Jandira Pavio-Curto, além de drag queen, vê espíritos. Ainda assim, desde a morte da sua mãe, ela prefere viver entre os vivos — afinal, não é seguro ser filha da última costureira de almas de Recife. Quando Jandira comete um erro que pode ser responsável por assassinatos paranormais no centro de Recife, ela terá que ajudar a polícia a resolver o caso para evitar que o pano que separa os mortos dos vivos se desmanche de uma vez por todas.
Esta edição, exclusiva para quem apoiou a campanha no Catarse, vem com um conto extra, "Fruto podre".
Uma drag queen precisa desvendar os assassinatos sobrenaturais que vêm acontecendo no centro do Recife, enquanto resgata a tradição das costureiras de almas e tenta descobrir como fechar o tecido que separa os vivos dos mortos.
"A trama da morte" é impecável do começo ao fim. A história tem tudo que eu poderia pedir de uma boa fantasia sobrenatural pernambucana: menções às ruas do Recife, assombros do passado da cidade, a energia sombria e muito sotaque. É muito gostoso ler uma história que se passa nas ruas onde você anda com frequência, dá um ar de mistério ainda maior à cidade.
Lucas apresenta uma narrativa fluida, cheia de críticas e muito brasileira nesse livro. Há ainda um crossover com uma das minhas histórias favoritas que me deixou bem surpreso.
A trama da morte, do Lucas Santana, é uma fantasia urbana que cria a figura das "costureiras de almas". Pessoas que conseguem pegar os fios que prendem almas penadas ao nosso mundo, desatar seus nós e prendê-los do lado certo do tecido que separa os vivos dos mortos.
A protagonista, Jandira Pavio-Curto, é uma drag queen que quebrou a tradição familiar de costureiras. As coisas mudam quando uma série de assassinatos começa a ocorrer no Recife e tudo leva a crer que os culpados são espíritos que não conseguem encontrar o seu descanso. Fantasmas à parte, o livro é bem enfático sobre seus temas principais: transfobia e homofobia nas ruas de Recife.
Minha edição (apoiada no Catarse) veio com um conto bônus de terror no final. Esse conto dialoga bastante com o que se convencionou chamar "horror latino americano" e daria fácil outras histórias no mesmo universo.
Eu lembro que quando eu vi o anúncio desse livro no Twitter, eu estava em dúvidas sobre escrever uma história que se passasse no Recife e entendi a divulgação desse livro como uma espécie de sinal. Agora, eu li pela primeira vez, estou apaixonada e seriamente cogitando em comprar a versão física. Eu amei o livro, todo o universo e mais do que tudo amei a sensação de conseguir ver a história tão claramente por se tratar de espaços que eu já conhecia. A leitura é muito fluida e divertida, todo minuto que eu fazia uma pausa batia uma vontade desesperadora de voltar a ler. A história foi incrível, tão bem construída e detalhada mesmo a história sendo curta, confesso que fiquei com medo do final, mas me surpreendeu positivamente, é uma história que representa tanto a felicidade da comunidade LGBT como a tristeza e a luta. Definitivamente, uma das minhas melhores leituras do ano.
O livro em si já é incrível, o final uma virada bem satisfatória no que estamos acostumados a ler. A vingança pode não ser plena, mas a justiça equilibra o mundo, e nesse caso, retalha os planos.
Apesar disso, foi o conto extra que me deixou embasbacada, me arrepiou dos pés a cabeça. Simplesmente fenomenal, acho que vou ser assombrada pela história da Marina pra sempre, e que bom. Espero ter coragem para também acender meus fósforos e deixar pra trás meus frutos podres.
amei demais esse livro! a narrativa é super fluída e envolvente, e eu amei os elementos fantásticos criados pelo autor. as personagens são muito carismáticas, e eu espero que o lucas conte mais histórias com a jandira!!!
uma leitura bem rapidinha e fluída, um conto bastante interessante, uma história bem original e que acaba por se destacar bastante, uma premissa bem bacana, que foge do comum, do esperado, ótimo para poder se passar o tempo e relaxar...
A escrita de Lucas é sensacional e é maravilhoso poder ter contato com uma obra de terror ambientada num lugar que eu conheço pessoalmente.
A construção das personagens, em todas as suas características foi muito bem feita. E o desenvolvimento da história, também.
AMO ver o quanto autores nordestinos têm conquistado espaços em múltiplos gêneros, e o quanto a gente pode finalmente contar as nossas histórias do nosso jeitinho, com o nosso tempero e nosso sotaque.