A primeira vez que tive contato com esse livro, em meados de 2023, ainda aluno de mestrado na França e indeciso sobre meu futuro próximo, li cerca de 50% deste livro e então decidi abandoná-lo. Não que fosse por mérito (ou demérito) do livro, e sim porque me sentia ansioso e dividido entre viver alguns anos a mais no exterior, coisa que planejei por anos, e voltar ao Brasil e dar a devida atenção a essa pulguinha atrás da orelha chamada Carreira Diplomática.
Hoje, 2 anos depois, após ter experienciado mais alguns anos no exterior e ter feito a decisão de voltar ao Brasil, reli este livro no clube de livros particular que faço entre mim e minha companheira e tive a certeza de que o reli no momento certo da minha vida.
Passear pelos anos de vida de Claudia Assaf é uma dose certa de emoção tanto para mim, aspirante a diplomata que sofre com as ansiedades, escolhas e dúvidas do processo, quanto para alguém alheio ao mundo dos CACDistas.
Esse livro comove, faz refletir e impulsiona com a mensagem de que o maior "inimigo", se assim posso dizer, somos nós mesmos. Em um concurso-maratona como é o CACD, precisamos olhar com atenção nossa própria evolução e não pensar em se candidato x ou y sabe mais ou menos que a gente.
Concluo a leitura bastante motivado para os próximos anos de preparação e tentativa, consolidando em mim a importância do apoio de pessoas próximas, o esforço constante de aprendizado —um gol por dia—, o valor do português como núcleo do concurso e pilar da profissão (ex: valor concessivo do "posto que").
A lista de aprendizado com esta obra é enorme, ainda em tempo de reflexão após concluí-lo, estou seguro que meu inconsciente evidenciará outros pontos de aprendizado ao longo do tempo.
Voltarei aqui quando um dia eu for diplomata para reviver o texto do aspirante e eterno aluno. Espero que quando lá estiver, também consiga um exemplar do Diário de bordo autografado pela minha, ouso dizer, futura colega de profissão.