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O último dos copistas

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Neste romance híbrido que mescla ensaio e literatura, fato e ficção, com um estilo envolvente e arrojado, a história esquecida de uma figura do século XVI se revela uma janela para compreender o contemporâneo. O último dos copistas estabelece Marcílio França Castro como um dos autores de maior destaque no cenário contemporâneo.

Os copistas são figuras fantasmagóricas que assombram a literatura. Aqui o ponto de partida é Ângelo Vergécio, um copista do século XVI cuja caligrafia deu origem à fonte Garamond. Um enigma de sua vida move, no século XXI, na passagem do analógico ao digital, a história de amizade entre um revisor e uma ilustradora em uma pequena casa editorial. Trata-se de uma relação platônica que parece se concretizar através de uma obsessão compartilhada por desvendar detalhes da vida de Vergécio, conduzindo o enredo ainda por cidadezinhas da Europa que conhecemos através de cartões-postais intrigantes.

"Um livro surpreendente sobre a passagem do tempo, dos mundos que se sucedem e do que fica pelo caminho. A história de dois tipos em extinção, um copista à saída da Idade Média e um revisor literário no mundo digital, ao mesmo tempo remanescentes e transmissores do que corre o risco de se perder para sempre. Um romance incisivo e original sobre a obsolescência e o anacronismo como resistências artísticas incomuns, capazes de criar pontes inesperadas e revelar o quanto a naturalidade do presente pode apenas encobrir um processo de normalização." — Bernardo Carvalho

"A obra parece um daqueles desenhos de Escher, de uma mão desenhando a si mesma, ou de um castelo de escadas que levam para cima e para baixo ao mesmo tempo. Com incrível domínio topológico da narrativa, os fatos vão se combinando e recombinando, equilibrados no vértice de uma jovem ilustradora que atrai todas as linhas da trama — em texto e imagens —, até o surpreendente clique que fecha a máquina perfeita do livro." — Arthur Nestrovski

208 pages, Kindle Edition

First published January 1, 2024

4 people are currently reading
44 people want to read

About the author

Marcílio França Castro

5 books2 followers
Marcílio France Castro was born in Belo Horizonte in May 1967. It is a doctoral candidate in Comparative Literature at the Federal University of Minas Gerais and Master in Literary Theory from the same university. In 2009, he was awarded a scholarship Funarte of Literary Creation, by the project Brief Cartography of places with no interest, of fictional narratives.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Andre Aguiar.
476 reviews114 followers
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December 29, 2025
Se isto é um ensaio, cada frase é uma pergunta, cada passagem, cada cena é uma pergunta, cada peripécia ou argumento é uma pergunta, sempre uma pergunta disfarçada, e todo ensaio é um manto de perguntas, e seu único compromisso é com perguntar e retificar a pergunta, de modo que não se conclua.
34 reviews5 followers
August 6, 2024
algo pretensioso

Sem dúvida, um escritor que domina o ofício, com prosa elegante e refinada. Como tantos romances pós-modernos, procura transcender gênero e unir ensaio com ficção. Apesar da erudição e do entrelaçamento da narrativa e comentários, o resultado final deixa uma sensação de vazio. A narrativa inconclusa é quase um suspiro em uma obra brilhante, mas superficial, na qual falta substância humana.
Profile Image for Lais.
123 reviews4 followers
December 25, 2024
A sinopse desse livro me chamou atenção, uma mistura entre ensaio e romance e uma busca por uma personagem histórica que pode ou não existir de fato. No geral achei a proposta interessante, gostei das partes que especulam sobre a vida de Vergécio e, também, de alguns dos questionamentos feitos sobre o processo de leitura, escrita e livros entre si. Porém, acho que a parte do romance, da história da Lygia, eu cheguei no final e não tinha de fato curtido tanto. Os devaneios do Eduardo me foram mais atrativos. Enfim, foi uma leitura fora da minha zona de conforto, um livro diferente dos que eu escolho pra ler e me trouxe questionamentos interessantes. Mas, mesmo assim, não gostei tanto quanto poderia.

Obrigada Netgalley e Companhia das Letras pelo eARC desse livro.
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