Se tens este livro nas mãos é porque a tua alma deseja despertar para uma nova consciência e anseia por ser vista por ti, de forma a voltar a ocupar o lugar de centro e, assim, te permitir viver uma vida mais leve e alinhada com a tua essência. As células do nosso corpo guardam memórias de todo o clã familiar que nos foram passadas de geração em geração. É por isso que a lealdade ao clã, tantas vezes, se sobrepõe à lealdade a nós próprios, e, enquanto não nos tornarmos conscientes, estaremos a repetir compulsivamente padrões familiares. Reconhecer que vives numa teia invisível de amor vai oferecer-te uma compreensão, aceitação e comoção que vai mudar a tua perspetiva da Vida e vai permitir libertares-te de padrões que carregas, por amor, do clã familiar. Convido-te a entrar nesta viagem que proponho fazer contigo, para que este livro te possa oferecer a compreensão e a oportunidade de transformares a tua forma de interpretar a realidade e, assim, encontrares dentro de ti a força, a clareza e o amor que te permitem percorrer um novo caminho, libertando as amarras que limitam a manifestação e a expressão do Ser de Amor genuíno que habita em ti. Esta é uma viagem rumo à libertação de muitas formas de sofrimento, à inteireza do teu Ser e à possibilidade de abraçares e viveres a vida a partir da leveza da tua essência, para abrires novos horizontes e percorreres o caminho de volta ao território da tua alma e do Ser de Amor que ÉS! Unidos num só Coração!
Maria Gorjão Henriques aborda o despertar da consciência recorrendo às constelações familiares, dando a conhecer a sua origem e como as podemos utilizar para nos libertarmos e vivermos na nossa essência. Adicionalmente, faz referência a outras temáticas como astrologia, a reação humana ao medo, entre outras, que contribuem para o processo de individuação. Contudo, fica o sentimento de querer aprofundar mais cada uma delas. Considero que este livro é uma boa introdução à temática do desenvolvimento pessoal e, quem quiser, fica com as ferramentas para continuar o seu estudo.
Existem tempos certos para cada coisa na vida. Este foi o meu tempo certo para ler este livro. Leitura que nos desperta para a consciência de nós mesmos e da vida que veio antes de nós e connosco no nosso nascimento; na inteireza de Sermos; do invisível da alma e da profundidade que habita em nós; a teia invisível do amor e da vida que temos ou devemos limar e recriar. Volto mais uma vez a um lema extremamente importante: "Não tenhas medo do caminho, tem medo de não caminhar". Mais do que estar vivo é viver.
O que é essencial na vida está-nos velado através de vários níveis de entendimento, por camadas, que não alcançamos quando queremos, mas antes quando podemos. Na natureza, temos a resposta para tudo aquilo que precisamos de saber sobre nós. Só temos de estar quietos, respirar, olhar e contemplar. A vida que, actualmente existiriam é de construção para a afirmação, não de construção para a realização. Perdemos o vínculo com o ser. Há coisas que não podemos fazer pelos outros nem ninguém por nós. Se não nos priorizarmos antes de cuidar dos outros, acabamos por nos perder.
"Vivemos no campo do fazer e ter, em vez de vivermos no campo do SER." Pág. 25
Por vezes o arrastar das nossas dores fazem-nos mergulhar em abordagens distintas, como tal, apesar de não ser muito comum em mim ler livros orientadores, aventurei-me, uma vez mais, em algo do género. Nada sabia sobre este tema.
"Haverá um momento de revelação, em que vais compreender quem é a pessoa à qual estás ligado através de um pacto de amor maior, porque é graças a ela que podes recordar o teu propósito de vida e trabalhar esta sensação. Este é um exercício muito bonito, pois estamos a falar de amor com dor para ser transformado em amor com consciência."
O que me provocou essencialmente: repensar na importância da nossa ancestralidade no nosso SER.
"A primeira célula do corpo é formada por 50% do pai e 50% da mãe. Nessa doação que cria o nosso ser está todo o material genético dos nossos antepassados, mas também as memórias emocionais, os silêncios, as dores, as impossibilidades, as frustrações, os talentos, as conquistas e as alegrias." Pág. 32
A autora salienta ainda a importância de expandir a consciência e que a prática das constelações familiares tem como propósito ir ao âmago de cada um. A transformação começa em cada indivíduo; aí se inicia uma jornada de autoconhecimento e autorreflexão. E daí resulta o pacificar e curar relações com o passado, com os antepassados e connosco mesmos.
"A grande proposta da consciência sistémica é transformar amor com dor em amor com consciência. (…) As constelações familiares transcendem a psicoterapia e não competem com a psicologia. Na verdade, estão mais próximas da filosofia do que da psicologia." Pág. 201
Maria Gorjão Henriques explica que muitas das nossas infelicidades e ansiedades, stresses e/ou esgotamentos, nascem da necessidade de compensação por lealdades inconscientes, e que a compreensão desses padrões é a chave para uma vida mais leve e alinhada com a própria essência.
Muita informação, muitos chavões; não compactuo com tudo, nem é propriamente fácil conjugar na prática tantos conceitos com o que somos ou o que vivemos ou queremos. Creio que seria (ou será) um processo gradual e que exigiria muito mais dedicação. Contudo, devo dizer, que fiquei amplamente surpreendida com algo com o qual me identifiquei deveras, que se passou na minha vida e que segundo o que li faz todo o sentido e ficou claro como a água. Fiquei mesmo impressionada.
"Faz a jornada da tua própria vida mesmo que isso implique dizer NÃO aos outros, representando um grande Sim para ti." Pág. 215
O livro aborda a jornada de despertar da consciência através das Constelações Familiares, uma abordagem sistêmica que revela como nossas raízes familiares e histórias ancestrais influenciam profundamente nossa vida, comportamento e destino. A autora explica que todos vivemos uma grande angústia de separação, que nos distancia da nossa essência divina, levando-nos a esquecer que somos seres espirituais com uma experiência terrena.
Ela destaca que essa dissociação gera dificuldades em reconhecer nossa luz, amor e potencial, levando-nos a buscar fora de nós a segurança, o amor e a validação. Essa busca muitas vezes resulta em ilusão de separação, onde acreditamos que a felicidade e o amor dependem do reconhecimento externo, o que nos afasta de nossa verdadeira essência.
O livro também explica que nosso inconsciente é atemporal e que muitas de nossas forças, padrões e dores vêm de experiências passadas, tanto nesta vida quanto de vidas anteriores, herdadas geneticamente e emocionalmente pelos nossos antepassados. Essas memórias, muitas vezes reprimidas, moldam nossos comportamentos, escolhas e destinos, reproduzindo padrões de geração em geração.
Maria Henriques reforça a importância de entender as raízes sistêmicas, incluindo o papel dos nossos pais e ancestrais, e como nossas ações muitas vezes são uma tentativa de equilibrar ou reparar o sistema familiar. Rejeitar ou criticar os pais, por exemplo, é uma forma de autoagressão que pode gerar doenças físicas e emocionais.
O livro enfatiza que a cura acontece com a consciência amorosa, aceitação do passado e reconciliação com nossas origens. A compreensão de que todos estão em processo de evolução ajuda a libertar cargas emocionais e a aceitar o destino de cada um, incluindo os nossos ancestrais, com respeito e dignidade.
Maria também fala sobre a importância de assumir nossa própria responsabilidade, libertar-se de padrões limitantes, e reconhecer que a verdadeira transformação ocorre quando olhamos para dentro, com coragem e vulnerabilidade. A jornada do herói, que envolve coragem para seguir um caminho desconhecido e autêntico, é uma metáfora central no processo de despertar espiritual.
Por fim, ela destaca que a vida é uma expressão do que acontece dentro de cada um de nós. Quanto mais conscientes estivermos de nossas sombras e luz, mais podemos viver com amor, paz e liberdade, contribuindo para uma evolução coletiva.
"O Despertar da Consciência com constelações familiares", de Maria Gorjão Rodrigues é uma surpresa inesperada, "aquele livro que não leria...", mas que por ocasos que nunca o são se perfilou e perfilou, fintou... na mira até ser aberto. E descoberto. E, aí, numa linguagem simples e apelativa se aprendem abordagens ao SER em detrimento do PARECER e do ESTAR que tanto nos convoca, hoje; processos conhecidos, e, por vezes, negligenciados; conceitos novos e ou menos antes reflectidos, pensados; percursos inevitavelmente necessários para uma evolução pessoal, desde a tomada de "Consciência Sistémica" até à descoberta da "Informação para um Caminho Consciente", para procurar perceber, na sua essência simples assertiva, a "Introdução às Constelações Familiares" cuja "Meditação de Cura: tomar o amor dos pais" nos estanca em nós mesmos e nos faz pensar e repensar. Como é convicção humilde da autora, um livro a voltar e a retornar, sempre que necessário alinharmo-nos; pois, se queremos, porque preciso, devolvermo-nos à Vida.
"...a maior expressão de amor que podemos praticar com todos os que amamos é simplesmente aceitar que cada um de nós tem uma forma de aprendizagem própria e não temos como proporcionar ao outro o que ele ainda não está capaz de entender, viver e transmutar. Compreendemos que o amor que sentimos está acima das formas físicas e não depende em nada do que essa pessoa possa fazer ou deixar de fazer neste plano para a sua manifestação." (Págs. 64 e 65)
" O importante é ir entendendo que, por mais que nos esforcemos, há coisas que não podemos fazer pelos outros nem ninguém pode fazer por nós. (...) ... querer ajudar o outro é uma forma de superioridade que tira força e responsabilidade ao outro. (...) Por isso, é preciso aprender a amar sem querer mudar, sem querer controlar, sem querer definir a vida do outro, permitindo que ele seja o que consegue ser momento a momento. Há que largar a versão da criança que quer salvar todos e acha que ainda pode salvar o mundo, deixar cair a ideia peregrina do "foram felizes para sempre". Essa ideia isola-nos da nossa natureza divina." (Pág. 160)
Li o livro como se ouvisse a autora falar-me. Isto aconteceu porque sou aluna da Maria Gorjão e, consequência das horas de aulas assistidas, senti o que lia como um prolongamento desse trabalho, acompanhafo pela mentora. A forma vomo está escrito, com imagens, metáforas e mensagens curtas, pode dificultar a leitura. Nesse caso, sugiro que assitam a alguns videos da autora. Irá enriquecer a leitura, certamente.
Uma boa leitura para iniciantes no mundo das constelações familiares. Uma leitura fácil de percecionar, com exercícios e exemplos reais que nos ajudam a perceber melhor o tema. Um livro para reler, como aconselha a autora.
Uma abordagem simples à consciência sistémica e às constelações familiares. Excelente para dar os primeiros passos no tema. Um livro com uma imagem bastante cuidada e apelativa.
Este livro mostra-nos uma visão do mundo que parte de nós próprios, da aceitação da nossa própria realidade e da forma como podemos viver os nossos processos de dor, convertendo o sofrimento em amor. De uma leitura fácil, que prende o leitor numa viagem ao seu "eu" interior, social e espiritual, a autora mostra-nos como redescobrir a felicidade, despertando a nossa consciência mais primitiva. Este tema é novo para mim (acredito que por algum motivo este livro me veio parar às mãos), mas mudou a minha forma de olhar para vida e principalmente de me posicionar nela.