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A Pata da Gazela

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A Pata da GazelaJosé Martiniano Pereira de Alencar, padre, jornalista e político brasileiro (1794-1860)Este livro apresenta «A Pata da Gazela», de José Martiniano Pereira de Alencar.Índice Apresentação- A Pata Da Gazela

158 pages, Kindle Edition

First published January 1, 1870

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About the author

José de Alencar

199 books239 followers
José Martiniano de Alencar was a Brazilian lawyer, politician, orator, novelist and dramatist. He is one of the most famous writers of the first generation of Brazilian Romanticism, writing historical, regionalist and Indianist romances — being the most famous The Guarani. He wrote some works under pen name Erasmo.
He is patron of the 23rd chair of the Brazilian Academy of Letters.

José de Alencar was born in what is today the bairro of Messejana on May 1, 1829, to priest (and later senator) José Martiniano Pereira de Alencar and his cousin Ana Josefina de Alencar. Moving to São Paulo in 1844, he graduated in Law at the Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo in 1850 and starts to follow his lawyer career at Rio de Janeiro. Invited by his friend Francisco Otaviano, he becomes a collaborator for journal Correio Mercantil. He also wrote for the Diário do Rio de Janeiro and the Jornal do Commercio.

The house of José de Alencar, in Messejana
It was in the Diário do Rio de Janeiro, during the year of 1856, that Alencar gained notoriety, writing the Cartas sobre A Confederação dos Tamoios, under the pseudonym Ig. In those, he criticized the homonymous poem by Gonçalves de Magalhães. Also in 1856, he wrote and published under feuilleton form his first romance: Cinco Minutos.
He was a personal friend of Joaquim Maria Machado de Assis. Coincidentally, Alencar is the patron of the chair Assis occupied.
He died in Rio de Janeiro in 1877, a victim of tuberculosis.

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Community Reviews

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49 (13%)
1 star
21 (5%)
Displaying 1 - 29 of 29 reviews
Profile Image for Oziel Bispo.
537 reviews86 followers
May 1, 2019
Escrito em 1870 ,narra um triângulo amoroso entre três jovens ,a linda e  virgem e rica Amélia, o simples e coração puro Leopoldo, e o vaidoso e popular e belo Horácio.

José de Alencar, traz um tema polêmico e inédito para a época: O fetichismo por uma parte do corpo.Explico. Horácio se encanta pelos pés mimosos de Amélia, não por seu corpo como um todo, ele venera aqueles pezinhos que um dia soube que eram dela a partir de uma botina que esta deixara cair no chão, e de tal forma fica fascinado pela forma minúscula do pé da moça que resolve namorá-la.

Leopoldo no entanto , um dia descobre que Amélia é aleijada tem o pé todo deformado e a botina era apenas um disfarce para os pés disformes , mas mesmo assim a continua amando pois ama também sua alma não só seu corpo.

Então o que temos aqui é o seguinte: Horácio apaixonado por uns pezinhos apenas, mas não sabe que são aleijados,os pés que vira eram de outra pessoa, e Leopoldo mesmo sabendo do defeito da moça a ama muito... Quem vencerá  o amor materialista ou o amor espiritualista?

O livro tem uma reviravolta espetacular que vai nos deixar de boca aberta. Só lendo para saber.

Livro ótimo de José de Alencar.
Profile Image for Jose Santos.
Author 3 books169 followers
December 30, 2022
Paixões fúteis que comandam a vida destes personagens ultra romanticos.
Hoje chamar-se-ia de fetiche por pés, mas na época, em que pouco ou nada se mostrava do corpo, uma paixão pelos pés de uma jovem podem ser vistos de outra forma.
É interessante ver o que se lia nesta época e curiosa a personificação do reino animal ou a comparação da sociedade como uma savana africana.
Profile Image for Emerson Vieira.
41 reviews5 followers
January 16, 2018
Muito engraçado, eu ria sozinho lendo este livro! José de Alencar consegue uma façanha ao descrever um pé de diversas maneiras. Com isso, ele prova que é possível escrever uma história intrigante apenas usando algo simples como motivo principal, ou seja, uma bota perdida. O autor só não é genial neste romance porque o fim não é tão inesperado; ele já faz parte do pensamento romântico do século XIX. No entanto, todo o resto é digno de uma comédia shakespeariana. Arrisco a dizer que este livro pode ter influenciado Machado de Assis na escrita do episódio de Brás Cubas a respeito do namoro com Eugênia. Li despretensiosamente, mas me surpreendi e adorei!
Profile Image for Carlos Hugo Winckler Godinho.
204 reviews7 followers
November 13, 2011
Nada melhor do que se surpreender. Li por ser curto, e dar uma chance a literatura nacional, a qual eu li quase sempre obrigado, principalmente José de Alencar e Machado de Assis. Longe de me cativar com a história a princípio, o livro me prendeu e foi realmente interessante.
Profile Image for Cassio Moreno.
51 reviews1 follower
August 4, 2010
Excelente livro, a história é simplória mas muito bem escrito e me interessou muito.
Profile Image for Sergio Lucio.
15 reviews1 follower
March 26, 2017
Livro muito gostoso de ler, revela o que seria uma Cinderela brasileira. Bom para quem aprecia contos e enlaces do amor, coisas relacionadas a amor verdadeiro e, em contraponto, ilusões.
Profile Image for Denise Macário.
462 reviews1 follower
June 6, 2018
Quero reler alguns clássicos, aqueles que me fizeram amar os livros, esse é um deles.
Muito divertido, o tom irônico do autor, pena que é tão curto.
Profile Image for Ana Caroline.
33 reviews3 followers
April 18, 2020
Avaliação: 3,5 / 5,0 Estrelas
Obra do escritor brasileiro José de Alencar, um de nossos mais importantes escritores, Alencar se aventurou em vários gêneros e teve várias fases em sua obra. Dentre elas o romance “A Pata da Gazela” que traz a vida da sociedade. Publicado em 1870, A Pata da Gazela retoma o tema do romance urbano, porém o próprio Alencar (em Como e por que Sou Romancista) aponta o livro como o início de sua fase madura.
Nessa obra a trama inverte o conto A Cinderela: no seu romance, é a jovem, cobiçada por seu pé formoso, quem vai escolher o mais adequado entre seus pretendentes. Ajudada pela amiga Laura, ela põe os dois à prova para identificar aquele que tem a virtude de amá-la por suas características morais, e não apenas pela beleza física.

Rate: 3,5 / 5,0 Stars
Work by the Brazilian writer José de Alencar, one of our most important writers, Alencar has ventured into several genres and has had several phases in his work. Among them is the novel “A Pata da Gazela” that brings the life of society. Published in 1870, A Pata da Gazela takes up the theme of the urban novel, but Alencar himself (in Como e que eu Sou Romancista) points out the book as the beginning of its mature phase.
In this work, the plot reverses the tale A Cinderella: in her novel, it is the young woman, coveted by her beautiful foot, who will choose the most suitable among her suitors. Helped by her friend Laura, she puts them both to the test to identify the one who has the virtue of loving her for his moral characteristics, and not just for his physical beauty.
Profile Image for Walter .
501 reviews6 followers
November 26, 2017
Obra menor dentro da produção de Alencar, na minha opinião. Personagens fraquinhos e estereotipados, e história com poucos atraentes, contudo, a narrativa do cearense, desta vez, agradou-me bastante. Isto sucedeu pela boa quantidade de humor que o autor colocou na obra, o que, considerando o nível geral de A Pata da Gazela, agradece-se.
Profile Image for Laura.
7,153 reviews612 followers
September 10, 2015
A Pata da Gazela" é um singelo romance de José de Alencar considerado a "Cinderela brasileira". Narrado em terceira pessoa, trata-se de um romance vivido na alta sociedade carioca. Horácio recolhe um pequeno sapato que encontra na rua e se obstina a encontrar a dona dele
Profile Image for Andre.
99 reviews7 followers
March 8, 2016
It was a fun and entertaining book. Never thought I would call José de Alencar "a light reading", but that's exactly what it was.
Profile Image for Harvey Hênio.
679 reviews3 followers
May 15, 2026
José de Alencar, batizado em 01 de maio de 1829 em Fortaleza (CE) como José Martiniano de Alencar e falecido em 12 de dezembro de 1877 no Rio de Janeiro é um dos grandes nomes de nossa literatura.
Elaborou com esmero de esteta do idioma uma obra robusta que pode ser dividida em duas “fases” que se intercalam e que enfocam temas diferentes. Na primeira fase é claro um indigenismo romântico narrado de forma mítica e extremamente idealizada em obras canônicas como “O Guarani” (1856), “Iracema” (1865) e “Ubirajara” (1874). Na segunda fase são destaques os romances de ambientação urbana como “Lucíola” (1862), “Diva” (1864) e “Senhora” (1875) que abordavam de forma bem original e com nuanças que soam à frente de seu tempo questões como relações de gênero, a condição feminina e as dinâmicas de poder existentes dentro de uma sociedade patriarcal colocando como protagonista de suas tramas mulheres fortes, desafiadoras, complexas e até mesmo manipuladoras que afrontam a visão tradicional de que as mulheres não tinham vez e nem voz nesse período.
Em “Senhora”, por exemplo, sua obra, a meu ver, mais ambiciosa, Aurélia, a protagonista, em amarga vingança, “compra” através de um dote disfarçado o seu ex-noivo Fernando, que a havia abandonado e o humilha a despeito de seus sentimentos por ele ainda serem fortes. Esse romance, inclusive, é dividido em partes que aludem ao fato de o sistema capitalista afetar as relações sociais; são elas: “Preço”, “Quitação”, “Posse” e “Resgate”.
“A pata da gazela”, publicado em 1870, é uma obra de Alencar que é pouco conhecida e deveria ser mais valorizada pois é muito interessante.
Nesse livro Amélia, jovem romântica e extremamente perspicaz, é ambicionada por dois jovens mancebos. Horácio é um “bon vivant” conquistador e inescrupuloso que tem um fetiche por pés. Ele, diante de um calçado que pensa ser de Amélia, imagina a formosura de seus pés e ambiciona a moça, mesmo não a amando, em função de sua obsessão. Leopoldo é um romântico incorrigível que também tem um fetiche por pés. Ele ama Amélia, mas um fortuito acontecimento cria nele a convicção de que a moça tem os pés disformes e aleijados e dela se afasta abrindo caminho para Horácio. A moça não entende por que Leopoldo se afastou e cede, inicialmente às investidas de Horácio. No entanto ela começa a perceber as reais intenções de Horácio e tem que agir para que o desfecho lhe seja favorável. Preste atenção pois o final do romance traz um “plot twist” muito tempo antes desse termo sequer existir.
Interessante como Alencar, em plena segunda metade do século XIX, coloca mulheres ousadas e perspicazes como protagonistas e coloca em evidência o fetiche e obsessão masculina nos pés femininos numa época extremamente moralista. “Pedólatras” notórios da atualidade como Quentin Tarantino se identificariam com trechos de “A pata da gazela” em que Horácio devaneia sobre os pés que tanto idolatra. Num trecho do livro em que ele vê uma bela moça subir numa carruagem apoiando-se no estribo ele se lamenta:

“Senhor! Por que em vez de homem não me fizeste estribo de um carro. Teria a felicidade de ser pisado por aquele pezinho”.

Cômico e ao mesmo tempo patético.
Igualmente interessante também é perceber como o autor coloca os rapazes Horácio e Leopoldo como vítimas de suas obsessões e como Amélia é o único vértice desse triângulo amoroso que consegue agir com racionalidade. Outro elemento `frente de seu tempo em “A pata da gazela”.
José de Alencar se foi precocemente em 1877, com apenas 48 anos, devastado pela tuberculose. Seu discípulo e admirador, ninguém menos do que Machado de Assis, foi um dos mais lamentaram tendo-o agraciado com o título simbólico de “chefe da literatura nacional”.
Nos dias de hoje, no entanto, há quem “cancele” José de Alencar em função de suas polêmicas posições a favor da escravidão. Ele acreditava que a abolição “abrupta” da escravidão poderia comprometer a economia e a estabilidade social do país e que a “missão civilizatória” da escravidão não deveria ser negada em função de “arroubos abolicionistas”. Ele, no entanto, entendia que a escravidão poderia acabar, mas desde que “de forma natural” e através de uma pretensa “evolução de costumes” que levaria ao aumento das alforrias como fruto de decisões individuais. O interesse de Alencar pelo tema era tal que ele chegou a publicar uma série de artigos em 1867 criticando as intenções do imperador D. Pedro II de extinguir gradualmente a escravidão (esses artigos foram reunidos no livro “Cartas a favor da escravidão”) e, na condição de parlamentar, votou contra a “Lei do Ventre Livre” em 1871.
É oportuno afirmar que esses posicionamentos pró escravidão não são apenas “polêmicos”. São condenáveis e errados, mas, por outro lado, eles não podem e nem devem servir como justificativas para “cancelar” José de Alencar e para desconhecer o fato de ele ter sido um grande escritor de enorme talento.
“A pata da gazela” não é um dos clássicos do autor até por que, em alguns momentos soa algo monótono. No entanto é um bom livro que proporciona boa leitura na maior parte do tempo e até algumas reflexões acerca do comportamento humano.
Boa pedida!

Profile Image for Caio Chaves.
74 reviews1 follower
December 16, 2024
As frivolidades de uma sociedade burguesa e suas características que chegam a serem engraçadas e pouco estranhas para nós leitores do século XIX. A começar pelo fetiche pelos pés dos personagens masculinos principais.
A história seria uma comédia de costumes, mais José de Alencar quis que fosse considerado um romance e representa o período urbano do autor, mesmo que o resultado seja extremamente fraco e tudo é facilmente resolvido, por isso a história fluí de maneira cansativa e até mesmo em círculos.
Não existe nenhuma grande qualidade nos personagens, porém Alencar é mestre em prender o leitor, mesmo que a história seja ridícula em vários níveis, a começar por um engano a respeito de um pé com deficiência.
De todos os romances do autor esse é sem dúvidas, o mais fraco e o mais ridículo em questão de história. Pura perda de tempo.
Profile Image for XDiva Fernandes.
4 reviews
January 4, 2026
Com o intuito de trazer a mim um interesse literário, minha escola me deu a pata da gazela, um romancezinho genérico e chato que podia ter 80 páginas se não perdesse tantas palavras com descrições fúteis. Graças a isso, demorei anos pra perceber que nem todos os livros são enrolados ou possuem uma linguagem bizarramente complicada. Vai se fude lula
69 reviews3 followers
September 30, 2022
Lido numa edição da Lello e irmão Editores, Biblioteca iniciação literária.
Romance clássico do período romântico brasileiro, portanto exagerado nas metáforas e datado. Leitura que permitiu conhecer mais um autor brasileiro, clássico.
Profile Image for TP.
36 reviews1 follower
January 21, 2023
Os livros do Romantismo já não costumam me pegar muito, mas esse acho que foi o livro do José de Alencar que menos gostei.
A escrita é excelente, não tem como questionar, mas uma obra que faz um lenga lenga todo sobre pés para depois falar dos valores da época… Desculpa, mas não me desceu!
Profile Image for Julia Prado.
55 reviews
July 7, 2023
O audiobook da Isabela Lubrano deixou a escrita do José de Alencar mais suportável. Algumas situações são tão ridículas que me divertiram, apesar de tudo. Como de costume, gostei da mocinha (Amélia) e odiei os dois pares românticos, mas achei que o final fez sentido.
Profile Image for Rodolpho Soares.
45 reviews
March 25, 2023
Seguindo a recomendação do canal “ler antes de morrer” leitura muito pertinente em tempos do calvo do Campari
11 reviews
May 3, 2024
Clássico, engraçado e interessante.
É uma boa história, contudo, não acho que envelheceu bem.
Profile Image for kemi.
59 reviews3 followers
January 4, 2026
tem uma coisa meio fetiche por pés mas é divertidinho kkk
é bem previsível e clichê, você tem um moço bonzinho e apaixonado e um moço mais fútil que gosta muito do pé da mocinha (obviamente que o pé é só pra servir como a mensagem de amar por quem realmente somos por dentro e não pelas aparências). mas é legalzinho. nada demais também.
Profile Image for Marcos Faria.
234 reviews14 followers
February 2, 2018
Eu, que tinha atravessado o ensino médio sem precisar ler os romances urbanos do Alencar, peguei essa novelinha só pra poder comparar com a versão do Glauco Mattoso. Serve de passatempo. A trama é bobinha, os personagens são rasos e o desfecho é moralista.
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