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PROSAS SEGUIDAS DE ODES MÍNIMAS

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Edição de bolso de uma das obras mais marcantes do poeta, tradutor e ensaísta José Paulo Paes. Marcado pela lucidez, pela ironia, pela concisão verbal e pela aversão ao sentimentalismo, este volume — publicado originalmente em 1992 — percorre os principais temas que compõem a obra de José Paulo Paes, um dos principais nomes da literatura brasileira do século XX. Entre outros motes, os poemas abordam o amor, a força da memória, a proximidade da morte e a crítica política — com alguma descrença, mas também com intenso lirismo e uma boa dose de experimentação formal. Nas palavras do escritor Marcelo Coelho, “o autor faz uma poesia que, sem ser confessional, é íntima, cheia de lembranças e experiências biográficas. Fala de seus pais, de amigos mortos, da perna que teve de amputar, mas não cede nunca às tentações da autopiedade e do desespero”. * Leitura obrigatória do vestibular da UNICAMP.

Paperback

First published October 23, 1992

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About the author

José Paulo Paes

92 books10 followers
José Paulo Paes foi um poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta brasileiro.
Tendo estudado química industrial na cidade de Curitiba (entre 1945 e 1948), durante muitos anos José Paulo trabalhou em laboratório farmacêutico. Todavia, paralelo a essa profissão jamais deixou de lado a literatura, cujo interesse foi lhe passado pelo avô que era livreiro, sendo que ainda nos tempos de aluno em Curitiba, já colaborava com a revista Joaquim, dirigida por Dalton Trevisan. Dessa temporada paranaense nasce seu livro de estreia, O aluno, de 1947, fortemente influenciado pela poesia de Carlos Drummond de Andrade, o qual o respondeu com o conselho de evitar a imitação de vozes alheias.
Em 1949, transfere-se para São Paulo, quando passa a colaborar com os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Tempo, Jornal de Notícias e Revista Brasiliense, aproximando-se de escritores modernistas como Graciliano Ramos, Jorge Amado e Oswald de Andrade. Conhece também Dora, sua mulher por toda a vida a quem dedicou Cúmplices, de 1951, seu segundo livro. Por falta de um estudo melhor, sua obra foi comparada às dos poetas da Geração de 45, tendo inclusive participado de uma antologia na companhia de Haroldo de Campos e Décio Pignatari, quando eram chamados de “Novíssimos”, ou seja antes da eclosão da poesia concreta, à qual Zé Paulo soube com inteligência absorver, cujos resultados apareceram em seu livro Anatomias de 1967, apresentado justamente por Augusto de Campos. Mais que poesia concreta seu livro aproveitava um ritmo mais oswaldiano, como nos poemas “L'affaire Sardinha” (que fora publicado em 1962 na antologia Violão de Rua, da UNE) e o conhecido “Epitáfio para um Banqueiro”
Por volta de 1963, Zé Paulo dá início a um trabalho editorial intenso à frente da Editora Cultrix, abandonando o trabalho como químico, dedicando-se a partir de então integralmente à literatura. Na companhia de Massaud Moisés foi organizador do Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira, publicado pela Editora Cultriz em 1967.
Em 1981,José Paulo aposenta-se como editor, dando início a um dos mais competentes trabalhos de tradução entre os escritores brasileiros, verteu para o português autores de diversas línguas, como Charles Dickens, Joseph Conrad, Pietro Aretino, Konstantínos Kaváfis, Laurence Sterne, W. H. Auden, William Carlos Williams, J.K. Huysmans, Paul Éluard, Hölderlin, Paladas de Alexandria, Edward Lear, Rilke, Seféris, Lewis Carroll, Ovídio, Níkos Kazantzákis, entre outros tantos. Seu reconhecimento na matéria resultou em sua nomeação como Diretor da oficina de tradução de poesia no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Em 1986 vem a público o livro Um por todos, reunião de seu trabalho até então, apresentado pelo crítico Alfredo Bosi. Vem ainda da década de 1980 seu interesse pela poesia infantil, com a qual alcançou grande êxito entre as crianças.
Em 1989, Zé Paulo lança pela coleção Claro Enigma, organizada por Augusto Massi, o livro "A poesia está morta mas eu juro que não fui eu", título extraído do poema "Acima de qualquer suspeita".
Na década de 1990 dá sequência ao seu trabalho, lançando diversos livros de ensaios, poemas infantis, traduções e poesia, sendo um dos mais bem recebidos "Prosas seguidas de odes mínimas", livro no qual reflete um momento difícil de sua vida, quando tem uma perna amputada, como pode-se ler no poema "Ode à minha perna esquerda":
Ao falecer em 1998, deixou inédito o livro "Socráticas" que veio a público em 2001.

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Community Reviews

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12 (6%)
1 star
4 (2%)
Displaying 1 - 21 of 21 reviews
Profile Image for Carla Parreira .
2,624 reviews7 followers
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October 8, 2026
Dividida em duas seções fundamentais — "Prosas" e "Odes mínimas", a obra se constrói a partir da mescla entre gêneros e da desconstrução de estruturas rígidas. Logo na abertura, ao dedicar a primeira parte à memória de Fernando Góis, o autor indica a dissolução das fronteiras entre prosa e verso, apresentando narrativas curtas e crônicas que assumem um caráter profundamente poético.
A seção inicial, composta por vinte textos, caracteriza-se pela recuperação memorialística da infância e da juventude. Contudo, essa evocação do passado ocorre sem saudosismo exacerbado, mantendo um tom sóbrio e contido. O percurso tem início de forma paradoxal em Escolha de túmulo, onde a voz lírica recusa a frieza dos jazigos de mármore e busca a serenidade da natureza, encarando a finitude física como o princípio da imortalidade artística. Em seguida, Cântico do adolescente aborda as metamorfoses corporais, incertezas e crises de identidade próprias da transição para a vida adulta, enquanto Noturno expressa a inquietude e o desejo do jovem de romper com a limitação de seus ambientes para explorar o horizonte externo. Em Canção do exílio, elabora-se uma releitura desmitificada da tradição romântica, desprovida da nostalgia clássica da partida.
A figura familiar ganha centralidade em Retrato, focado na imagem austera e distante do pai, e em outro Retrato, voltado para a figura materna contida e cheia de sonhos represados pela rotina doméstica. O resgate dos laços afetivos e comunitários prossegue em J.V., homenagem ao avô português e livreiro, em Dona Zizinha, recordação das superstições, histórias de assombração e da posterior solidão da avó, e em História de um empregado, registro das humilhações diárias sofridas por um funcionário da livraria. O olhar atento aos marginalizados manifesta-se em Os loucos, enquanto A casa trata da urgência em desfazer-se de um imóvel da família impregnado de memórias dos mortos. O amadurecimento e as passagens existenciais aparecem no Texto introdutório, focado nas descobertas do desejo e da sexualidade, e em Balanço, que adota a forma de balancete contábil para examinar temas como esperança, incerteza, amor e morte. A dor da perda manifesta-se em Acalanto para Glória, tributo delicado à filha natimorta. As interlocuções literárias e filosóficas encerram essa parte: Prosa para Miramar homenageia o legado modernista de Oswald de Andrade; O reencontro narra uma aproximação onírica com Osman Lins; Balada das Belas Artes relembra as reuniões intelectuais em um café curitibano; Mundo Novo dialoga com o mito da Arca de Noé para ponderar sobre a permanência das imperfeições humanas; Fim da história reflete sobre a estagnação ideológica contemporânea e a defesa da imaginação quixotesca; e Ceia encerra a seção com uma reflexão metalinguística sobre o ato poético de oferecer a própria intimidade ao leitor.
A segunda parte, composta por treze poemas marcados por inspiração concreta e rigor formal, debruça-se sobre objetos simples, o cotidiano e as limitações do corpo. O título subverte a tradição da ode grega de exaltação, utilizando a ironia para lidar com o ordinário. Em À minha perna esquerda, aborda-se o impacto e a dor do processo de amputação por meio de um tom confessional e levemente bem-humorado, seguido por À bengala, que celebra o objeto garantidor de apoio e equilíbrio físico. Em Às lentes, questiona-se a mediação da visão pelos óculos, capazes de aproximar mas também de distorcer a realidade. Em À tinta de escrever, contrasta-se a busca pela permanência da criação poética com a efemeridade das obrigações banais da vida moderna. A busca pelo equilíbrio comportamental sobressai em Ao compromisso, enquanto À garrafa emprega a forma do recipiente para refletir sobre a tensão entre a contenção formal e o extravasamento do conteúdo na criação literária. A crítica social surge em À televisão e em Ao shopping center, satirizando a passividade do espectador diante das telas e o consumismo desmedido. Por fim, Ao fósforo cria uma alegoria entre a chama e a faísca da inspiração; À impropriedade desconstrói estereótipos da identidade cultural brasileira; Ao espelho examina a natureza ilusória das aparências e a construção da identidade pela imagem do outro; Ao alfinete exalta o trabalho modesto, silencioso e desvalorizado na sociedade; e Ao recém-nascido encerra a obra celebrando com ternura o nascimento e o recomeço do ciclo existencial.
Profile Image for João.
240 reviews56 followers
July 30, 2024
poemas para pessoas que não conseguem superar nada
Profile Image for anoca.
23 reviews
August 11, 2026
três estrelas e meia! sinto que esse livro merece um pouco mais de amor. me divertiu e me emocionou um bocado! acho que se eu fosse um pouquinho mais nostálgica morreria, então está ótimo! tem umas poesias lindíssimas e outras ok então acabou equilibrando.
Profile Image for mari booksss.
31 reviews
February 21, 2026
Livro rápido de ler, mas se você quiser entender profundamente e fazer uma análise mais avançada, precisa-se dedicar mais tempo.
Li essa obra por conta da Unicamp, e com certeza se não fosse por ela eu não chegaria perto desse livro - simplesmente porque não gosto de poemas. Mas eu estaria perdendo uma experiência transformadora de ponto de vista. Tentar entender o significado por trás de cada palavra é algo bem legal de se fazer. Desvendar o sentido da escrita do autor é divertido, e uma boa forma de passar o tempo.
Recomendo a leitura para quem gosta de poemas e de refletir sobre as coisas mundanas.
Profile Image for Tomie.
16 reviews1 follower
October 11, 2026
Que força macabra misturou pedaços de criança e homem para me criar?

Onde os filhos não vão um dia estudar fora e acabam se casando e esquecem de escrever

A esperança: flor seca mas (acaso ou precaução?) guardada entre as páginas de um livro

Como estás vendo, não valeu a pena tganto esforço: a urgência na construção da Arca, o rigor na escolha dos sobreviventes


Favoritos das "Prosas": Noturno, Outro Retrato, A casa (minha prosa favorita!), Balancete, Balada do Belas-Artes, Mundo novo

A melhor parte desse livro são as "Odes Mínimas". Todas as odes eu meio que, assim... amei. À minha perna esquerda, ao compromisso, à televisão, ao shopping... Ao fósforo é simplesmente GENIAL, de longe a melhor ode desse livro. E claro, ao recém nascido é o PERFEITO closer temático para todos os questionamentos abertos no livro: começando com a escolha de túmulos para acabar com a celebração da vida. Eu fiquei impressionada em classe quando soube da subversão das odes serem direcionadas aos objetos do cotidiano ao invés de exaltar pessoas importantes ou grandes sentimentos, mas ler isso é ainda MELHOR. Talvez a nota até aumente quando eu inevitavelmente reler esse livro.
Profile Image for Camila Rojas.
42 reviews
July 8, 2026
Dos livros de poesias mais lindos q já li. Sou fã do gênero mas admito q me surpreendi com estes poemas, comecei porque é obra da unicamp e terminei porque o autor me tocou. Poemas como: À impropriedade, canção de exílio e loucos, me trazem um encontro interno com aquilo q não tinha antes palavras para descrever.Aplaudo a escolha do vestibular, um poeta interiorano paulista nunca fez tanto sentido como agora. Aqui deixo um dos meus favoritos:
“Ao fósforo”

Primeira cabeça
o corpo depois
se inflamam e acendem
o forno
do pão
a luz
na escuridão
a pira
da paixão
a bomba
da revolução.
Sim, mas vamos à coisas concretas
você fala de fósforos
ou de poetas?
32 reviews
June 14, 2026
Bom, foi uma daqueles livros super rápidos de leitura. Não particularmente fui tocado pelo autor ou a sua escrita, ainda que reconheça o lirismo de suas construções poéticas. Apesar disso, foi um bom passa-tempo.

"Sabias e não disseste nada a nós, teus tripulantes, que ora vês lavrando com as mesmas enxadas de Caim e Abel a terra mal enxuta do dilúvio. Aliás, se nos dissesses, nós não te acreditaríamos."
Profile Image for Vani Vidotto.
12 reviews
September 7, 2026
Honestly, I’m indifferent about it. I don’t think I’m a poetry lover, and this book was entirely made up of poems, without a constant narrative or even a single type of poetry, so I’m not really sure how to feel about it.
There were some really good poems throughout, and some definitely stood out to me. But overall, I felt a little indifferent toward the collection. Nothing was necessarily wrong with it, though—it just didn’t fully connect with me.
Profile Image for maria.
5 reviews
October 1, 2024
“Aos óculos
Só fingem que põemo mundo ao alcancedos meus olhos míopes.
Na verdade me exilamdele com filtrar-lhea menor imagem.
Já não vejo as coisascomo são: vejo-as como eles queremque as veja.
Logo, são eles que veem,não eu que, mesmo cônsciodo logro, lhes sou grato
por anteciparem em mimo Édipo curiosode suas próprias trevas.”
Profile Image for Bruna.
85 reviews2 followers
October 10, 2024
um dia segui viagem
sem olhar sobre o meu ombro.

não vi terras de passagem
não vi glórias nem escombros.

guardei no fundo da mala
um raminho de alecrim.

apaguei a luz da sala
que ainda brilhava por mim.

fechei a porta da rua
a chave joguei ao mar.

andei tanto nesta rua
que já não sei mais voltar.
Profile Image for Laura.
71 reviews
July 19, 2024
livro bem bacana, li pela unicamp e achei que foi um bom proveito do tempo de recesso
ainda meio em dúvida sobre o que odes são mas excelente
Profile Image for cahwju.
13 reviews
December 27, 2024
Pouquíssimas foram as vezes em que a adolescência, com sua beleza e confusão foram retratadas tão bem como em alguns poemas daqui
Profile Image for let viali.
30 reviews
February 1, 2025
🧩 Estrutura da obra:
• Dividida em duas partes principais:
1. “Prosas”
2. “Odes Mínimas”

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✍️ Parte 1 – “Prosas”
• Apesar do título, são poemas com tom narrativo e reflexivo, próximos da prosa poética.
• José Paulo Paes chamava de “prosas” porque não se considerava poeta tradicional.
• Temas principais:
• Passagem do tempo e efemeridade da vida.
• Crítica social e moral.
• Relações familiares e existência humana.
• Memória e ironia da vida.
• Estrutura temática:
• Cada poema apresenta um personagem de uma família, criando um retrato simbólico da sociedade.
• Tons predominantes:
• Ironia, melancolia e reflexão filosófica.
• Observação crítica do cotidiano.

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🌿 Parte 2 – “Odes Mínimas”
• Reinterpretação das odes clássicas (tradicionalmente grandiosas).
• Paes cria “odes mínimas”: curtas, simples e dedicadas a coisas do cotidiano.
• Temas e características:
• Valorização do banal e do simples.
• Poesia nas pequenas coisas do dia a dia.
• Humor e ironia.
• Reflexão sobre o próprio ato de escrever poesia (metapoesia).
• Influência do minimalismo modernista e de Oswald de Andrade.
• Função das odes: transformar o trivial em poético e provocar reflexão com brevidade.

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💡 Características gerais da obra:
• Linguagem concisa e direta, com poucas palavras e muito significado.
• Ironia e acidez – aproximação com Carlos Drummond de Andrade.
• Poesia crítica e acessível, que une reflexão e simplicidade.
• Influência do Concretismo – valorização da forma visual, das pausas, aliterações e quebras.
• Mistura de prosa e verso, rompendo fronteiras entre os gêneros literários.
• Mitologia pessoal: memórias de infância e lembranças adultas.
• Valorização da brevidade e da profundidade.
• Simplicidade e profundidade coexistem – leveza para temas penosos e peso para o banal.
• Crítica social e existencialismo (influência de Sartre).
• Poesia pós-modernista: filosófica, autocrítica e observadora.

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🎯 Principais temas:
• Cotidiano e banalidade.
• Crítica à sociedade contemporânea.
• Reflexão sobre o tempo e a finitude.
• Questionamento do papel da poesia e do poeta.
• Existência humana e busca de sentido.
• Humor, ironia e desencanto.

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🧠 Importância e interpretação:
• Mostra que a poesia está no simples, não apenas no sublime.
• Propõe uma visão crítica e filosófica do mundo moderno.
• Representa uma síntese madura da poesia brasileira moderna.
• Faz o leitor refletir sobre a condição humana e o valor do olhar poético sobre o cotidiano.
Profile Image for Rapha Camargo.
97 reviews6 followers
February 1, 2025
De início peguei este livro por ser leitura obrigatória do vestibular da Unicamp, que irei prestar esse ano. Não estava dando nada para ele, ainda por ser um livro de poemas, um gênero textual que não sou muito fã, porém, fui bastante surpreendida, com prosas profundas, impactantes e que me fez refletir assim que lia cada uma delas!

Recomendo esse livro para aqueles que já são fã de livros de poemas, como também quem ainda não leu nada e quer ter uma primeira vez com esse estilo. Claro, mesmo sendo um livro ótimo, ainda não senti que mereceria uma nota maior, mas não por ser ruim, e sim como eu já tinha dito, não sou tão fã do gênero, mas independe de tudo isso, foi uma ótima leitura!
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