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Verses on Death
A bilingual set of 50 short, clear, stark but bracing verse meditations on death. Helinand was a French aristocrat and troubador, who abandoned the courtly life to become a Cistercian monk. These poems were written in the late 1190s. Texts in the original French are presented on the left, the English on the facing right pages. Good introductory essays are included, along with short explications of each poem.
152 pages, Hardcover
First published January 1, 1197
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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
July 3, 2023
A MORTE A TODOS NIVELA
Estes versos do monge Hélinand de Froidmont foram escritos entre 1194 e 1197, e têm como protagonista a morte. O tom do autor varia em alguns pontos do texto e há um momento em que ele parece se indignar com a ideia de que Deus pudesse não existir – na sua visão, tudo então seria permitido, e “entre o ser humano e o porco/ não há diferença” –, mas o principal do seu sentimento é tratar a morte como uma figura que tem ânsia pelos ricos. Ela é, portanto, uma justiceira de classe.
Os versos têm o encanto do imaginário medieval e prestariam muito bem como livro de cabeceira. A edição apresenta ilustrações da morte de diversas épocas (geralmente ela é um esqueleto sorridente) e tem uma pequena apresentação de Heitor Megale. Seguem pequenos trechos:
***
Excelente leitura dessa um tanto subestimada Idade Média.
Estes versos do monge Hélinand de Froidmont foram escritos entre 1194 e 1197, e têm como protagonista a morte. O tom do autor varia em alguns pontos do texto e há um momento em que ele parece se indignar com a ideia de que Deus pudesse não existir – na sua visão, tudo então seria permitido, e “entre o ser humano e o porco/ não há diferença” –, mas o principal do seu sentimento é tratar a morte como uma figura que tem ânsia pelos ricos. Ela é, portanto, uma justiceira de classe.
Os versos têm o encanto do imaginário medieval e prestariam muito bem como livro de cabeceira. A edição apresenta ilustrações da morte de diversas épocas (geralmente ela é um esqueleto sorridente) e tem uma pequena apresentação de Heitor Megale. Seguem pequenos trechos:
Morte, tu me obrigas a mudar
Nesta estufa em que meu corpo sua
Todos os excessos do século.
*
É louca maneira de apostar
Não temer a Deus a não ser que Ele ameace.
*
Morte, tu que proíbes economizar
O dinheiro que se deve empregar.
*
Os longos prazos tu os reduziste,
Tu és astuta; que estejam desconfiados.
Surpreendes o dorminhoco em seu leito,
Ao rico tomas o deduzido
E reduzes a beleza a nada.
*
Tomar emprestado à alma é pouco prudente,
Ela não tem nada para penhorar,
Pois está nua no último dia.
*
E mostra que tudo é nada:
O que a voracidade toma,
O que a gula lambe.
[…]
Para a morte, tudo é igual: a manjedoura
E o celeiro, salmão e molusco;
Aos prazeres ela diz: “Vento”.
*
A morte libera o escravo,
A morte submete rei e papa
E paga a cada um seu salário.
***
Excelente leitura dessa um tanto subestimada Idade Média.
August 23, 2022
★★★★★★★★✩✩
8/10 Muito bom
8/10 Muito bom
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