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Vidas Secas

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Graciliano Ramos

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Graciliano Ramos was widely considered one of the most important Brazilian authors of the 20th century. He was a seminal voice in the literary "regionalism" movement.
As a child Ramos lived in many cities of Northeastern Brazil, stricken by poverty and severe weather conditions (droughts). After high-school, Graciliano went to Rio de Janeiro where he worked as a journalist. In 1915 he traveled to Palmeira dos Indios, state of Alagoas, to live with his father and in 1927 he was elected mayor.
In 1933 he published his first book, Caetés. A few years later he was jailed by the Getúlio Vargas government, on a charge that was never made clear. His experiences in jail would become a unique personal deposition, Memórias do Cárcere.
Graciliano died in 1953, at the age of 60. His "dry" style of writing and the conflict between the id and the world are the significant marks of his works.

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10 reviews
August 30, 2025
Um clássico, retratando a condição precária de retirantes lidando com a vida dura da seca e da aridez. Uma história que nos convida a pensar sobre as desigualdades sociais, sobre a miséria, sobre a injustiça e sobre a luta pela sobrevivência na ótica de uma família que, apesar de tudo, consegue sonhar, se amparar no afeto e vislumbrar horizontes.

E a Baleia, uma personagem tão necessária pra trama, em uma troca afetiva sensível e que marca essa história de um jeito muito especial.
Profile Image for Pedro.
18 reviews
February 10, 2026
Nada melhor para fomentar a luta de classes do que a lamentável miséria do sertão nordestino nos anos 30.

A opressão do Estado e da própria sociedade em relação aos pobres são expostos dentro da própria consciência dos personagens da obra, que não é complexa, muitas vezes vaga e imagética, mas suficientes para reconhecer o sofrimento e os desprazeres da vida humana no capitalismo.

Foi meu primeiro contato com a obra do autor, sendo notório o fervor político da trama. A todo momento fui conduzido a questionar minha posição no mundo, tal como Fabiano, Sinhá Vitória, Baleia e os Meninos.

Nós, sobreviventes modernos e privilegiados, podermos estar talvez distantes da realidade dos errantes da obra, mas o sofrimento segue sendo o mesmo, o silenciamento e a violência moral permanecem na consciência do sujeito comum, que por vezes se recusa a refletir sobre a própria desgraça, que não é diferente da que circunda seus semelhantes.

Sendo um clássico, Vidas Secas se adequa plenamente aos tempos correntes. O nosso papel como classe trabalhadora perante o Capital, onde não somos vistos como pessoas, mas como tão somente uma extensão da produção, descartáveis, assim como a família da obra, que era invisível, que se autoflagelava por uma culpa que lhes foi imposta antes de nascerem.

O Autor não deixa de mencionar a esperança de um mundo melhor, do fim do sofrimento e da necessidade de navegar contra a miséria e cuspir na cara do sofrimento do sertão, de fazê-lo torná-lo mar.
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