Foi uma leitura bem chata. O primeiro livro pós-pandemia, que retrata bem os efeitos do isolamento sobre alguém, e acho que isso tem que ser pontuado. Mas é um livro chato. Talvez ninguém queira ler esses poemas não porque as pessoas perderam o hábito, mas sim porque são chatos. Todos eles são sobre o autor sentindo pena de si mesmo, se chamando de poeta, usando rimas pobres (e às vezes, nem usa rimas ou métrica qualquer, o que eu acho muita coragem chamar de poesia), sentindo pena de si mesmo. Que chato. Tenho certeza que a vida de um tal autoproclamado poeta é bem mais do que isso, ainda mais durante a pandemia, ainda mais se tratando de alguém que transicionou na pandemia, que militou, que lutou e que sofreu com os eventos. Queria muito ter gostado desses poemas, mas não passou de uma leitura enfadonha, e que infelizmente vai me fazer não ler mais nada do autor.