Uma viagem de sobrevivência, conduzida pela obsessão e vingança…
Quando adormeceu no quarto luxuoso do seu palácio, Catherine era a bela princesa de Oceânia. Quando acorda acorrentada no porão de um navio, não passa de uma prisioneira. Ao perceber que fora Darin quem a raptara, o mais temível pirata dos mares, a esperança de ser salva diminui. Mas quando descobre que a intenção dele é sacrificá-la à Grande Serpente, percebe que o seu destino é a morte certa.
O Capitão Darin, impiedoso e enigmático, é guiado por uma obsessão de vingança que não conhece limites. E só obtendo a Safira Sagrada, à guarda da Grande Serpente, é que essa vingança poderá ser consumada. Ele não vai deixar que nada o desvie do seu objetivo: seja a beleza de Catherine, as suas respostas desafiantes sempre na ponta da língua ou a coragem e generosidade que demonstra quando menos se espera.
Se a morte é certa, Catherine irá fazer da vida de Darin um inferno. E procurará sobreviver, nem que para isso tenha de tentar matar uma serpente imortal com as próprias mãos. Mas o oceano esconde muitos segredos, e quando velhas lendas se revelam reais, a morte de Catherine poderá ser insignificante perante toda a destruição iminente.
Lucy Angel é uma jovem tímida e criativa que concilia o lado científico com as artes, através da música, da dança e da escrita. Escolheu, desde criança, a companhia de um livro para viajar por mundos imaginários. A sua paixão por histórias de fantasia e contos de fadas alimentaram o sonho de escrever os seus próprios livros. Oceânia é a sua primeira obra de fantasia onde o amor pela escrita e pelo mar estão unidos numa história de aventura, sobrevivência, transformação… e magia. Vive no Barreiro com os seus gatos (que adora!) e realiza o seu sonho de trabalhar com golfinhos através da sua formação em Biologia Marinha.
Apesar da escrita rápida e fluída dei por mim a pensar que o livro foi curto demais. Sinto que a história poderia ter sido muito mais desenvolvida porque a ideia inicial está muito boa. Acrescentava mais umas 100 páginas porque sinto que foi tudo a correr.
Foi bom entrar neste mundo, ainda que tenha acontecido tudo tão rápido. Uma mistura de piratas com magia que me fez lembrar Percy Jackson misturado com o Pirata das Caraíbas e, por alguma razão, fez-me lembrar de Aquorea.
A premissa está boa. A escrita está fluida. Senti a falta de mais descrições e mais emoção. Mas foi uma leitura rápida e boa.
Infelizmente senti que faltava algo. Não senti que o enemies to lovers tivesse sido escrito da melhor forma, uma vez que o livro é tão pequeno e do nada pisquei o olho e já havia beijo. Também não senti conexão com o trope family, acho que poderia ter sido explorado de outra maneira.
Como o livro é pequeno senti que muitas vezes foi muito apressado e um tanto previsível, o que é okay, não havia muita margem sendo que tem tão poucas páginas. Gostava que tivesse existido uma maior construção do mundo em si, porque houve momentos com alguns plot holes e faltas de explicação que me deixaram perdida.
Não deixa de ser um livro bom, li-o em 1h30 porque é mesmo mesmo fluido. Acho que é o livro perfeito para os mais novos, que ainda estão a entrar no mundo da leitura e assim podem começar a ler fantasia mais soft.
Aguardo pelo segundo livro porque este final deixou tudo em aberto ahahha
Um dos melhores livros do género de fantasia que já li! Tive a oportunidade de o ler ainda em 2023, antes dele sair ao mundo e fiquei logo na altura altamente viciada e deslumbrada com a capacidade da Lucy nos envolver nesta narrativa!
A Catherine é uma princesa, mas não a típica princesa frágil a que estamos habituados, é guerreira e destemida! Já o Darin é um pirata que por trás daquela capa de cruel, esconde segredos que nos vão fazer empatizar com ele e ver-lhe um outro lado!
Há também outras personagens que me marcaram, como a Eva e o Josh!
Não vou dar estrelas, porque não sei que classificação dar.
Antes de mais: não sou leitora ávida de fantasia. Já o fui, e o meu caminho de escritora começou por aí mesmo, mas há anos que são raras as fantasias que me puxam para a leitura.
Pontos positivos: É um livro que se lê muito rápido. Não apenas porque é um livro pequeno, mas porque tem capítulos curtos, e há sempre alguma coisa a acontecer. Acho que a escrita é fluida, simples e sem erros (que tenha notado); não entendo alguns comentários que afirmam que a escrita é medíocre. Tem personagens secundárias interessantes e sobre as quais gostaria de saber um pouco mais. É um bom livro para quem está a começar a ler fantasia, para um público mais jovem. Deixo a ressalva de que, apesar de eu não ser assim tão jovem, não senti que os diálogos sejam "cringe".
Pontos menos positivos: O livro é, de facto, muito curto. Parece uma introdução para algo maior. Senti falta de algum contexto: Oceânia é um de sete reinos; então e os outros? Têm nome? Como surgiram? O que os difere e separa? Também não adoro esta "modernice" das tropes, em que sabemos à partida que é um "enemies to lovers" - revelado desde sempre pela própria autora. Prefiro ser surpreendida.
Gostei muito de regressar no tempo e voltar a sentir a aura de "Piratas das Caraíbas", filmes que fizeram as delícias da Anabela de 18-20 anos; gostei do ritmo constante e da lufada de ar fresco que foi ler um livro leve e fofo.
Por último, não entendo a necessidade que alguns leitores sentem em atacarem a autora.
Antes de mais, parabenizo a Lucy Angel por ter realizado o seu sonho. Sei que, a seu ver, o livro está exatamente como ela queria que estivesse, mas sinto-me na obrigação de explicar o motivo pelo qual dou esta classificação. Sei que, normalmente, apenas classifico os livros e nem deixo review, mas neste caso vou abrir uma exceção por ser uma autora portuguesa e em início de carreira. Acho que ela merece uma explicação.
Aguardei ansiosamente o lançamento deste livro por cerca de dois meses. Portanto, como podem imaginar, queria mesmo gostar dele. Achei que a premissa era interessante e exatamente aquilo que normalmente gosto de ler. Infelizmente, não foi o caso por diversos motivos.
Pontos Negativos
1. Worldbuilding É verdade que estamos perante um primeiro livro com apenas 192 páginas. Mas, uma vez que é o primeiro livro de vários (pelo menos foi isso que nos foi informado), ainda para mais de fantasia, regra geral é necessário colocar o leitor a par desse mundo novo. Não consegui visualizar os sete reinos nem sequer senti afinidade nenhuma com os acontecimentos passados em Oceânia precisamente porque não me dizia nada. Não sei nada acerca da ilha, do seu povo, da sua história... E isso fez com que o final tivesse zero impacto para mim. Sinto que faltou aqui uma construção mais aprofundada de tudo acerca deste mundo que a Lucy escreve, desde política, geografia, história, motivos para as coisas serem como são retratadas, onde ficam esses reinos e quais os seus nomes e particularidades. Ou pelo menos a sua menção. A meu ver, este livro seria ainda uma versão alfa ou beta, por isso não o teria publicado neste momento.
2. Personagens Não me convenceram. Existem algumas personagens muito bem construídas, mas as principais - o Darin e a Catherine - simplesmente fizeram com que tivesse grande dificuldade em querer continuar a ler (mas terminei!).
2.1. William Darin O pirata mais temido dos Sete Reinos é placado (e quase morto) por uma princesa assim que ela se solta cortando as cordas com um prego pregado no teto do porão (não vou comentar essa cena em questão, porque é um livro de fantasia). Como assim? É-nos dito inúmeras vezes que este é o pirata mais assustador, mais terrível, mais astuto... E ele passa a história toda a ser ultrapassado por uma princesa que mal saiu do palácio a sua vida inteira, exceto por algumas fugas pelas ruas da cidade, e que recebeu um pouco de instrução defensiva anos antes dos eventos passados na narrativa. Se este é o pirata mais temido e astuto, então os outros são bem incompetentes.
2.2 Catherine de Oceânia Não consigo, de todo, compreender esta personagem. É pouco humilde, imensamente mal educada (desculpem, mas o facto de ter 20 anos, ser raptada e ser um possível sacrifício não justifica os seus atos), arrogante e incrivelmente impulsiva (da pior maneira possível). Não sei quais são as motivações para esta personagem agir de forma completamente irresponsável perante as situações que ocorrem ao longo da narrativa, mas tive de fechar o livro várias vezes porque me incomodava imenso o quão alguém pode ser tão arrogante e pouco inteligente (a questão do Worldbuilding não ter sido desenvolvida pode ter sido o principal responsável por isto aqui mencionado). Grande dos problemas foram causados por causa da sua impulsividade, arrogância, má educação e necessidade de se colocar acima de tudo e todos. Em vez de se dedicar em tentar sobreviver e pensar numa solução a sério, criava problemas atrás de problemas. Desnecessariamente.
3. Romance 5 dias. A viagem durou 5 dias. Ninguém se apaixona, quase se apaixona ou tenta se apaixonar em tão pouco tempo. Cinco dias nem chegam para conhecer alguém, muito menos nas condições em que as personagens se encontram. Não senti química nenhuma entre elas e senti que toda a questão romântica foi bastante forçada. Não havia motivo absolutamente nenhum para que estas duas personagens se apaixonassem. São ambas mesquinhas, egocêntricas e, no geral, só se preocupam com o seu umbigo. Sim, o Darin acolheu a tripulação... Mas o seu objetivo principal sempre foi a obtenção da Safira. E sim, a Catherine protegia o Josh e, alegadamente, alimentava algumas pessoas em Oceânia... Mas a verdade é que o Josh acabou por ir dessa para melhor por uma estupidez dela. Já para não falar que a Catherine passa a vida a tentar mostrar que não é uma "princesa como as outras", mas as suas atitudes e ações acabam sempre por mostrar que sim, ela é exatamente como as outras.
Pontos Positivos
1. Escrita Lucy, tens o todo o meu respeito. Sabes escrever muito bem e utilizas as palavras a teu favor. Não são todas as pessoas que conseguem criar uma história bonita de se ler. Tirando os pontos que referi, é realmente muito fácil ficar rendido à tua escrita e isso é um dos motivos pelos quais irei continuar a ler o que escreves. Se fosse avaliar apenas a tua escrita, tinhas 5⭐ garantidas.
2. Premissa/Plot Como já referi, a ideia da história está lá e é fantástica. Simplesmente brilhante. Mas, novamente, sinto que não foi entregue da melhor forma. Ainda assim, adorei a questão da Tartara, da Safira, dos desejos, das Bruxas do Mar e, principalmente, de ser uma história fantástica passada no mar. Acho que nos estava a fazer falta alguém que escrevesse fantasia em Portugal.
Finalmente, enquanto estava a ler, e a expressar o meu descontentamente e preocupacão porque não estava a adorar a história como a maioria das pessoas por aqui (e, devo admitir, que me estava a sentir bem mal por ter de dar uma avaliação baixa), disseram-me que a Lucy não gosta de descricões muito trabalhadas, que não gosta de mapas e que dá sempre preferência a uma escrita simples e direta. Já para não falar de que está completamente feliz com o resultado final do livro, que é o que importa, no final das contas. Compreendo isso, respeito a sua vontade, e reconheço o feito, o trabalho e o esforço, mas acho que este livro necessitava sim de um pouco mais de profundidade. Até porque a própria história merece.
Aguardo o próximo, Lucy. Mesmo que não seja nos Sete Reinos. 😉
Gostava de ter gostado mais deste livro, sendo de uma autora portuguesa, sendo de fantasia - o meu género preferido - e tendo como inspiração um dos meus filmes preferidos - Piratas das Caraíbas.
Contudo, o que temia ao ver o tamanho do livro aconteceu, muito pouco desenvolvimento, tanto do mundo como das personagens. Gostava de saber mais sobre as ilhas, sobre a política, sobre o sistema e universo mágico, e nada disso, a meu ver, foi devidamente explorado.
As personagens, especialmente a Catherine, a principal, pareceu-me rasa e sem nenhuma característica forte e única sua, sem ser “não ser como as outras raparigas”. Durante imenso tempo as suas motivações pessoais - além da básica de sobreviver - não ficaram claras e isso fez-me muitas vezes questionar ao longo do livro “porquê?”
O romance para mim, gosto pessoal, tem de ser lento. Tenho de ver e sentir os momentos entre as personagens, vê-las a criar uma ligação. Não senti ligação suficiente neste livro entre o casal, e senti o romance apressado e repentino.
Percebo a intenção do livro em ser misterioso no início e começar logo com o catalisador da história, mas a mim, pessoalmente, isso só me frustou - houve imenso “mostrar e não contar” em relação ao reino e à relação de Catherine com o pai, irmão e com as próprias pessoas do reino, e também em relação à crueldade do Darin.
Vi muito potencial na história, houve momentos que gostei, especialmente nas ilhas e vi imensas possibilidades que me deixaram curiosa. Gostei da escrita da autora, achei o ponto mais forte do livro, nota-se que a autora lê e há frases no livro que me deixaram mesmo “uau isto soa mesmo épico” - ainda assim, acho que uma revisão e edição mais cuidada de modo a evitar repetições e palavras como “meus” e “seus” desnecessários, teriam tornado a leitura ainda mais fluida.
Houve alguns momentos da história, especialmente no final, onde senti que os acontecimentos foram muito convenientes para a narrativa e previsíveis. Pessoalmente gosto muito de ser surpreendida nas minhas leituras, e consegui prever praticamente tudo o que aconteceu.
Apesar do potencial e da escrita, achei que certos pontos da história não faziam sentido ou não foram devidamente desenvolvidos. Mais 100 ou 200 páginas faziam muita falta para esta história e teriam aumentado a minha apreciação da mesma. Mais umas páginas para conhecermos a personagem principal, o seu passado, as suas motivações, as suas dores, mais umas páginas a desenvolver a relação entre eles e a esclarecer questões sobre a magia e o mundo.
Ainda assim, estou curiosa para saber o que a autora vai lançar no futuro, pela ideia base e escrita, vejo um grande potencial.
Uma nova fantasia portuguesa e ainda para mais é livro de estreia. Li de uma assentada. Verdade que o livro não é longo (aliás quando chegou surpreendeu-me serem poucas páginas), a escrita é simples e fluída, com uma história que ocorre em poucos dias - logo não tem um worldbuilding detalhado que habitualmente esperamos nas fantasias, o background que existe também não é complicado - e que tem desde início os ingredientes necessários para uma leitura voraz. Conseguem-se identificar nele várias "tropes" e expressões tão na moda agora mas bem usadas, no entanto, como o livro é curto parece apressado demais. A história termina em cliffhanger e entrega o suficiente para querer saber mais. Piratas e seres marítimos e mágicos são sempre uma boa combinação. Recomendaria para o público mais jovem ou quem nunca leu fantasia e tem algum receio em entrar no género.
Levei algum tempo a publicar aqui a minha opinião a este livro, mas não foi inocente. Quando acabei de o ler, estava tão envolvida na história e com as suas personagens, que tentei, em vão, elaborar uma opinião de imediato, mas não consegui. Este livro da Lucy tem de tudo, apesar de ser um livro tão pequeno e que se lê tão rápido. Li-o numa tarde! Já não acontecia há algum tempo, mas não conseguia parar. O facto de ter monstros marinhos, serpentes gigantes e personagens tão intensas acabou por me arrastar junto para as profundezas desta história. Agora, é um livro perfeito? Não... mas não estamos à procura do livro perfeito. Procuramos por um livro que nos faça sonhar, que nos faça viajar, que nos tire da realidade que a vida insiste em atirar-nos à cara, dia sim dia sim, e este livro faz isso na perfeição. Neste livro temos a história de Catherine. Uma princesa de um dos sete reinos, Oceânia, e Darin, um pirata com fama de ser cruel e implacável, que a rapta e a faz ser prisioneira no seu barco apenas com um objectivo em mente: Resgatar a Safira Dourada que está sob a protecção da terrível Serpente Marinha que dominava os mares nas suas profundezas. É na busca dessa Safira Dourada que vamos ter a oportunidade de conhecer todas as personagens e tudo o que elas trazem de diferente e de valioso a esta história. Durante quase toda a leitura temos noção de que, de facto, o oceano esconde muitos e negros segredos, mas só pertinho do final é que temos a real noção do impacto desses segredos. Um livro pequeno, mas que tem tudo. Romance, fantasia, emoção, algum humor sarcástico bem presente entre Catherine e Darin nas suas muitas picardias e uma personagem feminina que, ao contrário de muitas histórias, não precisa de ser salva por ninguém, muito menos por um homem. Ficaram algumas coisas por abordar, mas que em nada prejudica este livro. Estou muito, muito ansiosa pelo segundo livro e ver o rumo que Catherine vai dar à sua vida, agora que sabe a extensão de todo o seu poder.
Queria ficar aqui a falar deste livro, mas aí, para vocês, não ia ser a mesma coisa e eu não quero isso! Leiam e depois falamos! 😊
4,5 ✨ Que livro incrível! Sabem que não sou a maior fã de fantasia, então talvez não fosse dos livros que esperava gostar mais, mas foi uma agradável surpresa. Tem uma personagem feminina destemida, piratas, enemies to lovers (com bom foco no enemies - o que eu adorei) e uma construção boa do mundo e das restantes personagens. E já disse que tem piratas? 🫣😂 O final foi um pouco espectável, mas mesmo assim adorei. Estou ansiosa pelo próximo!!
"Oceânia " tinha muito mais para dar se não tivessem publicado um manuscrito que precisa claramente de ser amadurecido antes de se tornar num livro.
Notam-se muitas falhas, desconhecimentos a nível de embarcações por parte da autora, assim como situações claramente irreais. Mas o pior é ver que editor e revisora deixam passar isso e publicaram um livro assim numa colecção que antigamente era considerada a bandeira adulta da Editora.
Quanto às personagens temos um vilão que é tudo menos isso, o pirata acaba por nunca fazer absolutamente nada digno de ser um pirata temível ou sequer um bandido. Temos uma princesa que faz mais do que toda a tripulação pirata...
Nunca ao longo da leitura me consegui sentir dentro do livro, ou ligar-me a qualquer personagem. O livro é pequeno e mesmo assim dei por mim e desejar que ainda fosse mais pequeno em certas passagens que apenas por ali existem sem que façam qualquer falta ao enredo.
Concluindo, um livro muito bom para pré-adolescentes pois tem um enredo que lhes agradará devido à sua extrema simplicidade.
Bem… nem sei por onde começar… comecei e terminei o livro no mesmo dia. Estava super curiosa para o ler. Gostei do livro, nunca tinha lido nada sobre piratas. Gostei bastante da protagonista e emocionei-me bastante com o contexto do rapto, sendo ordenado por quem foi. Quanto ao plot do Darian… infelizmente aconteceu o que mais temia. Tive as mesmas sensações de quando li O Perigeu da Lua Cheia porém, com menos intensidade e mais reprimida. A escrita é fluida apesar de por vezes ter de reler algumas partes, talvez devido ao cansaço de ler tudo seguido ou até de ser uma temática que não esperava e que não estava habituada Estou ansiosa pelo próximo livro da saga (sendo que este só saiu há 2 dias!!).
Este pequeno livro de fantasia da Lucy Angel foi, para mim, uma lufada de ar fresco no género.
A história está muito bem pensada e conseguida. As personagens são interessantes, e o worldbuilding é promissor.
No entanto, talvez devido ao tamanho do livro, tudo me soube a pouco. O que acaba por ter um lado positivo, porque significa que a autora conseguiu captar a minha atenção e interesse neste seu mundo, com tanto ainda por dizer e explorar.
Em suma, é um bom livro de introdução a um mundo que ainda tem muito para dar!
Este livrito é um belo debut para a Lucy! Nunca tinha lido uma fantasia com piratas e gostei muito da vibe! Overall 3.5⭐️
Inicialmente fez-me um pouco de confusão ser em português já que tenho lido quase tudo em inglês ultimamente mas depois de entrar no ritmo comecei a gostar mais! Sinto que a Catherine tem muito potencial e aqui tivemos um pequeno glimpse, estou curiosa com o fim do livro, não esperava que acabasse assim e senti que foi tudo demasiado rápido! 😭
Como uma fantasia senti que faltou worldbuilding, gostava de ter sabido mais sobre os 7 reinos, sou uma sucker por certos estereótipos (tipo as casas em HP ou as características das pessoas de cada reino, isto ter-me-ia deixado ainda mais excited). Ao fim de 140 páginas senti que finalmente estávamos a entrar no livro e a passar a intro à frente mas faltava muito pouco para acabá-lo, provavelmente se tivesse sido maior e com um pouquito mais de desenvolvimento teria tido mais estrelas... Posto isto, infelizmente por ser um livro pequeno também senti que as sensações e os sentimentos das personagens foram um pouco superficiais e gostava que fossem mais desenvolvidas no próximo livrito! 🥰️
No entanto, adorei que os capítulos fossem pequenos e vou começar a ler mais piratecore por causa deste livro! A trope enemies to lovers é uma das minhas favoritas mas senti que neste livro não se enquadrasse bem já que é uma espécie de background para percebermos melhor a parte enemies porque não há muito lovers (yet)🤭 Fiquei muito curiosa para a continuação (como já devem de ter percebido by now) e quero muito saber mais sobre como vão conseguir realizar a missão dela! ✨❤️️
Não vou pontuar o livro porque seria injusto tanto para a escritora como para quem visse a pontuação. Digo apenas que é um livro muito direcionado para YA e Romantasy. E é por isso que eu não gostei e é também por esse motivo que não consigo avaliar a qualidade do mesmo inserido na classificação que disse em cima.
Não tem nada mais patético que um livro de fantasia FRACO direcionado a um público jovem! A partir do momento que os leitores são mais jovens, digo o público alvo, é de se esperar uma escrita de fácil entendimento, história breve, personagens carismáticos, etc. Porém, esse livro foi ridículo, a história se passa em somente cinco dias, tudo é rápido demais com um desenvolvimento “corriqueiro”, do tipo que até uma garota de 12 anos conseguiria fazer melhor em uma fanfic do wattpad. Me pareceu muito que a autora foi preguiçosa. Quero dizer, cadê os personagens realmente interessantes e o desenvolvimento bem estruturado? Tudo isso é o que? Pressa pra tirar dinheiro de leitor sem senso crítico. Acho que se você tem um trabalho a fazer, que faça bem feito ou se não nem faça!
O enredo é bem previsível também, não tem com o que se surpreender, uma reviravolta estimulante ou algo que realmente prenda. O livro não é bem estruturado, é frustrante, na verdade. A escrita é bem medíocre, tal qual a de autoras de apps de fanfic, e sinto que estou ofendendo as autoras dessa forma, porque muitas fanfics são melhores que isso.
Não tem muito o que dizer sobre um livro que não entrega quase nada. Enfim, Lucy Angel MELHORE! Se é pra ser autora, seja uma autora menos medíocre.
A escrita tão direta e com poucos rodeios permite que a leitura flua sem problemas, pelo que a história, que é curta, se lê bastante depressa. Mas isto é uma história de fantasia, e sinto que se ficou pela rama. Onde está a construção do mundo, a explicação? Quais são os 7 reinos, o que os distingue? Percebemos algumas coisas aqui e ali, andamos a apanhar bocados pela história. O final em aberto indica que haverá mais livros, nas creio que a parca informação e fraca construção dos personagens não seja o suficiente para fazer os verdadeiros leitores de fantasia pegarem num segundo volume. Já os leitores mais iniciantes estarão a aguardar um novo livro, e espero que a autora o escreva. Mas sinto que mesmo com menos construção de mundo e personagens, algumas coisas podiam ter sido melhores. Embora este seja um mundo fantástico, e se possam inventar os monstros que quiserem, há coisas que são iguais ao mundo real, e ou temos magia a ajudar a que seja diferente e a justificar certas coisas, ou então onde fica a coerência? Nota-se que a revisão/edição não foram as melhores, porque deixaram passar coisas que deviam ter sido corrigidas, mais bem explicadas ou pensadas, etc.
Alguns exemplos:
- Até aceito que com muito esforço conseguisse cortar as cordas grossas dos pulsos com um prego, mas que opte por fazer (e muito rápido!) o mesmo às cordas que prendem os pés não tem sentido nenhum. De mãos livres, desamarrar as cordas seria muito mais simples.
- Nenhum navio para junto da praia para que seja possível descer por uma escada diretamente para o areal. Fazem isso na ilha do medo. Mas mais adiante, em Oceânia, precisam de botes para chegar à costa e regressar ao barco, e é afirmado pela Catherine que o Inevitável não tem nenhum bote… já antes é mencionado que o navio para afastado da costa, claro, ou ficaria atracado, quando o Darin explica à Catherine que foram os soldados do pai que a levaram até ele (embora ela continue a dizer que os piratas a raptaram do seu quarto… ignorando o que lhe foi explicado). O próprio Darin abandona o navio conduzido pela Eva num barco a remos…
- Se o mar protege a Catherine assim que ela entra junto à Tartara, porque é que quase se afogou quando tentou salvar o irmão? Decide revelar-lhe que é a Bruxa do Mar escolhida só naquele momento? E como é que a Tartara passa a acompanhá-los? Quem fica a guardar o portão?
- Culpo o tamanho do livro e a passagem rápida do tempo, mas alguém que acabou de adquirir competências mágicas sabe instintivamente o que pode ou não fazer com esses poderes? A Catherine consegue mover a água assim que sai do mar e se aproxima do Darin. E em quanto tempo chegaram a Oceânia depois? 5 dias na mesma? Treinou nesse tempo, descobriu? Ou foi quase imediato, porque ainda foram a tempo de salvar pessoas e de ver o corpo do rei a boiar?
- E quão depressa passou de “pedinchei sempre o amor do meu pai e do meu irmão e nunca mo deram” para “vi o corpo do meu pai mas é-me indiferente que esteja morto”?
- A caracterização dos personagens é vaga e conveniente em cada momento da história. Vive numa ilha, sempre teve o desejo de explorar, mas nunca aprendeu a nadar. Contudo, achou importante pedir ao general que a ensinasse a lutar sendo uma princesa e não estando enquanto crescia o seu país em guerra? Porquê? Porque dá jeito na historia que ela saiba manejar uma espada… não tem é grande sentido para a personagem que nos é apresentada.
- E que idade têm ambos? A autora acaba por fazer troça das atitudes dos seus personagens, como quando a própria Catherine diz que é burra como as princesas das histórias, mas não teria sido melhor ser só coerente nas suas falhas e sucessos?
- O Darin, tão conhecido entre os piratas e no reino, tão bom navegador e tão astuto, planeia durante anos uma vingança contra a família real, foi mesmo um prato servido frio, e o que sabe pedir é que morram afogados pelo mar, sem pensar que o mar terá de “subir” até eles? Sem verificar onde é o castelo? Ficou no Inevitável mas viu o principe contar as moedas que pagou pela Catherine na praia, não conseguiria então ver também que o castelo já não estava ali? E desde quando é que o irmão e a madrasta da Catherine não são família real? A madrasta ainda dou de barato, mas o irmão dela, filho do rei, é tanto da realeza quanto ela! A mesma pessoa que deu uma espada à Catherine (quando precisava que ela morresse!) e que a beijou e dormiu com ela e disse que não queria que ela morresse e que a viu ali viva… foi pedir que a família real morresse, sendo ela parte dessa família, em vez de pedir especificamente que o rei (único responsável pela morte da mãe e da irmã e pelo que lhe aconteceu) morresse? No mínimo o rei e o irmão da Catherine, que a vendeu, tão mau quanto o pai?
- A construção e evolução da relação deles é pobre. Eles não estão juntos nem interagem o suficiente para o que aconteceu, são 5 dias que começam com a compra de uma pessoa que vai ser sacrificada por um desejo de vingança. Claro, não sabemos nada do passado da Catherine, mas do pouco que é contado o que se depreende é que não se envolveu com ninguém até ali, portanto reagiria de outra forma, à partida. - E a morte do Josh não é um bom motivo (é mesmo o pior!) para a tripulação a aceitar. Mesmo o Michael… sim, corriam risco, mas ela é que virou o leme! Que pai aceita assim a perda de um filho que, naquele caso, podia ter sido evitada? Entendo o fator choque, mas sinto que é um enredo mal pensado, que cumpre os seus clichés mas depois não vai além disso.
Parecem muitas coisas menos boas ou sem sentido, mas também é o primeiro livro da autora. A premissa é interessante, o final em aberto espicaça a curiosidade, e acho que com uma melhor edição e revisão, muitas destas coisas que aponto podiam ter sido corrigidas ou mais bem trabalhadas.
Esta review não é para deitar abaixo ou desencorajar. Nem sei bem quem é a autora. Li o livro porque uma amiga leu e adorou e talvez isso tenha subido as minhas expectativas e resultado nesta opinião, mas julgo que as questões que apontei estão à vista de todos e o facto de o primeiro livro estar assim não implica que o segundo não possa ser muito melhor.
Espero que a autora continue a saga e se dedique a construir mundo e a explorar as personagens num próximo livro, porque o potencial está todo lá!
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Oceânia foi uma agradável surpresa, e recomendo a quem deseja começar a ler fantasia! É uma leitura rápida, viciante, nada aborrecida e que se foca muito nas emoções e pensamentos das personagens ao invés de descrições maçudas.
Houve algumas coisas que sinto que precisavam de ser mais editadas, nomeadamente alguns diálogos, a repetição de certas palavras/expressões de forma exaustiva e também o background das personagens. Quanto à Catherine, é difícil entender o porquê de se sentir livre no mar quando não a vimos no palácio e não são mencionadas memórias (específicas). O mesmo para as relações familiares. Quanto ao Darin, é introduzido como um vilão cruel (e sim, é o vilão da vida dela, raptou-a), mas nunca nos é explicado o porquê de ser um pirata super temido. A Catherine nunca nos conta nenhuma história sobre ele, etc… o que fragiliza a personagem. No entanto, gostei da relação de Catherine com bondade devido ao seu passado, e o luto de Darin (e também a história de como juntou a tripulação) foi interessante.
O final do livro teve alguns plot holes e precisava de explicação. O poder da safira não foi desenvolvido o suficiente (se há limites, quantos desejos, quão longe pode o oceano ir para cumprir o desejo, etc) e precisava de mais worldbuilding da profecia e a das bruxas do mar. O final chocou-me, não gosto do Darin, eu tinha uma teoria diferente do que ele ia fazer (fruto da falta de informação sobre os poderes da safira), e não creio que o desejo tenha feito sentido quando pensamos em como ele se deu ao trabalho de falar e criar uma ligação com a Catherine ao longo do livro (ele nunca lutou contra essa ligação ou conversas).
Fiquei agradavelmente surpreendida com o romance! 😍 A cena em que eles se envolvem está bem escrita (tal como a maioria do livro), tem emoção, adorei a conversa entre eles. Veio depois de momentos emocionais e de adrenalina e gostei porque apesar do que está em causa, houve um momento de carinho, o início de uma ligação entre eles que justifica terem querido desligar-se do mundo. (Quando ela falou de amor é que me perdeu).
Um livro super fácil de se ler. Um óptimo ponto de partida para além que quer começar a ler fantasia.
Um bom livro de estreia de Lucy Angel. A história consegue agarrar do início ao fim, seja pelo ritmo acelerado, pelos capítulos pequenos ou pela vontade de querer saber o que vai acontecer a seguir.
A autora consegue criar um mundo com vários elementos fantásticos. Claro que poderiam ser mais desenvolvidos, mas não é esse o propósito do livro. Aqui seguimos uma história de aventura que vai definir o destino do mundo. O importante são as personagens e as suas acções perante o mundo à sua volta.
Sinceramente, achei que este livro fosse ser mau de tão péssimo que era, e estava com as expectativas baixas. Durante o seu lançamento, vi imensas críticas negativas, a roçarem o exagero e pensava para mim “como é possível acharem isto tudo? Estão a exagerar certamente” Este tipo de história não seria de todo a minha praia pois gosto mais de high fantasy e não tanto de romantasy. Mas foi uma surpresa extremamente agradável. Os elementos românticos não são assim tantos, mas também não são descabidos onde surgem do dia para a noite. Ao longo do livro sente-se a tensão entre as personagens (seja pelo fascínio ou pela raiva que têm um do outro).
E noutra nota, vi este livro ser duramente criticado por ser uma cópia barata de One Piece!! Mas vocês conhecem One Piece? Ou são apenas fãs baratos que ouviram falar da saga graças à série da Netflix e nem viram a série nem o anime?! 🙃🙃 (Geek da fantasia e de anime desde novo aqui 🙋♂️ sei do que falo)
Senti sim que a história tinha grandes relações ou inspirações nos Piratas das Caraíbas (especialmente o 1° filme), mas nunca diria ser uma cópia!
Fico muito contente por termos mais uma escritora de fantasia em Portugal e pela leitura leve que me proporcionou. Foi excelente para lavar o paladar das leituras que estava a ter.
Sim existem elementos que gostei menos no livro, como algumas descrições repetitivas ou algumas resoluções do final não serem bem do meu agrado e achar que faltavam-lhe um pouco mais de elaboração, mas fora isso foi um livro bastante entretido! Serviu o seu propósito e estou certamente à espera do próximo 👏
Adorei! E preciso urgentemente de continuação! Uma história diferente do que tenho lido, com um objetivo bem claro e com personagens vibrantes, com histórias pessoais emocionantes. Confesso que estava um pouco receosa pelo tamanho do livro sendo fantasia, mas a autora tem uma escrita e uma imaginação brilhante. E uma forma fantástica de contar uma história de forma concisa e clara, mas com todos os elementos no sítio. Provavelmente algumas pessoas sentirão falta de uma extasiante construção do mundo, mas foi precisamente aí que o livro me conquistou: não foi rebuscado, não foi em demasia, o mundo foi sendo apresentado ao longo da história e a ação começa logo ao início. Gostei mesmo muito. Mesmo a construção das personagens foi sendo feita ao longo do livro, e eu fiquei completamente envolvida em tudo. Quero muito o resto para saber o que acontece. Preciso mesmo muito Lucy 😆
Não vou dar estrelas porque acho que não consigo bem classificar o livro. Não é um livro mau, mas não é para mim
Leio bastante fantasia e fantasia costumam ser livros grandes por um motivo. Não acho que se consiga construir um mundo sólido e credível em tão poucas páginas. Partes da história parecem ser rápidas demais.
Pode ser que o livro seja direcionado para um público mais jovem e daí não ter sido construído de outra forma.
*Spoilers* A história passa-se em 5 dias, o que para mim é demasiado rápido para haver sentimentos assim tão "reais". Gostava de ter lido um desenvolvimento mais lento, para ter tempo de ganhar empatia pelas personagens.
As revelações foram um bocado previsíveis. Assim que soube a origem da música, adivinhei logo o que ia acontecer.
Não entendo como é que uma princesa raptada tem uma espada na mão em menos de 24h e está a ser treinada por alguém
Repito: o livro não é mau mas penso que será melhor direcionado para um público mais adolescente, talvez
Oceânia conta-nos a história de uma princesa cuja vida muda radicalmente quando é raptada por um temível pirata! Gostei bastante da escrita da Lucy porque é fluida e cativante sem ser maçadora. Adorei o início, achei que prende de imediato o leitor e nos faz querer comprar o livro e lê-lo todo de uma assentada, o que é algo muito bom! No entanto, sinto que as expectativas que tinha em relação à história prejudicaram a perceção que acabei por ter dele. Além disso, senti que algumas partes necessitavam de um bocadinho mais de desenvolvimento. Queria saber mais sobre os personagens, sobre a história por trás da história, sobre os outros reinos de que ouvimos falar e sinto que houve partes em que tudo aconteceu muito rápido, nomeadamente o romance! Achei apressado e pouco gradual e não consegui sentir a conexão que devia ter sentido entre os personagens principais. Creio que se o livro tivesse tido um worldbuilding melhor, um maior desenvolvimento de algumas partes, bem como do romance entre os personagens, tinha superado as minhas expectativas! Ainda assim, é um livro que recomendo, especialmente a quem goste de fantasias de piratas, por exemplo a fãs de piratas das caraíbas e Shadow & Bone, porque imaginei os personagens como na série e houve partes que me fizeram lembrar destas histórias!
Acho que dizer que o fiquei a ler até às 3 da manhã até o acabar, diz muito sobre o quão bom é este livro. Fico muito feliz por saber que os autores portugueses continuam a surpreender desta forma e estou ansiosamente à espera do segundo 🤍
Em primeiro lugar, quero dar os parabéns à Lucy pelo lançamento do seu primeiro livro e também desejar muito sucesso no futuro.
Em relação ao livro, infelizmente como leitora ávida de fantástico, este livro não é para mim. É um livro direcionado para Young Adult, típico trope "enemies to lovers", uma espécie de YA meets Piratas das Caraíbas.
A prosa é simples, fácil de ler mas por vezes confusa. Para um fantástico, o livro é pequeno (200 páginas) pecando nesse sentido no seu desenvolvimento.
Tenho pena que a Lucy não tenha elaborado o mundo que tinha acabado de mergulhar. Quais são as suas regras, políticas, quem são os Sete Reinos... é tudo infelizmente muito apressado.
Ora bem, o livro lê-se muito rápido, sem dúvida. Vi potencial, mas é preciso trabalhar nisto com muito mais afinco, se realmente é o primeiro volume de uma série.
-Não gostei da Catherine, é infantil, ligeiramente arrogante, e pouco humilde, mal educada para realeza, adotando o "Tu cá, Tu lá" com demasiado à vontade, e é o cliché em pessoa. "ah e tal, sou forte e independente, mas também não me desenrasco lá muito bem sozinha", "Todos me adoram, e tal, sou tão amada"... is it really? Convenientemente sabe usar uma espada super bem ao ponto de treinar com o Capitão porque é uma princesa forte e independente diferente das outras princesas (não amiga, não és), como refere várias vezes, igualando-se ao Darin, que tem de referir que é mau da mesma maneira, claramente super seguros e confiantes de si mesmos. -O Darin é constantemente "humilhado" e "ultrapassado" por uma princesa que nunca saiu de Oceânia...quando supostamente é o pirata mais temido dos Sete Reinos? Parece mais um gajo frouxo que já não quer viver. Já li personagens que passaram por muito serem realmente temíveis e assustadoras, devido aos acontecimentos do seu passado. O Darin...é demasiado baunilha.
Já agora, não percebo a insistência de escreverem numa cena de luta entre espadachins "rodopiou sobre si e girou sobre si" porque num duelo a sério, é morte quase certa.
Achei piada (pelos piores motivos) ao facto do romance no livro ser digno de um filme da Fox Life, em que ao fim de uma semana sem motivos aparentes para se sentirem minimamente atraídos - neste caso menos - já se amam e pedem em casamento...uma coisa é conhecerem-se em situações diferentes e acabarem a dormir juntos, agora uma princesa é raptada e mantida prisioneira numa barco pirata, e após 5 dias fala em amor...uma princesa real - claramente já com síndrome de Estocolmo - entrega-se assim a um pirata com o qual tem zero química, sendo - presumo eu - pura? Belas aulas de etiqueta na família real de Oceânia ahaha. Uma mulher forte e independente que detesta o pirata que a raptou, simplesmente prega-lhe um murro quando ele a tenta beijar, simples.
Achei o livro muito acelerado, quando deveria ter tido um ritmo mais contido, usado para trabalhar no World Building por exemplo, e na construção da relação entre as personagens. Eu preferia que não tivesse havido romance nenhum, por exemplo. Soou tudo muito apressado e não entregou assim tanto. Não senti qualquer conexão com Oceânia, e no fim, foi-se com um tsunami. Se isto é o início de uma série, não há a meu ver, necessidade de despejar tudo aqui como que não houvesse amanhã.
Aconselho, no entanto, para adolescentes que queriam iniciar-se na Fantasia, porque se lê bem e o conceito é giro e interessante. Por muito que a minha opinião possa "ferir", de mim podem contar sempre com opiniões sinceras, e apoiarei sempre que possível a Fantasia escrita em português, até porque tenho um escritor de fantasia em casa também. No entanto, enquanto escritores, e antes disso, enquanto leitores, é importante perceber a qualidade do que entregamos e se o que queremos entregar tem a maturidade que pretendemos. Se ainda não está no ponto, é limar mais arestas. Infelizmente, tenho lido fantasia muito fraca e não quero que a nossa nova leva de autores de fantasia se resuma a isso, a livros fracos.
Antes de tudo, quero deixar claro que já falei com a autora algumas vezes e ela é um amor. Mas o GoodReads não é um grupo de apoio para escritores. É uma plataforma de leitores para leitores. Além de que a minha opinião vale o que vale. Mas se a autora quiser ler a minha review, sugiro que chame uma amiga para filtrar, porque o que vem a seguir pode doer.
Review com spoilers!!
Escrita:
Independentemente dos problemas, uma coisa que eu preciso elogiar é a escrita. É rápida, fluida e bem visual. Se procuras algo que te faça virar as páginas, imaginar bem os locais e não tenhas paciência para um texto mais introspectivo, então este é o teu livro.
Mas agora sobre a minha experiência de leitura. Consegui aproveitar a leitura, mas demorei 3 dias a ler o livro porque ele é rápido demais. Sim, eu sei que é paradoxal. Mas tudo acontece rápido demais, e o máximo que senti foi tédio. Se eu não tivesse tantas ressalvas com a história, diria até que o livro se lê rápido demais, no melhor sentido possível. O problema é que essa velocidade e fluidez veio à custa do desenvolvimento e profundidade. Não há espaço para sentir raiva, tristeza ou alegria. É duro dizer isto, mas é apenas um amontoado de palavras sem emoção. Não me apeguei a nada nem a ninguém. Eu bocejei depois da morte do Josh, tá? Fico até triste por escrever isto, mas nada neste livro... impacta. Tem cenas que deveriam ser de arrancar suspiros ou de chorar de raiva, mas, no fim... Não me aconteceu nada disso. Parecia que as personagens estavam a dizer as coisas sem realmente as sentir. E essa é uma das falhas que mais me incomoda em qualquer livro: a ausência de profundidade, seja ela qual for.
Premissa:
Permissa? Boa. Execução? Fraca.
Culpo também o tamanho do livro. Tanto para este ponto aqui quanto para o ponto da profundidade. Acredito que a editora também teve dedo em exigir um livro menor. Eu entendo que apostar numa autora nova seja um risco, mas se é para fazer alta fantasia, façam direito, caramba. Cortem cenas inúteis, não a profundidade do mundo. Estamos a falar de uma ALTA FANTASIA.
O que deveria ser um universo vasto e rico em detalhes resume-se a algo básico, cliché e raso. Não há uma verdadeira exploração política, cultural, ou qualquer aprofundamento sobre Oceânia ou os outros reinos. Não há, ao menos, uma mínima tentativa de usar o grande potencial de um cenário que poderia ser tão original.
A FMC:
Se existir alguém que goste mais de FMC's badass do que eu, eu desconheço. Ouço FMC badass e é como se ativasse um turbo no meu rabo para ir ler. A ideia aqui foi atrativa e infelizmente decepcionou.
A Catherine foi divulgada e começa o livro com a promessa de ser uma personagem forte e independente. E isso, por si só, é ótimo. Nada de mocinhas que dependem de um homem para serem relevantes. Mas a força de uma personagem precisa (e isto não é opcional) ter fundamento. O problema da Catherine não é ser badass, é que essa personalidade não tem raízes sólidas. O que a fez ser assim? O livro não entrega. Em vez de vermos momentos da vida passada dela que moldaram essa personalidade forte, só atiram para o colo do leitor que ela é assim. Compra, aceita e segue. Bem... Eu não aceitei.
Darin:
"Show, don’t tell" nunca foi tão ignorado. Eles dizem sempre que ele é cruel, esperto, imbatível, mas não é isso que vemos nas ações dele.
"Ah, ele é cruel" – Eeeeeee... dá para engolir, vá.
"Ah, ele é esperto" – Onde? Porque no fim, o moço planeou um plano de vingança por ANOS e nem pensou em confirmar se o mapa do reino ainda estava atualizado. Moço, faz um curso, por amor de Deus. Culpo a falta de revisão aqui também porque o autor não precisa ser impecável em tudo, cabe às betas ajudar o autor a perceber estas gralhas também.
"Ah, ele é implacável" – Uhum, sendo constantemente ultrapassado por uma princesa que convenientemente sabia lutar. Ele é o pirata implacável e ela é quem sai sempre por cima?
Romance:
"Tanto se passou entre nós desde então."
Aham. Vamos revisar tudo o que se passou entre a Catherine e o Darin:
1. Ele raptou-a; 2. Ela tentou fugir e foi apanhada de novo; 3. Eles beijaram-se; 4. Ele destruiu o reino dela. Fim.
Tudo isso em CINCO DIAS.
Sim, tecnicamente, é um enemies to lovers. Mas sem química, sem tensão, sem nenhuma razão para torcer pelo casal. A história simplesmente diz que há uma conexão entre eles e espera que as pessoas aceitem. Não existem momentos deles que nos façam apegar. Não existe desenvolvimento lento e gradual que justifique a trope slow burn.
E para completar, a forma como eles se tratam muda a cada página. Ora é "você", ora é "tu", depois um "Cathy" posto ali do nada. Decide-te, autora!
Sistema de magia:
A Catherine descobre os poderes dela e, horas depois, já os controla perfeitamente. E qual é a justificação? "O meu desejo era salvar todos os que pudesse e a magia obedeceu-me, alimentada pelo meu desespero."
Isso não é um sistema de magia. Isso é preguiça. Ficou a parecer que a autora não quis perder tempo a desenvolver um aprendizado gradual, então atirou uma explicação rasa e seguiu em frente. O engraçado é que, para aprender a lutar com um guarda aleatório (que nunca mais é mencionado), teve toda uma preparação. Mas para controlar poderes mágicos numa alta fantasia? Nada.
Conclusão:
Oceânia tinha potencial. A escrita é boa, os personagens podiam ter funcionado e a premissa era promissora. Mas no final, tudo se perde. O livro quer ser um épico de alta fantasia, mas ignora a construção de mundo. Quer ter um romance slow burn, mas não dá tempo para os personagens realmente se apaixonarem. Quer uma protagonista forte, mas não dá motivos para ela ser assim.
Talvez indicasse para pré adolescentes e pessoas sem histórico na fantasia e que querem uma leitura rápida para um final de tarde.
Neste livro acompanhamos a Catherine, princesa do reino de Oceania que foi raptada pelo temível pirata Darin. O pirata pretende chegar até à Safira Sagrada, para poder pedir um desejo. Mas para isso, uma princesa precisa de ser sacrificada à Grande Serpente. Será que Catherine conseguirá fugir ao seu destino?
Gostei do livro, mas não adorei. Serviu para me entreter, mas não achei nada de extraordinário. O livro é muito pequeno e acho que o mundo não foi bem desenvolvido e os acontecimentos pareceram-me um pouco apressados. O romance também não achei nada de especial, foi fraquinho.
Para um primeiro livro da escritora, está muito bom. Espero que continue a escrever e de certa forma evoluir pois tem jeito para a coisa. Em relação ao livro, é bastante leve de ler, ótimo para quem estiver de ressaca literária, espero que num próximo tenha mais ação, uma ação mais duradoura, com descrições sobre o ambiente e sentimentos dos que o rodeiam. Curiosa por saber mais acerca das Bruxas do Mar e do romance.