Quando a vilã é a própria mente, as batalhas internas parecem infindáveis e você se torna soldado de si mesmo, rendido por seus próprios fantasmas. Um transtorno ultrapassa qualquer razão, qualquer limite. É navegar num mar de neuras e se afogar em culpas ácidas. É sentir-se estranho morando dentro do próprio corpo. É parasitar pela vida, ansiando por aprovação, enquanto o mundo parece ter olhos apenas para os padrões “ideais”. É querer muito (muito mesmo!) pedalar ruas afora, mas só ter medo de cair. Talvez por isso que o TA seja uma das realidades mais secretas sobre si mesmo. Às vezes tão bem escondida que quase se esquece onde está guardada. Mas ele, o TA, não esquece não. Sorrateiro, nem liga para rosto, sobrenome, cargo ou conta bancária, apenas segue deixando suas marcas… em corpos, mentes, almas, histórias, em muitas histórias. FAMINTA é um romance visceral que desafia e conforta. É um resgate inquietante de memórias que embrulham o estômago. Faz sorrir em meio às lágrimas. Traz verdades nebulosas e libertadoras. É sobre a fome insaciável, a ferida que não cicatriza. É sobre quebrar julgamentos e preconceitos e despadronizar corpos. É sobre aquietar a mente e descansar para recomeçar, uma e tantas vezes mais quanto forem necessárias. É sobre um dia de cada vez… Uma neura a menos, um pulsar a mais.
Com certeza memoirs / relatos sao meus gêneros literários favoritos. Fico encantada lendo historias e me envolvendo com as vivencias de outras pessoas. Tatiana me comoveu muito na sua narrativa, me trouxe pra perto, me senti representada em diversos momentos. Em varias passagens me pegava pensando “nossa, eu também senti isso, que bom que não era só eu”. O tipo de leitura que você termina e da um calor no coração e faz você se sentir menos sozinha nas suas dificuldades. Adorei