evaristo --, mas confesso q, por volta d uns 60%, comecei a me questionar um pouco à respeito do ritmo da história. alguma coisa ali me parecia um pouco desconexa. acontece que, mais pro fim da história, qnd o ~poder transformador das palavras~ começa a aparecer na história, esse livro me ganhou completamente e as (poucas) reclamações que eu tinha sobre ele simplesmente deixaram de importar
apaixonado pelo tanto q esse livro é sensível ao mesmo tempo que é brutal. sobre perdão, família e sonhos. porra, tem uma cena ali no final da parte 2 que foi um gatilho do caralho pra mim, o que, surpreendentemente, só provou o valor dessa história pra mim. amei d+ e já quero ler outras coisas do patrick!!!!
Os vizinhos pisavam na terra em fila desorganizada, atrás do morto encaixotado que guiava a procissão, carregado em outras mãos. Esta terra seria, para a cabeça de ..., derradeiro chapéu, e para o corpo, a última roupa.
Acho que o autor acabou exagerando no embelezamento do texto e isso tirou muito da história. Pra mim foi como se as palavras fossem escolhidas não pelo que elas agregariam, mas pela beleza delas. Isso tornou cansativo pra mim. Algumas coisas na história em si também tornaram essa leitura que era pra ser tão curta, em uma demora pra conseguir terminar. Achei que ao fim voltaríamos pro início, já que o primeiro capítulo é no futuro, mas simplesmente desconectado. Não dá pra saber se foi 1 dia, 1 ano ou 1 década depois do fim do capítulo nem como aconteceu. E a carta também foi uma decepção, até então seria 4 estrelas, mas o final foi nhe pra mim.
esse livro é muitas coisas: uma história sobre mãe e filho que vivem em um ambiente pobre e em um contexto violento; uma carta de amor às palavras; uma homenagem ao sertão nordestino; e um belo aceno à literatura nordestina e latinoamericana.
patrick domina o texto de um jeito surreal nesse livro. não sei se eu teria notado caso não tivesse escutado o audiolivro, e que bom que escutei! o vocabulário é riquíssimo, a cadência das palavras cria ritmo e dá vida à história. fiquei maravilhado o tempo inteiro. recomendo.
Extremamente repetitivo e raso. Não diz a que veio. Os personagens são todos uma coisa só, sem personalidade ou profundidade: o que matou o pai, a católica, a viúva, a prostituta. Se eu ganhasse 1,00 para cada vez que a palavra PARRICIDA aparece nessa história, eu estaria milionária.
comecei o "cozer das pedras, o roer dos ossos" com animação, porque ele começa realmente de uma forma no mínimo instigante. sinto que o patrick torres fez um ótimo trabalho em colocar o envelhecimento nos personagens e como esse "crescer" ia moldando a forma de pensar. você realmente conseguia se sentir uma criança vendo o que o mirto via. depois do grande evento do livro, sinto que as coisas desandaram. capítulos seguidos que falavam as mesmas coisas, uma escrita diferenciada que surgiu no meio do livro e foi saindo de uso aos poucos, alguns vícios de linguagem... esses altos e baixos na escrita me fizeram ir me desconectando do livro e quando cheguei ao final não consegui efetivamente participar da leitura.
tirando isso, esse livro tem um dos melhores capítulos de livro que já li, o pajé-dourado. leitura linda! quem me dera se o resto do livro seguisse a excelência desse capítulo. gostei da leitura, não me arrependo de ter lido, mas esperava mais, já que ele começa tão bom! nota 2,5/5.
Acho que nunca vou conseguir expressar o quanto esse livro me marcou e como mudou a minha perspectiva de vida, um dos livros nacionais mais lindos do mundo e de uma inteligência sem fim. recomendo grandemente e espero que o autor escreva mais obras primas assim
O cozer das pedras, o roer dos ossos chama bastante atenção por ter um título tão autêntico e instigante assim como ter uma obra de arte incrível como sua capa.
No entanto, é no enredo e na trama de Patrick Torres que encontramos a mais rica beleza que compõe esse livro. Através de uma narrativa linda e tocante, somos apresentados à uma história tocante que se faz viva.
A escrita é muito boa e envolve o leitor ao narrar com maestria a vivência dos personagens da história. O final é incrível e amarra todo o livro com uma sensibilidade e suavidade que emociona bastante.
tava super empolgada pra ler esse e não me arrependo da leitura, mas definitivamente não é o que eu esperava. o autor escolheu embelezar tanto a escrita ao ponto de parecer que ele está jogando as palavras lá apenas por achar bonito ou coisa parecida, mas elas não fazem sentido e me afastaram da historia. os primeiros capítulos são muito bons, ate o grande momento da primeira parte do livro eu estava completamente rendida, mas depois disso o livro se perde em uma repetição sem fim e em um jogo desnecessário de palavras.
o que o patrick torres fez na escrita desse livro é apenas absurdo, nunca tinha visto personagens serem tão bem construídos e tão tridimensionais em apenas 190 páginas - e de maneira alguma a leitura fica cansativa ou arrastada, eu DEVOREI o livro!
a literatura brasileira contemporânea sempre me deixa sem palavras (e da melhor forma possível)
" O cozer das pedras, o roer do ossos" de Patrik Torres, é um livro sobre amor, sobre despedidas e reencontros, mesmo que achamos que seja tarde demais…
Nesse livro acompanhamos a história, ambientada na caatinga nordestina, de Mirto e sua mãe Dona Hermina, duas vítimas que foram submetidas ao abuso psicológico e físico diário de um pai/marido perdido nas bebidas.
Em uma noite, Hermina preocupada com a demora de Germão no bar, pede para Mirto ir atrás do pai e trazê-lo para casa. Mas mal sabiam eles que essa decisão marcaria suas vidas para sempre…
Eu particularmente gostei muito de como Patrick conseguiu me transportar para o vilarejo, e como todos, desde o cachorro do coveiro até o povoado da cidadezinha, possuem voz na história, tornando tudo ainda mais realista e nos fazendo criar laços com os mesmos.
existe um agonizante começo até que se chega no apice, depois do apice há um agonizante e esperançoso pouso. A 2ª metade, depois do apice, me deixou com a impressão que faltou algo, talvez mais pontos de vista do Mirto, mas mesmo com isso, gostei muito do livro, prosa muito bela, poética e sensível, personagens que na minha imaginação tinham face, cheiro e sotaque. Recomendo!
Positivamente surpreendida, esperava um rumo diferente para a história apresentada no livro. De escrita impecável, referências bem pontuadas e cadência gostosa, o escritor me pegou pela mão enquanto eu via a vida de Dona Hermina, Mirto e Germão se cruzando, deixando de se encontrar, e se reencontrando no desencontro.
Eu amei! Tô aqui chorando emocionada com o final Obrigada Pat por compartilhar essa história com a gente, parabéns por esse livro incrível que promete muito sucesso
Escrita belíssima, mas senti que a estória perde um pouco o gás no último terço do livro. Porém, como o livro é curtinho e traz uma história de "Brasil", eu adorei lê-lo :)
É excelente a oportunidade de poder ter contato com a escrita de um amigo, ainda mais no livro físico. Nessa escrita, o Patrick conseguiu demonstrar muito do que passa na psique de um menino-homem que cresce num mundo restrito, seco, espinhoso e cheio de dor. Desde o primeiro capítulo já é possível constatar as influências dos seus autores preferidos na sua escrita. É bonito como ao longo do livro ele mescla narrativa com fluxo de consciência e as descrições do cerrado e da caatinga, que compõe o cenário do livro, do protagonista e do escritor. O desfecho de Germão foi a materialização de um desejo que raramente encontramos nas obras. Senti falta do conteúdo da carta de Hermina. Tirando alguns vícios de escrita, dá pra ver que há potencial em sua articulação e criatividade.
que repetitivo!!!! talvez minha decepção diminua com o tempo, mas agora posso dizer que foi uma leitura bem frustrante. se tirar todo o enfeite desnecessário das palavras não sobra história, o que me faz achar que elas estão lá justamente pra disfarçar o quanto tudo é tão raso e não iremos conhecer a verdade de ninguém. tantas frases longas sem motivo tornaram a experiência muito cansativa, entediante e me afastou totalmente da história - que tem várias oportunidades de andar pra frente e não o faz por escolha.
Enrolei pra terminar esse livro e me enrolei na história. Acho que isso é uma reflexo da minha vida meio enrolada. É que tem enredos que a gente não quer que tenha um fim, como certas histórias que eu vivo na vida real. Queria eu que, no mundo real, eu pudesse enrolar e adiar o fim de algo. “O cozer das pedras, o roer dos ossos” me passou a sensação da continuidade da vida mesmo após fins trágicos, é como se não findasse aquela pedra que a gente coze, tampouco o osso que a gente roe.
“Perdeu o medo quando se deu conta disso. Ninguém dele esperaria qualquer coisa, nem o bem nem o mal, nem a cor nem o cheiro, nem a voz nem a escuta. Nada! Sequer a existência seria ali exigida. Libertou-se de muitas amarras a partir de tal conclusão…”
belo, delicado e catártico. quando as paisagens e personagens descritos por Patrick são caminhos que por muitas vezes percorri e pessoas que conheci, é quase impossível não se emocionar. para além disso, a morte é retratada, em todas as vezes, de forma tão delicada e bela que é de tirar o fôlego.
talented, brilliant, incredible, amazing, show stopping, spectacular, never the same, totally unique, completely not ever been done before, unafraid to reference or not reference.
A escrita de Patrick me fez mergulhar na sequidão de uma história amarga, mas inebriante. O estilo da escrita que remete, com sucesso, prosas criadas por grandes referências nordestinas e tenho certeza que se inscreve como uma grande obra da literatura brasileira regionalista contemporânea, como Patrick se propõe.
Quando eu cheguei nas últimas páginas do livro, entendi porque minha amiga me presenteou esse livro citando a semelhança com Tudo é Rio como mote principal. E isso é um baita elogio.
No cerne desse livro, tem um entendimento bem único e sincero das dores e da beleza que existe na literatura regionalista brasileira. Apesar de algumas marcas desse "gênero" estarem bem presentes aqui, acho que são trabalhadas de forma bem eficiente. O que eu acho que me impediu de amar esse livro foi ver o tempo todo o potencial de uma história mais profunda e mais desenvolvida sobre esses personagens, essa vila... No fim, tem trecho de "pisca e vc perde" sobre o protagonista ter virado uma lenda local e acho que isso também poderia ter deixado o livro muito mais rico, assim como um aprofundamento nas muitas relações que a gente só vê de relance (Mirto-Genilda, Mirto-Francisco, Mãe do Mirto-Amigo (esqueci o nome)) e por aí vai...
Também acho que às vezes a prosa floreada deixava a narrativa mais confusa do que rica. Não foi sempre, mas há casos aqui ao longo do livro em que menos poderia ter sido mais.
“E, ainda assim, pouco esperançosa, Dona Hermina recusou-se a partir sem deixar sobre terra um último sinal para o filho amado, o herói de sua vida, que lhe trouxe o andar da desgraça, o abandono obscuro, mas que também lhe deu a liberdade de sentir-se viva para si.”
Inicialmente a escrita me cativou e me imaginei apreciando cada vez mais o lirismo e a sensibilidade do autor. Porém, infelizmente, o efeito foi o contrário. O constante embelezamento do texto de forma desnecessária me cansou demais, parecia que as coisas mais simples eram escritas de maneira complexa e redundante, sem motivo algum. Às vezes simples pode ser só isso, simples.
Fora que, o autor perdeu uma oportunidade de finalizar o romance com a carta de Dona Hermina. Passamos boa parte do livro com expectativas do que a mãe, com poucas palavras, expressaria ao filho e acabamos com um vazio.
No geral, não é um livro ruim e acredito que pode agradar vários que consigam se engajar constantemente em um linguajar mais denso, o que não é o meu caso.