No livro Cartas a um Jovem Ateu, Nuno Tovar de Lemos, sj estabelece um diálogo fascinante entre um jovem biólogo e ele próprio, explorando questões de fé e amor. Uma obra cativante, editada pela Frente e Verso, que nos leva a refletir sobre as complexidades da vida e da fé. Ateus ou não, todos temos perguntas sobre Deus, a Igreja, a vida: ser ateu ou agnóstico? Que fazer quando Deus nos desilude? Haverá algo depois da morte? Que se ganha em ter fé? Estas e muitas outras perguntas preenchem as páginas deste livro, dando vida e corpo às cartas que o compõem, num diálogo constante entre o autor e o seu correspondente imaginário. Mais do que simples respostas, estas cartas constituem uma profunda reflexão sobre a vida, o amor, as relações, Deus e cada um de nós. Com o bónus de se lerem como um romance, cheio de revelações sobre os protagonistas. Imperdível!
Nuno Tovar de Lemos, s.j. nasceu em Lisboa, em 1960. Licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica no Instituto Superior Técnico e em 1984 entrou na Companhia de Jesus. Estudou Teologia nos Estados Unidos (tendo o grau de Master of Divinity pela Weston School of Theology de Cambridge) e na Universidade Gregoriana, em Roma, onde se licenciou em Teologia Fundamental. Foi ordenado sacerdote em 1995 e durante 20 anos dedicou-se sobretudo à pastoral universitária em Braga, Coimbra, Porto e Lisboa. É autor de O Príncipe e a Lavadeira – histórias simples para falar de Deus e de nós e Textos para Rezar – 24 textos do Evangelho com comentários e sugestões para a oração. Atualmente vive em Portimão e trabalha na Paróquia de Nossa Senhora do Amparo desta cidade.
Pe Nuno Tovar de Lemos mais uma vez a surpreender pela história que consegue arranjar para deixar tão claras questões que nos passam pela cabeça diariamente.
Um livro muito interessante para quem se encontra num percurso de questionamento espiritual. Acessível, fácil de ler, que enuncia e dá resposta a questões que me parecem ser, de forma transversal, aquelas com que muitas pessoas se debatem, tanto crentes como não crentes. Pelo menos eu, fiquei com a sensação de que muitas destas questões poderiam ter sido colocadas por mim e por isso achei o livro muito relacionável. As respostas são simples e fáceis de entender, e nota-se no autor uma tentativa de não dar respostas demasiado enviesadas em relação à religião que professa, ainda que seja um livro com uma visão manifestamente cristã.
Este livro é um abraço quentinho e acolhedor que nos ensina, nos incomoda mas também nos conforta. Percorre algumas das principais dúvidas na fé abordando-as no entanto muito para além do superficial e do comum servindo para “crentes experientes” ou pessoas que mal conhecem o funcionamento da religião. Para além disso, vai fazendo um paralelismo fantástico com a busca pelo amor. O final abraça-nos, entende-nos e revela-nos uma parte que está em cada um de nós que se abre às questões que vão surgindo no caminho da fé, recorda-nos das muitas partes que somos e de outros aspetos importantes deste caminho.
Gostei imenso! Acho que ele fala de forma super simples sobre temas às vezes complexos. Os capítulos são pequenos e tem uma história por trás das cartas que sempre dá um fio condutor, apesar dos temas das cartas serem individuais. Gostei muito da forma como ele expressou as suas opiniões e ao mesmo tempo explicava de forma muito clara aquilo que a igreja diz. Acho que, mesmo que não se concorde com tudo, é um livro que vale muito a pena ler!
Não é a minha escolha de livro, mas foi uma leitura necessária. Tenho de admitir que serve bem o propósito a que se propõe e está bastante bem escrito. Recomendo a quem esteja interessado no tema, mas não se aventurem a achar que vão encontrar nada de novo. Talvez uma visão um pouco mais ampla, mas ainda com as suas raízes muito fundas em temas que eu possa ou não concordar.
Uma expetativa exagerada para um livro simples de perguntas e respostas. As questões sobre fé e religião num formato comparativo com a vida diaria e relações humanas através de cartas. Aquém dos melhores momentos do autor.
Este livro devia ser lido por todos. Crentes e não crentes e de todas as religiões. Abre-nos a porta a algumas questões que por vezes temos dificuldade em ver resolvidas. Está divido por cartas, por questões. Mas mesmo assim o Pe. Nuno conseguiu criar uma pequena história dentro da mesma.
Um livro muito bom, que todas as pessoas deviam ler e que eu quero ler novamente para interiorizar melhor o que li. Um livro que se deve ler devagar, para se ir mastigando e deixando fazer eco em nós!
Para quem quiser aprofundar os fundamentos da fé e da prática religiosa. Através de um diálogo epistolar ficcionado os temas são expostos em linguagem simples mas com profundidade.