Há pouco menos de um ano, eu terminei o meu Doutorado onde estudei o Caio Fernando Abreu. E estou gostando de enxergar a genealogia literária que ele deixou impressa na Cris, para muito além das epígrafes. Comprei esse livro de uma maneira completamente aleatória, em dias de angústias passadas que precisavam de respostas presentes, e quase sempre trato de buscá-las na arte, em Deus, no vinho, nas verdades que podem doer um pouquinho. Deixei-o descansando na estante. Hoje, depois de uma semana excessivamente quente, longa e cansada, agarrei-o como companhia. E acho que fiz bem. Agora, terminada a leitura, faço o que não tenho por hábito fazer, derramar adjetivos sobre as palavras ilustradas sem muito me explicar: Lindo, sensível, importante. Saber se enxergar é muito bonito.