Um quadro – que retratava a morte de uma menina, a sinhazinha querida, única alegria em um mundo lúgubre de injustiças – foi o que inspirou Cornélio Penna a desenvolver este romance. Vivido numa próspera fazenda de café do interior fluminense em meados do século XIX, A Menina Morta, ao narrar o trágico declínio desse lugar cuja grandeza se faz às custas do trabalho e da miséria dos escravos, é uma história de morte e loucura, de decadência e sofrimento, de almas angustiadas e de longos silêncios. A menina, na sua inocência, era quem amenizava o sofrimento dos escravos, quem os protegia e os livrava dos castigos. Depois da sua morte, só restou o horror da escravidão, o vazio e o desespero de almas perdidas. Morre a menina e com ela morrem a alegria e a esperança, e as infelicidades se sucedem num clima de densa tortura moral.
Cornélio Penna was a Brazilian novelist, painter and illustrator. He was part of the second-generation of Modernism in Brazil, and created the Brazilian psychological realism.
Por mais que eu tenha romantizado gostar desta obra, não posso me enganar. Apesar de tocar em pontos sociais interessantes da sociedade escravocrata e em transformação no fim do período monárquico, o romance em si é muito pedante, morno, ultra-dramático…
Para mim, não deu liga! Mas pode dar, para você! Não se sinta desencorajado(a).
Um funeral rural, como no titulo, uma estória de uma fazenda e sua gente, perdida no tempo,fim de uma era e suas dores invisíveis, enterrados em estruturas sociais de escravidão humana e doméstica, negros e mulheres. Homens inaptos para emoções. Um ritmo um tanto lento e pesar que pode não agradar leitores contemporâneos. Uma desolação de guerra,porém sem luta.