Qual a cultura política em Portugal no tempo dos Filipes? Para os panfletários da Restauração, à tirania dos reis espanhóis, os Portugueses responderam com formas de resistência e de revolta, criando as condições que permitiram recuperar a independência da nação em 1640.
A historiografia de oitocentos e o discurso nacionalista e corporativo do Estado Novo seguiu, nas suas linhas gerais, a mesma interpretação. Este livro, porém, sugere uma outra leitura. Sem dúvida, mais fragmentária e dispersa na multiplicidade dos ângulos que propõe. Com certeza, à margem das propostas neo-corporativas e jurisdicionalistas de algumas interpretações históricas revisionistas recentes que não resistem a um confronto com as fontes.
DIOGO SASSETTI RAMADA CURTO nasceu em Lisboa, a 22 de Abril de 1959. É licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa (1981) e doutorado em Sociologia Histórica pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (1995), com a tese A cultura política em Portugal (1578-1642): comportamentos, ritos e negócios. É, desde Abril de 2024, Director-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal. Docente na FCSH/UNL desde 1981, foi professor da Cátedra Vasco da Gama em História da Expansão Europeia no Instituto Universitário Europeu de Florença (2000-2008) e professor visitante em várias universidades (Brown, Yale, King's College-Londres, EHESS-Paris). Os seus principais interesses de investigação situam-se, actualmente, na área da história global, colonialismo, imperialismo e escravatura. Em 1988, co‑fundou a colecção Memória e Sociedade (Difel), que dirigiu entre 1995 e 2005 e onde fez publicar dezenas de títulos de história e ciências sociais. Em 2010, participou na criação da colecção História e Sociedade (Edições 70). É bibliotecário da Casa Cadaval. Escreve regularmente no jornal Público. Colaborou recentemente na Oxford History of Historical Writing, na Wiley-Blackwell Encyclopaedia of Empire, dirigida por John Mackenzie, e no catálogo sobre Josefa de Óbidos do Museu Nacional de Arte Antiga.