Jump to ratings and reviews
Rate this book

Tecnologias Ancestrais de Produção de Infinitos

Rate this book
dentre uma já quase inumerável produção, nos chegam estas “Tecnologias ancestrais para produção de infinitos”, o mais novo e inédito livro de crônicas de Cidinha da Silva, que aporta sobre um mar de ainda turbulências na virada de 2022 para 2023, no limiar do que o povo consegue suportar, e sob o gatilho de um novo processo hiperinflacionário. dividido em três partes – ‘Carcará’ (que trabalha as relações mais diretas com as ancestralidades a partir da visão mais dura de mundo, incluindo os desdobramentos políticos), ‘João-de-Barro’ (que traz reflexões sobre o mercado editorial e o ofício da escritura) e ‘Bem-te-vi’ (que evoca a apaziguação, o amor, o reencontro com uma possível paz interior exteriorizada) –, o volume 03 da ‘coleção só prosa’, ‘série brasileira’, traz este conjunto de crônicas que nos alocam para a perspectiva dos infinitos e avante. as ilustrações de Òkun trazem o sentido estético-visual de quando se fala de Tecnologias ancestrais – o saber de antes, as técnicas que compõem um imaginário infinitamente maior do que nosso alcance pode imaginar, justamente para nos lembrar do futuro – de quem será (o presente) o que outras pessoas não foram (o passado) mas cujo legado (ancestralidade) é o que motiva e dá base para que esse alguém possa modificar os passos adiante.

128 pages, Paperback

Published December 30, 2022

10 people want to read

About the author

Cidinha da Silva

35 books28 followers
Cidinha da Silva - nasceu em Belo Horizonte, em 1967, onde se graduou em História, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Transferiu-se em seguida para São Paulo, com brilhante atuação no GELEDÉS - Instituto da Mulher Negra, organização não-governamental que chegou a presidir. A escritora possui forte engajamento com a causa negra e com questões ligadas às relações de gênero. Suas publicações encontram-se, assim, alinhadas a tais temáticas, no intuito de promover maior espaço de reflexão sobre as identidades tidas como subalternas. Em fevereiro de 2005, fundou o Instituto Kuanza, que tem por objetivos desenvolver projetos e ações nos campos da educação, ações afirmativas, pesquisa, comunicação, juventude e articulação comunitária. Todos encontram-se vinculados à discussão sobre as assimetrias racial e de gênero e subsidiam a formulação de políticas públicas nessas áreas. Como dirigente cultural, concebeu e executou projetos inovadores como o "Geração XXI", em inéditas parcerias com empresas e organizações não-governamentais. Nessa linha, atuou também como gestora de cultura na Fundação Cultural Palmares, onde se destacou pela organização da publicação Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil (2014).

Sua estreia na Literatura Afro-brasileira se dá com a coletânea em prosa Cada Tridente em seu lugar, publicado em 2006 e reeditado no ano seguinte. A obra foi pré-selecionada pela Fundação Biblioteca Nacional para integrar o projeto de expansão de bibliotecas públicas por cidades do interior do Brasil. E as narrativas “Domingas e a Cunhada”, “Pessoas trans” e “Angu à baiana”, presentes no livro, tiveram os direitos de filmagem adquiridos pela produtora Lúmen Vídeos, de Vitória, Espírito Santo. Composto em sua maioria de textos curtos, Cada Tridente em seu lugar explicita o permanente diálogo com a realidade contemporânea e, no plano formal, o contínuo entrelaçamento da crônica com o conto. Desde então, foram nada menos que onze títulos publicados entre 2006 e 2016, abarcando crônicas, poemas e narrativas infantojuvenis. Já o volume Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!, lançado em 2008, confirma sua atuação na literatura relacionada à alteridade e inclui escritos voltados para o universo da homoafetividade.

No prefácio do volume Sobre-viventes (2016), a pesquisadora e poeta Lívia Natália afirma: "vi-me muitas vezes retratada em situações e personagens. Vi minha mãe, minha avó vivendo nas páginas de Cidinha da Silva como as negras ali representadas com uma dignidade belíssima. Andei com estes textos entre fatos que todos nós, brancos ou negros, vivemos em nossa travessia racial pelo mundo, já que nossa roupa, por excelência, é a nossa pele que, como texto que é, fala logo e antes de nossa boca." (NATÁLIA, 2016, P. 12).

Cidinha da Silva é autora ainda das peças teatrais Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas, encenada pelo grupo "Os Crespos" em 2013, e Os coloridos, também encenada pelo grupo em 2015.

Além das obras referidas, autora tem presença constante nas redes sociais e na imprensa alternativa publicada na internet. É editora da Fanpage cidinhadasilvaescritora e colunista dos portais Forum, Geledés e Diário do Centro do Mundo.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
1 (25%)
4 stars
2 (50%)
3 stars
0 (0%)
2 stars
1 (25%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 of 1 review
Profile Image for Guilherme Eisfeld.
307 reviews4 followers
March 4, 2025
Um livro dividido em três partes: Carcará, João-de-barro e Bem-te-vi. Com lírica distinta. Temáticas de repressão, de escrita e de apaziguamento. Um livro lindo graficamente, com ilustrações belíssimas e conteúdo ora revelador, ora um cafuné. Quando Cidinha me disse que esse era seu melhor livro, parecia estar certa.
Displaying 1 of 1 review

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.