Esta antologia oferece um panorama inédito da poesia negra feita por mulheres nos Estados Unidos no século XX, reunindo dezenove poetas com uma amostra significativa de suas produções e linguagens. Ao lado de nomes já reverenciados no Brasil, como Audre Lorde, Maya Angelou, bell hooks e Alice Walker, estão poetas ainda pouco conhecidas que constituem o canône da literatura negra mundial. Caso das pioneiras Angelina Weld Grimké, Gwendolyn Bennett e Gwendolyn Brooks, e representantes da poesia falada e engajada, como Jayne Cortez e Amina Baraka, que despontaram nos anos 1960 e 1970. Período de grande efervescência da cultura negra nos Estados Unidos, as décadas do Black Arts Movement e do Black Power coincidem, não por acaso, com as primeiras publicações das sólidas carreiras de grande parte dessas poetas, como Lucille Clifton, Nikki Giovanni, Pat Parker e June Jordan, seguidas por autoras como Cheryl Clarke, Nikky Finney, Wanda Coleman e ainda as premiadíssimas Harryette Mullen, Rita Dove e Sonia Sanchez. Organizado por Lubi Prates, Você lembrará seus nomes conta com um time de tradutoras negras brasileiras renomadas, sendo a maior parte delas também poetas, além de pequenas biografias das autoras reunidas, contextualizando suas vidas e obras.
Nascida em 1986, em São Paulo, Lubi Prates é poeta, tradutora, editora e curadora de literatura. Tem diversas publicações em plaquetes, antologias e revistas nacionais e internacionais. Organizou os festivais literários para visibilidade de poetas, [eu sou poeta] (São Paulo, 2016) e Otro modo de ser (Barcelona, 2018) e também participou de festivais literários no Brasil e em países da América Latina.
Editora e sócia-fundadora da nosotros, editorial, é responsável também pela revista literária Parênteses. No campo social, dedica-se a ações que combatem a invisibilidade de mulheres e negros. Atualmente, é doutoranda em Psicologia do Desenvolvimento Humano, na Universidade de São Paulo.
Sua primeira publicação em livro data de 2012 – coração na boca –, obra carregada de sentimento transformado em poesia profunda e intensa. Em 2016, vem a lume triz, que revela o inegável crescimento da experiência autoral no processo de construção poética. Em 2018, lança sua terceira obra: um corpo negro, sequência densa e impactante centrada na inscrição poética da assunção da identidade negra – da condição e do devir negro – em versos de rara contundência. um corpo negro foi finalista do 61º Prêmio Jabuti e do 4º Prêmio Rio de Literatura. Contemplado pelo PROAC com bolsa de criação e edição de poesia, está em processo de publicação, para 2020, na Argentina, Colômbia, Estados Unidos, Espanha e França.
Em 2019, Lubi Prates organizou a antologia Nossos poemas conjuram e gritam, reunindo textos de Conceição Evaristo, Esmeralda Ribeiro, Jarid Arraes, Lívia Natália, Natasha Felix, Neide Almeida e Nina Rizzi, num projeto que pretende ser contínuo, em formato de série e periodicidade anual.
Como tradutora, Lubi Prates é responsável pela edição brasileira da Poesia completa de Maya Angelou.
Você lembrará seus nomes, coletânea de poesia de poetas negras, tem uma curadoria impecável da Lubi Prates. Li esse livro ontem que foi o dia mundial da poesia porque sabia que tal seleção seria arrasadora pelas poetas envolvidas, confesso que não conhecia todas, mas também confesso que saí com dezenas de pdfs de livros esgotados do Anna's Archive das poetas em questão porque são verdadeiramente excelentes.
*Perdão pela inclusão apenas dos poemas curtos na minha seleção do Instagram, os poemas longos tinham uma potência inalcançável que me arrepiaram a espinha, especialmente a partir dos anos 70 (pós Black Panthers), mas infelizmente não cabiam metricamente aqui, mais um motivo para vocês lerem o livro.
Me gustó mucho el formato del libro: información de cada autora, los créditos para las traductoras y las notas sobre las referencias al pie de los poemas. He de admitir que no conocía a todas las poetas y activistas. Sin duda, fueron y siguen siendo muy importantes. No debemos olvidar sus nombres.