Já todos ouvimos dizer - e muitos pudemos comprovar - que o poder absoluto corrompe totalmente. Temos visto, nos últimos anos, uma verdadeira escalada dos níveis de corrupção e de abuso de poder, nas mais diversas instâncias. A corrupção, sugere o reconhecido autor Augusto Cury, é como uma doença - mas de que forma é que ela se instala na mente humana?
Todo o ser humano, explica o autor e psiquiatra, tem dentro de si vampiros mentais capazes de o asfixiar, como o orgulho, a ira, a inveja, o ciúme, a dissimulação, a ambição e a necessidade neurótica de ser o centro das atenções. Estes vampiros costumam ser impercetíveis ao hospedeiro - mas, se não forem travados, acabarão por destruí-lo.
Neste impactante romance, Augusto Cury demonstra como esses vampiros se alojaram na mente de Napoleão Alcântara, um poderoso político, considerado incorruptível. Este líder rejeita a ideia de estar doente até se deparar com o misterioso H - o médico da humanidade. Para diagnosticar as suas fraquezas, H leva-o a viajar pela história e a conhecer a formação da personalidade do sociopata Hitler, a prática da guilhotina na Revolução Francesa, a negação de Pedro a Cristo e o julgamento de Sócrates.
Através destas viagens incríveis, Napoleão toma consciência do poder destes vampiros mentais, e da importância de lhes fazer frente - para se poder tornar um verdadeiro líder servidor.
Augusto Jorge Cury (Colina, 2 de outubro de 1958) é um médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor de literatura psiquiátrica brasileiro. Desenvolve em Espanha pesquisa em Ciência da Educação e, após a construção da teoria de Inteligência Multifocal, continua a desenvolver estudos sobre as dinâmicas da emoção e da construção dos pensamentos. Dirige a Academia da Inteligência no Brasil, um instituto de formação para psicólogos, educadores e outros profissionais, e actualmente os seus livros são usados em pesquisas de pós-graduação nas mais diversas áreas das Ciências Humanas. À sua actividade, alia ainda a participação em congressos e conferências em diversos pontos do mundo, onde os seus livros estão publicados.
Segundo livro que leio do autor, e tenho a dizer: Se querem ler um autor que vos faça refletir em diversas coisas leiam Augusto Cury.
O foco essencial deste livro é a corrupção. Acompanhamos a história de Napoleão e a sua "corrida" às presenciais. Napoleão conhece H e com a ajuda de H vamos entrando em várias janelas de "memórias da humanidade", vendo como expectadores exemplos de líderes que falharam e onde falharam (tais como Robespierre, Hitler, Sócrates e Simão Pedro).
Adorei o facto de viajarmos para vários momentos decisivos da história da humanidade e como esses momentos podem proporcionar introspeção.
Augusto Cury traz-nos desta vez um romance centrado na corrupção, através da personagem Napoleão Alcântara. Começou por ser um prestigiado advogado, até se tornar um dos principais candidatos à presidência. Napoleão é casado e tem dois filhos. É uma pessoa com sede de poder e que anseia ser o centro das atenções. Marcado pelo alcoolismo do seu pai e pelo suicídio do irmão mais velho.
Durante uma viagem de avião, quando o avião está a atravessar uma fase de turbulência, Napoleão cruza-se como um homem mais velho, denominado H, que começa a questioná-lo sobre as suas falhas. E fá-lo levando Napoleão numa viagem pelo tempo.
Primeiro vão até à época da revolução francesa. Depois vão até à época do Nazismo. Passando pela época Romana e pela Grécia Antiga.
Napoleão vai perceber que a sua sede de poder e de ser o centro da atenção, está a interferir com a sua personalidade e a destruir o seu casamento e a relação com os filhos. H vai ajudá-lo na gestão da emoção.
Custou-me a entrar na dinâmica deste livro. Se já leram livros do autor sabem que a personagem Marco Polo está muito presente nos seus romances, mas neste não. Confesso que senti falta, apesar de H cumprir bem o papel.
Gostei bastante da narrativa, faz-nos ter um olhar crítico sobre a política e os políticos do nosso país. Era um livro que o nosso governo devia ler.
O livro é bom! A ideia do livro é muito boa. A historia é muito bem desenvolvida! Mas a leitura se torna um pouco densa com a repetição de "Janelas da memoria" e explicações sobre emoções de forma bem psicologia e psiquiátrica. Os dialogos, por quererem deixar bem claro as emoções, acabam sendo muito diferentes do que seriam na realidade e desanima na leitura. Mas acho que ambas as coisas são características firmes na escrita do autor.
Cury tem uma capacidade extraordinária de explicar a complexidade da mente e das emoções humanas de forma prática e de simples compreensão. Este livro é uma chapa de luva branca. adorei e recomendo a todos mas em especial aqueles que têm ou pensam vir a ter um cargo de poder na sociedade.
Augusto Cury consegue mostrar os erros que não enxergamos enquanto vivemos nossas vidas de forma mecânica, sem pensar no que e com quem estamos errando, apenas aceitando tudo como comum.