Se você não tiver esperança, estará num campo de concentração pior do que o Auschwitz".
Este romance é sobre um colecionador de lágrimas que, depois de experimentar terríveis perdas e sofrer derrotas inimagináveis, transforma-se num colecionador de esperanças. Ao ler esta obra você acompanhará a fascinante vida de um homem que aprendeu a superar o desespero e a dor após viver um dos capítulos mais dramáticos da história da humanidade. O professor Júlio Verne, um célebre intelectual de seu tempo, vive asfixiado por rotina, fama e conforto. Sua vida não tem um sentido existencial nobre. É então que ele descobre a lei vital da psiquiatria/psicologia: uma pessoa só é verdadeiramente feliz quando procura irrigar a felicidade dos outros e promover seu bem estar. Assim, em busca de um sentido existencial, o professor aceita participar do inédito e incrível projeto tecnológico de viajar no tempo. Seu objetivo: impedir que a Segunda Guerra Mundial aconteça e varrer das páginas da História as piores atrocidades já cometidas pelos homens.
Augusto Jorge Cury (Colina, 2 de outubro de 1958) é um médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor de literatura psiquiátrica brasileiro. Desenvolve em Espanha pesquisa em Ciência da Educação e, após a construção da teoria de Inteligência Multifocal, continua a desenvolver estudos sobre as dinâmicas da emoção e da construção dos pensamentos. Dirige a Academia da Inteligência no Brasil, um instituto de formação para psicólogos, educadores e outros profissionais, e actualmente os seus livros são usados em pesquisas de pós-graduação nas mais diversas áreas das Ciências Humanas. À sua actividade, alia ainda a participação em congressos e conferências em diversos pontos do mundo, onde os seus livros estão publicados.
A história se passa no ano de 2045. O personagem principal é Júlio Verne, um professor universitário que é escolhido para participar de um projeto extremamente audacioso: entrar numa máquina do tempo e impedir que a segunda guerra mundial aconteça e milhões de pessoas sejam assassinadas.
Na sua primeira viagem, o professor chega na Alemanha da década de 1940, numa época em que a 2ª guerra mundial já havia iniciado. Com um pouco de esforço, ele consegue ajudar algumas pessoas que ele conhece naquela época mas acabou fracassando na missão de impedir que o genocídio acontecesse. Prestes a ser morto, ele acaba retornando ao presente. Em sua viagem seguinte, ele chega alguns anos depois da primeira viagem e acaba indo para o campo de concentração de Auschwitz. Lá ele sofre demasiadamente mas tem a oportunidade de encontrar Viktor Frankl, o psiquiatra que se tornaria famoso posteriormente. Viktor tem um papel muito importante na missão de Júlio Verne, já que ele faria o personagem principal entender que só teria sucesso em sua missão quando encontrasse um sentido para ela.
Depois das diversas viagem ao tempo, o professor consegue entender só mudaria realmente a história da humanidade através da educação. Dessa maneira, ao invés de tentar encontrar Hitler na fase adulta e matá-lo ou ao menos convencer os grandes líderes a não o apoiarem na guerra, ele começa a se esforçar para encontrar Hitler ainda na infância e, através da educação, mudar a maneira dele de enxergar o mundo.
No geral eu gostei do livro e da sua mensagem mas não teve como lê-lo sem aquela sensação de ler uma fábula: aquele tipo de história que vem sempre com uma moral no fim. Uma outra coisa que me incomodou muito foi o final absurdo, fisicamente falando. Eu posso estar errada já que eu não sou uma grande conhecedora de ciência, mas na minha concepção não é possível viajar no tempo, sem que alguma alteração, por menor que seja aconteça. Após cada viagem no tempo que Júlio Verne realiza, o presente continua intacto. Os pesquisadores daquele projeto até chegam a se questionar se algum deles poderia deixar de existir se alguma mudança drástica no passado acontecesse e o livro fala sobre o paradoxo do avô mas no final das contas esse fatos não acabam nenhum dos personagens.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Neste livro, Augusto Cury conta a história de um professor, Júlio Verne, e nos faz pensar muito na educação dos seres humanos como uma forma de tornar o mundo um lugar mais pacífico e justo com respeito às diferenças das pessoas que se encontram ao nosso redor. O professor faz parte de um projeto para mudar a história e evitar a Segunda Guerra Mundial, mas todas as pessoas acham que será impossível influenciar o líder mais cruel da época, Adolf Hitler. Com três tentativas (ou viagens no tempo), ele entende um pouco melhor a humanidade e a psicologia do ser humano, e como os professores poderiam ajudar a formar o caráter das pessoas desde a juventude delas.
Na verdade, concordo bastante com a ideia de ajudar a moldar o futuro dos jovens mediante a educação, mas não somente nas escolas. Também deve haver uma grande e forte alicerce em casa. Os problemas de discriminação, racismo e marginalização muitas vezes vêm dos adultos ao nosso redor. Os amigos também têm muita influência e podem mudar a mente de uma pessoa, mas a falta de acesso à educação ou a falta de interesse no aluno por parte de um professor tem consequências enormes na vida e nas opiniões que se tem do mundo e da sociedade. Este livro nos mostra a importância de usar a educação e não a violência para resolver os problemas e para compreender os outros nas nossas vidas.
O livro envolve viagens no tempo, e muita psicologia e história (principalmente da Segunda Grande Guerra Mundial)ao mesmo tempo. Augusto Cury, Thankssssssssss!!!!!!
Para começo de opinião a mancha gráfica deste livro é qualquer coisa! Gostei dos capítulos curtos. Gostei da constante acção. Gostei da escrita do autor no geral. Não gostei da constante repetição dos factos em relação a Hitler. Sempre a referir as mesmas coisas... O final não gostei muito, mas não consigo dizer o porquê sem dar spoiler fiquemos por aqui. 3*
O livro possui uma leitura bastante agradável e envolvente. Augusto Cury procura estabelecer a narrativa de forma tal que as passagens servem como ilustrações para expor posteriormente conceitos de suas pesquisas (como a Teoria da Inteligência Multifocal, a ideia das Janelas da Memória e a Síndrome do Circuito Fechado da Memória). Trata-se de um recurso narrativo que achei interessante, mas julguei um pouco artificial o modo como a exposição dos conceitos do autor se interpõem à narrativa. Entretanto, a estrutura serve bem ao propósito dos romances do autor em geral, "trazer enriquecimento psicológico."
O protagonista da obra foi construído de um modo tal que podemos nos envolver com seus conflitos e angústias ao longo do livro. As passagens são regadas com bastante emoção e intensidade desde o princípio da obra. Alguns dos personagens secundários são bem construídos e têm bons papéis dentro da obra, em particular Rodolfo, Kate e o dr. Viktor Frankl.
No geral, o livro é uma ótima aula de história sobre o nazismo e a Segunda Guerra Mundial, intercalada com algumas doses de máximas sobre saúde mental, a transformação de pessoas saudáveis em psicopatas funcionais e doentes emocionalmente por meio das janelas Killer, e descrições sobre transtornos de personalidade. Eu recomendo, antes de lê-lo, que leia primeiramente "Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século", pois muitos dos conceitos-chave são extraídos dele, permitindo uma compreensão mais ampla.
Achei riquíssimas as passagens no campo de Auschwitz, em especial os diálogos com o dr. Viktor Frankl, e os capítulos com a reunião dos psiquiatras a respeito de Hitler.
2,5⭐ Llegué a este libro a causa de un intercambio literario. Ya por el título no lo habría comprado jaja, es como muy poético y optimista para mí gusto.
El título del libro habla mucho de la mentalidad del personaje principal "Julio Verne", quien se adentra en viajes en el tiempo con el fin de cambiar la historia y evitar la Segunda Guerra Mundial. Aunque me costó engancharme, lo logré. Es un libro bastante optimista, con muchas frases que van acompañadas de lo trágico y así también de la esperanza. Por momentos lo disfruté pero sobretodo llegando a los últimos capítulos se me hizo muy denso, podría haber sido más corto (a mí parecer). Es interesante que da muchos datos reales sobre la Guerra, sobre Hitler y con diferentes acontecimientos el autor logra transportarte a los hechos.
Les comparto un par de frases que me gustaron:
"Todo ser humano es un arca, no existen mentes impenetrables, sino llaves equivocadas"
"Los nazis fueron secuestrados en el único lugar en el que debían ser libres, dentro de sí mismos"
"Pensar con responsabilidad, poniéndose en el lugar de los otros, es nuestro mayor desafío"
Un libro con muchos datso historicos y analisis psicologicos de la más grande atrocidad de la historia: el holocausto judío. Narrado con una trama entretenida, recottiendo los grandes sucesos de la Alemania nazi. Dandonos a comprender con mayor cercania lo sucedido en esa época. Gran aporte sobre la importancia de la educación y la gran labor de los maestros o profesores en la mente de sus alumnos.
Algo anunciado el final y fantástico, una pequeña utopía sobre el valor de la educación en mentes libres.
Amei. Já li outros livros do autor mas este é ótimo. Linguagem clara e aessível, facil de se colocar no lugar dos personganes e aplicar os conceitos em nossas vidas.
Achei surpreendente, fora que é uma aula de história
O livro é magnífico, adorei o enredo e acima de tudo as várias aprendizagens que se podem tirar das várias citações que se encontram ao longo e todo o livro.
Uma pessoa só é verdadeiramente feliz quando procura irrigar a felicidade dos outros e promover seu bem estar.
Neste livro, o leitor regressa à história do professor de história Júlio Verne que no livro anterior "O coleccionador de lágrimas" decide embarcar num projecto inovador chamado Projecto Túnel do Tempo, com o objectivo de viajar no tempo através de uma máquina do tempo até à época da Alemanha Nazi para assim destruir Hitler e impedir a segundas grandes guerras.
À medida que a história evolui, o leitor vai-se apercebendo que a história destes dois livros tem por base uma espécie de conflito intertemporal onde o passado e o presente se misturam, no primeiro livro Júlio Verne começa a ter vários pesadelos relacionados com o Holocausto e o Nazismo e surge um conjunto de situações onde essa fusão também é bastante evidente. No primeiro livro surgem já pistas acerca deste projecto Túnel do tempo mas não é muito desenvolvido, só é esmiuçado no segundo volume.
Nesta segunda parte do livro vão surgir também algumas das personagens que vão aparecer nos pesadelos do professor Júlio Verne, na primeira parte da história. Júlio Verne vai reencontrar-se com elas nas recorrentes viagens que irá fazer no tempo.
Há momentos duros em que o professor Júlio Verne viaja até ao campo de concentração de Auschwitz para reviver a realidade dos judeus da época, sendo que ele também é judeu e esses são momentos arrepiantes, que nos transportam de uma forma acutilante para essa época e imaginar as descrições feitas pelo autor deixa-nos de coração apertado porque são descrições arrepiantes, pormenorizadas e assombrosas:
Não havia bancos, nem sequer espaço para sentarem-se. Tinham de ficar em pé devido à superlotação de pessoas. Os vagões foram trancados pelo lado de fora. À noite se ouviam as rodas de ferro atritando-se nos trilhos. Outrora um som agradável, os “gritos” metálicos sufocavam vozes e tornavam-se fantasmagóricos. Dominados pela desesperança e pelo medo, ninguém falava ou fazia qualquer gesto. Alguns choravam de medo. As janelas tinham sido tapadas com tábuas, restavam apenas algumas frestas para entrar ar e luz. Sentiam sede e quase não conseguiam respirar. No vagão onde se encontrava Júlio Verne penduraram num canto um cobertor, atrás do qual as pessoas faziam suas necessidades. Não demorou muito para o cheiro tornar-se insuportável. Muitos adormeceram de cansaço, mesmo em pé. Eram longas 32 horas até Auschwitz, se tudo corresse bem. Não havia água, pão, apenas uma massa de humanos. O mau cheiro das feridas contaminadas, a falta de higiene dos capturados em lugares inóspitos, os gemidos dos mutilados tornavam o próprio comboio um campo de concentração. Alguns idosos e feridos não suportavam a longa viagem e desfaleciam.
Gostei particularmente das três situações em que a personagem principal se vai encontrar com Hitler, faz-nos de certa forma acreditar que podia ser uma realidade possível.
Adorei o final do livro onde o objectivo pretendido é atingido, sem guerras, sem mortes e sem armas, apenas com uma simples acção: a educação.
Uma leitura vibrante, intensa, muito bem construída - onde se denota a longa pesquisa do autor para o desenvolvimento da obra -, que nos deixa a reflectir e que recomendo vivamente.
Algumas citações de que gostem e que merecem destaque:
Os livros traem a realidade crua quando em palavras frias traduzem a dor dos outros
Um general arregimenta jovens para a guerra, enquanto os professores lavram os solos da mente dos alunos para que eles se coloquem no lugar dos outros, valorizem a vida e não façam guerras…
Estou sendo fiel à minha consciência… Quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não quero morrer com essa dívida.
Se não me matam o corpo, mas me matam a liberdade, matam o sentido fundamental de existir. Logo, não estou vivo…
Todo ser humano é um cofre. Não existem mentes impenetráveis, mas chaves erradas.
Parecia ver orvalho no deserto, brisa no calabouço, esperança nos vales do desespero.
Ouso dizer que nada no mundo contribui tanto para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que nossa vida tem um sentido.
A intenção é boa e o autor reforça a idéia de que a educação é a solução para trazer a humanização das relações o fim da violência, mas o livro é bastante comercial e não sai do lugar comum.
O texto mantém o pique e a curiosidade do leitor, mas tem passagens cinematográficas de mal gosto e cheias de clichês. Os diálogos do Prof. Julio Verne com Viktor Frankl e Hitler deixam a desejar e ficam muito aquém do poderiam ser se fizessem parte de um livro de Umberto Eco, Dostoievsky ou José Saramago.
Se o objetivo é uma leitura leve para distrair enquanto você toma um "solzinho" na praia, o livro cumpre o objetivo.
Como leitura profunda e para fazer pensar, há definitivamente opções mais interessantes e eu recomendo o original Man's Search for Meaning do próprio Viktor Frankl, que é uma leitura inspiradora.
Não tenho muita paciência para este tipo de livro. Cheguei em pouco mais da metade e parei. Pelo conhecimento histórico imenso que acrescenta, resolvi insistir na leitura, mas não consegui curtir o livro e não cheguei ao final dele. Será que se eu tivesse lido até o final teria encontrado o sentido da vida?
É uma história que prende a atenção e é difícil parar de ler. O livro conta sobre um professor que aceita participar de um projeto de viagem no tempo, com o objetivo de impedir que Segunda Guerra Mundial aconteça, e apagá-la da história. Me deparei com eventos que ocorreram e com as atrocidades cometidas pelos nazistas. É um livro realmente envolvente.