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Essa Coisa Viva
Quando completa um ano da morte de sua mãe, que vivia no interior de Minas Gerais, uma botânica de renome internacional resolve pôr os pingos nos is de uma relação permanentemente marcada pela instabilidade, pela culpa e pelo rancor. A tarefa, pode-se imaginar, é das menos simples. E envolve uma miríade de lembranças, cenas familiares, violência abafada pelas convenções sociais e a consciência (sempre dolorosa) de que, por mais que nos esforcemos, as armadilhas dos afetos sempre estão pelo caminho. E seguem nos machucando, muito tempo depois dos eventos traumáticos. Neste romance tocante e poderoso, Maria Esther Maciel parte das “coisas” ― plantas, objetos, insetos ― para reconstruir o passado da protagonista. A mãe, centro das rememorações, foi uma mulher a um só tempo vítima de seu tempo e algoz da própria filha. Uma mulher que alardeava a própria infelicidade e que parecia não desejar a satisfação alheia ― especialmente da filha, por quem nutria uma obsessão feita de reproches, cobranças, destruição da autoestima e desejos obscuros. Entre a crônica familiar e a meditação sobre os laços emocionais que muitas vezes são construídos por meio da violência (real ou simbólica), Essa coisa viva faz o inventário de duas vidas unidas para além das questões emocionais. Duas vidas permanentemente assombradas pelos eventos decisivos que as afastariam para sempre.
139 pages, Kindle Edition
First published January 12, 2024
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Community Reviews
Displaying 1 - 26 of 26 reviews
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April 10, 2025«Embora tenha gostado muito, sinto que me faltou qualquer coisa para ser um favorito. Não me parece que tenha sido a escrita, tampouco o facto de não ter praticamente enredo. Suspeito que tenha que ver com a fase da vida em que o li, sem dúvida uma altura mais resolvida em relação aos temas que Maria Esther Maciel aborda; ainda assim, recomendo muitíssimo esta leitura.»
Review completa em: https://ritadanova.blogs.sapo.pt/essa....
Review completa em: https://ritadanova.blogs.sapo.pt/essa....
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January 3, 2025ser afiada nas respostas, não engolir sapos, ter olhos de decisão, mentir com convicção, não ter qualquer tipo de pudor. enfrentar, sem grandes abalos íntimos, o que chamamos de vida.
January 16, 2026
Concordo que o desfecho (ou o ato final) é meio inesperado e causa um espanto em quem lê, talvez pelo tabu, talvez pela falta de justificativa, talvez pelo que revela sem revelar, mas fato é que se trata de uma. baita leitura. Achei um livro arrebatador!
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August 25, 2025tive certa dificuldade em decidir o que dizer desse livro. eu certamente gostei, mas difícil ser um favorito. ele é bem escrito, de leitura voraz, surpreendente. tudo para ser excelente - e não é. em momentos, parece mesmo que não é um livro, mas um desabafo pra mãe (estaria aí a genialidade ou o fracasso?), uma maneira de exorcizar os fantasmas de quem escreve. o final surpreendente não combina com nada do restante do livro e cai como uma bomba, pra mim, reforçando que o livro é mais um desabafo, do que outra coisa. enfim, para quem gosta do tema das más mães, o livro oferece um prato cheio.
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March 8, 2024Triste e assustador como me identifiquei.
March 18, 2024
uma estória bem difícil de tragar, mas muito bem contada. uma narrativa não muito comum: sobre filhas e mães em relações nada romantizadas. totalmente oposto ao último livro que eu li, “aos prantos no mercado” - quando escolhi esse, não sabia que ambos falavam de luto e perder a mãe, e tampouco que eram tão diferentes ainda que sejam sobre o mesmo tema. foi interessante, também, ler alguém falando sobre a experiência de viver a pandemia no Brasil. o peso dos assuntos tornou um pouco mais devagar a minha leitura, ainda assim, é definitivamente o tipo de texto vale a pena ler e que serve como uma aula prática de escrita criativa.
April 21, 2025
Gostaria de ter gostado mais, mas não deu. Não é a ausência de enredo ou a fragmentação que me incomoda, mas a veia unidimensional das personagens (a mãe é, o tempo todo, somente uma coisa), como se todos fossem retratos estáticos. A escrita é asséptica, há um quê de academicismo que me causa estranhamento e confusão, e ao mesmo tempo, me distancia da arte que é, de fato, a literatura. Há muito potencial, imenso, mesmo; mas, pra mim, pouquíssimo do que poderia ter sido, foi.
January 26, 2024
De paradoxos se faz a realidade. E, também, a ficção.
MEU DEUS, QUE LIVRO!!!
MEU DEUS, QUE LIVRO!!!
February 17, 2026
Ler livros sobre diferentes maneiras de luto é como encostar o ouvido na matéria do mundo e perceber que ela respira.
April 4, 2024
"inacreditável eu não a ter odiado de todo, já que odiar estava acima de minhas forças"
January 14, 2026
podia ser mais impactante, mas parece que a unidimensionalidade das personagens achata a história. pai bom, mãe ruim, irmão ruim, prima boa, prima ruim. a mãe ser inteiramente cruel faz questionar a credibilidade da narradora, que por vezes recai no lugar de vítima -- o que é compreensível, mas tira sua agência quanto à própria relação com a mãe. se se inventa uma mãe e o faz da maneira mais vilanesca, de quem é a crueldade?
me incomodaram um pouco as transições entre os assuntos, meio caricatas nos "por falar em...". o final também me incomodou um pouco. gostei da escrita, do fluxo, li em três dias. bom.
me incomodaram um pouco as transições entre os assuntos, meio caricatas nos "por falar em...". o final também me incomodou um pouco. gostei da escrita, do fluxo, li em três dias. bom.
August 31, 2024
É uma história essencialmente triste e uma escrita delicada, educada, sublime.
Como se escrevesse uma carta à mãe, morta há um ano, a narradora descasca suas feridas gentilmente, até que nos damos conta do tamanho da dor.
É um livro corajoso. E grandioso.
“Como diz tia Zenóbia, cada um se cura como pode. No entanto, as cicatrizes permanecem como vestígios do que tentamos esquecer, pois é impossível que a experiência passada emudeça para sempre. O esforço de apagar tudo tende a ser um gesto insensato e inútil, pois o veneno das coisas persiste como uma maldição. Por isso, tento me curar delas do jeito que posso.”
Como se escrevesse uma carta à mãe, morta há um ano, a narradora descasca suas feridas gentilmente, até que nos damos conta do tamanho da dor.
É um livro corajoso. E grandioso.
“Como diz tia Zenóbia, cada um se cura como pode. No entanto, as cicatrizes permanecem como vestígios do que tentamos esquecer, pois é impossível que a experiência passada emudeça para sempre. O esforço de apagar tudo tende a ser um gesto insensato e inútil, pois o veneno das coisas persiste como uma maldição. Por isso, tento me curar delas do jeito que posso.”
January 19, 2026
Apenas sentindo sentimentos depois dessa grata surpresa, que está há tempos me aguardando na estante.
A frase que inaugura o primeiro parágrafo me capturou: "Ontem fez um ano que você morreu. Tentei chorar, mas não consegui. Apenas me encerrei numa indistinta e vaga tristeza, como se tomada por uma dor antiga, dessas que trazemos no corpo por muitos anos, sem sabermos exatamente de onde vêm."
Nessa história presenciamos a carta escrita pela filha para a mãe falecida. A filha vai revelando, pouco a pouco, uma série de mágoas e dificuldades que sofreu nessa relação, desde seu nascimento. Sentimos como um expurgo e também como escrita que tenta ordenar uma série de sentimentos ambivalentes que acompanham essa filha durante toda sua vida.
Uma carta que dá coragem para que a filha realmente denuncie e concretize a magnetude do abuso e suas consequências trágicas em seu desenvolvimento.
Gostei muito da jornada de leitura. Fiz muitas marcações. Porém... ele me perdeu um pouco nas páginas finais. Senti um salto abrupto nas conclusões... O que suspense um pouco a imersão e deixa meio inverossímil.
Apesar disso, segue sendo uma ótima leitura, que recomendo 🙌
A frase que inaugura o primeiro parágrafo me capturou: "Ontem fez um ano que você morreu. Tentei chorar, mas não consegui. Apenas me encerrei numa indistinta e vaga tristeza, como se tomada por uma dor antiga, dessas que trazemos no corpo por muitos anos, sem sabermos exatamente de onde vêm."
Nessa história presenciamos a carta escrita pela filha para a mãe falecida. A filha vai revelando, pouco a pouco, uma série de mágoas e dificuldades que sofreu nessa relação, desde seu nascimento. Sentimos como um expurgo e também como escrita que tenta ordenar uma série de sentimentos ambivalentes que acompanham essa filha durante toda sua vida.
Uma carta que dá coragem para que a filha realmente denuncie e concretize a magnetude do abuso e suas consequências trágicas em seu desenvolvimento.
Gostei muito da jornada de leitura. Fiz muitas marcações. Porém... ele me perdeu um pouco nas páginas finais. Senti um salto abrupto nas conclusões... O que suspense um pouco a imersão e deixa meio inverossímil.
Apesar disso, segue sendo uma ótima leitura, que recomendo 🙌
June 10, 2024
Histórias de mães tóxicas sempre me causaram certo fascínio - o fascínio privilegiado de quem acompanha uma situação difícil de fora, assistindo uma realidade completamente distante da sua e sobre a qual você não tem vivência. Nesta obra, Maria Esther Maciel traz o relato de uma filha que carrega uma “gaveta cheia de restos deixados” pelo “desconjuntado convívio” com a mãe, numa narrativa potente e corajosa. É um livro curto, mas intenso. Recomendo demais.
April 30, 2025
Um livro curtinho e muito potente. A dessacralização da figura materna é um tema muito grande pra mim. Recomendo demais!
”Em tudo o que dizia respeito a você, havia algo de impossível. E paradoxalmente qualquer coisa era possível. A sensação era de que tudo estava além dos porquês.”
“De paradoxos se faz a realidade. E, também, a ficção.”
”Em tudo o que dizia respeito a você, havia algo de impossível. E paradoxalmente qualquer coisa era possível. A sensação era de que tudo estava além dos porquês.”
“De paradoxos se faz a realidade. E, também, a ficção.”
April 30, 2024
Nunca adentre o coração proibido
Nunca mergulhe nas falhas do abismo
Nunca acredite nas profundezas geométricas
Nunca machuque o objeto perdido
Nunca espere do falso ceticismo
Nunca mensure as palavras apologéticas
– Nunca, é tanto, para dizer nada
Nunca mergulhe nas falhas do abismo
Nunca acredite nas profundezas geométricas
Nunca machuque o objeto perdido
Nunca espere do falso ceticismo
Nunca mensure as palavras apologéticas
– Nunca, é tanto, para dizer nada
May 19, 2024
um livro forte e impactante, mesmo em tão poucas páginas sendo bastante delicado e abordando uma temática bem sensível, de modo bem respeitoso, uma obra fluída, ótima para passar o tempo e relaxar, com elementos bem interessantes
March 11, 2026
Es una carta de desabafo hacia la madre de Ana Luzia. El final no me lo esperaba, siendo sincero. Es tanta queja que se vuelve un poco tedioso de leer, pero no imposible. Te amo, Maria Esther Maciel. Esta no es de mis obras favoritas tuyas pero no es el fin de la historia.
February 28, 2024
3,5⭐️ pela “De paradoxos se faz a realidade. E, também, a ficção”.
March 21, 2024
esse livro foi mais dolorido e perturbador de ler do que eu pensei que pudesse ser
March 25, 2024
É um livro impressionante, que me comoveu muito. Uma história muito bem narrada sobre uma relação difícil entre mãe e filha. Li o livro num dia. É difícil parar.
July 30, 2024
Não sei, parece mais um daqueles livros em que faço mineração de trechos em vez de me conectar com a história.
August 28, 2024
escrita arrastada, custei pra terminar. história forte porém não prende, parece que a autora escreveu só para ela mesma.
September 23, 2024
me deixou pensando em quão má pode ser uma mãe
March 11, 2026
algumas coisas interessantes mas faltou história, o final deixou a desejar. esperava mais descrição das relações, algumas partes repetitivas e também um desfecho mais impactante.
May 3, 2026
custei a terminar
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